domingo, janeiro 22

Cavaco Silva

Eleito Presidente da República

O ministro da Saúde, António Correia de Campos, foi dos primeiros a dar a cara na sede de candidatura de Mário Soares.
Sobre a convivência com o novo presidente, para CC, tudo bem: a política que está a ser seguida por este governo é de interesse nacional e, portanto, só é de esperar que o entendimento naturalmente aconteça entre pessoas bem intencionadas e com acesso à mesma informação.
Agora é que tudo vai começar. Vai ser preciso construir uma nova política de esquerda.

16 Comments:

Blogger ricardo said...

Rapidamente a direita conseguiu desforrar-se da maioria absoluta das legislativas, com o bronco do Sócrates a apadrinhar.

10:48 da tarde  
Blogger clara said...

A mim mudou-se-me o coração.

O casal mariani para dez anos vai ser demais.

É a contar com o movimento emigratório de portugueses após este triste acontecimento que eles têm planeado equilibrar as contas públicas.

10:54 da tarde  
Blogger tambemquero said...

Os portugueses têm o que merecem.

11:04 da tarde  
Blogger tonitosa said...

No comments!...

11:45 da tarde  
Blogger joaopedro said...

O ataque final ao que resta do nosso mísero Estado Social vai começar.
O ACS vai aproveitar as férias curtas do Sócrates a esquiar nos picos da Suiça para entregar isto tudo aos empresários que nós temos que mais não sabem do que viver à sombra do Estado.

9:24 da manhã  
Blogger saudepe said...

A política de Saúde de Correia de Campos sai reforçada destas eleições.
CC ganhou um novo apoio para levar por diante o seu projecto de privatização da Saúde.
-Concessão de unidades de saúde - HH e CS- a empresas privadas;
- Construção de HH PPP;
- Opting out.
Vai ser uma fartazana.

9:38 da manhã  
Blogger helena said...

A abstenção que venceu.
Cavaco Silva ganhou com a menor margem de sempre (0,6%), em todas as eleições presidenciais até agora. E ganha com a maior taxa de abstenção registada na primeira eleição de um candidato (só ultrapassada nas reeleições de Soares e de Sampaio, quando o desfecho da eleição não estava em causa). A junção das duas coisas com uma outra quase certa -- a abstenção deve-se sobretudo ao eleitorado de esquerda -- torna claro que a esquerda só pode queixar-se de si mesma. Perdeu por falta de comparência de uma parte dos seus...
vital moreira]- Causa Nossa.
Despromoção
O problema com Cavaco Silva não é só ele ser o primeiro presidente oriundo da direita política, nem o inigma sobre a sua prática presidencial. É ele suceder a quem sucede: 10 anos de um presidente maior do que o País (Mário Soares); 10 anos de um dos presidentes mais cultos e "aristocratas"(no verdadeiro sentido da noção) que já tivemos (Jorge Sampaio). Ter agora um presidente que não ultrapassa os limites de uma cultura economista e tecnocrática é uma enorme sensação de despromoção...
vital moreira]- Causa Nossa

9:51 da manhã  
Blogger a guiar epe said...

Não tenho a mínima dúvida que para este Governo e para o PS, ACS Presidente será melhor do que seria MA.
Todos temiam um eventual «acerto de contas » pela parte do «poeta»; pelos menos disso estarão livres.
Quanto ao resto, estámos cá para ver, sendo que, quem ganhou foi ACS e não o PSD !

12:31 da tarde  
Blogger tonitosa said...

No comments...no comments and...no comments!...

1:57 da tarde  
Blogger xavier said...

Caro tonitosa,
Vejo-o irreconhecível.
Aqui ninguém é condenado por delito de opinião.

2:21 da tarde  
Blogger tonitosa said...

Xavier, caro amigo
Como sabe sempre entendi que o Saúde SA não devia ser lugar de campanha eleitoral. E por isso, confesso que com esforço, me remeti dum modo geral ao silêncio. Acima de tudo para evitar ser "indelicado" face a algumas posições de colegas que raiaram o insulto a determinado candidato. E o mesmo diria se qualquer que fosse o seu destinatário.
Acho que todos devem merecer o nosso respeito. Até porque a nossa formação e estatuto social a isso nos deviam (e)levar!
Tenho os meus princípios, as minhas preferências mas jamais me viram ou verão dirigir "insultos" neste blog a quem quer que seja.
Não é o "delito de opinião" que está em causa. Os meus padrões de democracia são talvez utópicos...mas são os que são e por isso me limito a um mero "no comments"...porque, por vezes, o desprezo é a única resposta educada.
Um abraço

2:41 da tarde  
Blogger helena said...

Aqui entre nós...
...creio bem que para o PS e Sócrates foi preferível esta vitória fraca de Cavaco Silva à 1ª volta do que uma 2ª volta sem hipóteses de sucesso entre Cavaco e Alegre. Primeiro, porque, o resultado seria seguramente uma vitória muito menos apertada de Cavaco, reforçando o seu peso político; depois, porque para o PS e muitos votantes soaristas seria insuportável o constrangimento de ter de apoiar o candidato que se apresentou contra o partido e ajudou à pesada derrota do seu candidato oficial. Do mal, o menos...
vital moreira- Causa Nossa

2:46 da tarde  
Blogger xavier said...

LISBON, Jan. 22 (Reuters) - Aníbal Cavaco Silva, a center-right candidate, won the election for president in Portugal on Sunday. His victory was a blow to the governing Socialist Party, which had been under pressure because of a stagnant economy.

Mr. Cavaco Silva, a former prime minister, had 50.78 percent of the vote with 98 percent of the polling places reporting, the election commission reported.

A leftist maverick, Manuel Alegre, had 20.7 percent of the vote and Mário Soares, the Socialists' official candidate, had 14.21 percent.

Mr. Cavaco Silva, 66, pledged to stimulate the economy and reduce unemployment, which is at an 18-year high.

He is the first centrist or right-wing candidate to be elected president since Portugal's democracy was established in 1974.
NYTimes 23.01.06

3:01 da tarde  
Blogger Vivóporto said...

NOTAS BREVES SOBRE OS COMENTÁRIOS DAS ÚLTIMAS SEMANAS

1. Sobre os SA: foi chão que deu uvas, não vale a pena bater mais no ceguinho. Como experiência de empresarialização foi uma medida positiva. O fim último (a privatização, com a sua entrega em grande escala ao Grupo Mello, parece-me inegável, com os custos da «empresarialização» a serem assumidos por todos nós – registos, conversão de procedimentos e de práticas, redução ao mínimo da expressão dos funcionários públicos, a infestação dos HH por gente do Grupo Mello ou do Grupo Amorim, com outras lógicas que não a do interesse público, e, depois de estarem no ponto de rebuçado, entregá-los ao sector privado. Dentro da lógica, há muitos anos denunciada por Vital Moreira, de que «o que dá prejuízo socializa-se, o que dá lucro privatiza-se». Quando os HH SA estivessem prontos a dar lucro, viria então a privatização. Alguém duvida?)

2. Sobre os EPE: é importante voltar ao tema. A transformação dos HH SA em HH EPE, para além da mensagem política que significou a sua criação, veio atrapalhar senão de vez, pelo menos muito seriamente o objectivo prosseguido pela direita, em particular por LFP e pelo Grupo Melo. Mas há outras inovações, para além desta, nomeadamente, quanto ao estatuto dos membros do Conselho de Administração (agora também o Director Clínico e o Enfermeiro Director são vogais executivos, o que pode trazer novidades interessantes em matéria de delegação de competências), quanto à dinamização das ARS e das Agências de Contratualização, que uma vez apetrechadas, podem vir a revelar um papel bem mais interessante e mais agilizador para os HH EPE do que aquele que tinha a Unidade de Missão (se bem que um órgão central de apoio à actividade das Agências de Contratualização, desenvolvimento de instrumentos de natureza transversal, tratamento e divulgação centralizada de informação me pareça ter justificação), a extinção de um órgão inútil como era a Assembleia Geral da SA, a procura de moralização dos procedimentos de contratação de pessoal e de compras de bens e serviços, pelo cumprimento obrigatório de diversos princípios por que se deve pautar a actuação do Estado, «mesmo quando actue no âmbito da gestão privada» (princípios estes que foram sistematicamente violados pelos SA, com um autêntico fartar vilanagem de clientelismo e compadrio, a beneficiar sempre os mesmos), etc. etc.

3. Sobre o Estado. É curioso ver que aqueles que se dizem defensores do liberalismo, adeptos do mercado contra o Estado, são os primeiros a servir-se do Estado, a chulá-lo até ao tutano, à nossa custa, em nome de uma apregoada sacrossanta lógica de eficiência e de eficácia. Se queremos um Estado Mínimo, não devemos deixar de exigir um Estado rigoroso na sua gestão, sério e honesto nos seus procedimentos, imparcial, transparente, etc. Como não podemos deixar de condenar todos quantos de uma maneira vergonhosa se têm servido dele para benefício próprio, o que, infelizmente, é mais frequente do que o que parece. Sobretudo, por parte daqueles (regra geral, a direita) que tão mal falam do Estado e dos funcionários públicos, mas não hesitam perante despesas sumptuosas em proveito próprio, tão mal gerem quando à luz do interesse público.
A este propósito, não posso deixar de referir o facto de, pela primeira vez (concorde-se ou não com as políticas tomadas), a esquerda não estar a ter medo de decidir, de estar a olhar para a coisa pública sem o laxismo habitual e de estar a mexer em aspectos e áreas fundamentais que antes geral tabu para a esquerda. Só é pena, é que a lógica não atinja com a mesma virulência» quem mais tem e quem mais pode» (diz o Jerónimo), embora também se note uma lógica diferente (por exemplo, quando a lei que cria os HH EPE vem obrigar estes a depositar as suas disponibilidades e aplicações financeiras na Direcção Geral do Tesouro em detrimento da banca comercial, como até agora sucedia. O que irá fazer a banca?)

4. Sobre a rapaziada do INA. Circula nos hospitais uma lista com alunos do INA recém diplomados a oferecer-se através da DGAP para serem colocados por quem os quiser. São nomeados a título definitivo para os lugares de quadro, com a categoria de técnicos superiores de 2ª classe. Se não tiverem quadro, fica, além do quadro. Há juristas (muitos), psicólogos, economistas, gestores de recursos humanos, licenciados em Gestão e Administração Pública, engenheiros (de produção industrial, florestais, do ambiente, etc. Vantagem: não precisam de concurso, podem ser admitidos de imediato, têm a garantia da selecção e de já estarem prontos para o trabalho. Mas nos HH EPE, cujos quadros estão a extinguir quando forem vagando e em que as admissões são feitas em CIT, como é?

5. Sobre a carreira de Administração Hospitalar. O silêncio permanece. Será que o silêncio é de oiro? Tenho dúvidas. Julgo que seria de escrever a CC:

Exmº Senhor Ministro da Saúde,
Não obstante, V. Exª ter vindo, conjunturalmente, a demonstrar alguma consideração pelos Administradores Hospitalares, subsiste no entanto um silêncio demasiado ruidoso (estrutural) sobre a carreira de Administração Hospitalar. É imperioso que V. Exª diga o que pensa fazer da carreira de Administração Hospitalar. E que seja V. Exª pessoalmente a fazê-lo, porque conhece bem a carreira e os AH. Não deixe que sejam outros, ignorantes, a falar do que não conhecem, deixando-o ficar mal.
Diga, Exª, o que pretende fazer. Mas não o faça através da APAH. É perda de tempo. Ponha um documento à discussão na Internet, de preferência aqui neste blogg. Colherá certamente opiniões válidas. Mesmo que ouça algumas críticas mais azedas, sempre ficará a saber o pensamento genuíno dos interessados. Desconfie dos que só lhe tecem loas. A crítica é como o álcool, arde mas cura.
Gostaríamos de o ver ter um rasgo de juventude e de irreverência. Fica bem a um Ministro, sobretudo num país de cinzentões. Seja diferente, Inove. Comunique com as massas. Há que dessacralizar o poder.
Um ponto a considerar: não queremos dinheiro, nem mordomias, apenas queremos consideração e condições de realização profissional. Nada mais.
Aguardamos notícias em breve e que sejam boas.

6. Sobre as eleições. O pior que tiveram foi o terem-nos demobilizado a todos, por mim falo. Parabens ao tonitosa. Não se esqueça de nós quando for para assessor do PR para a área da Saúde. Pela parte que me toca, jamais votaria em tal personagem, mas como dizia o Alegre, não me tirou o sono. Dormi como um justo.

7.E o Delgado, quem viu o Delgado?

Rapaziada, voltemos ao trabalho!

11:52 da tarde  
Blogger a guiar epe said...

Voltou o Vivóporto, portanto seja bem regressado, (de férias ? )ao Saudesa...e viva o Vivóporto!

8:13 da manhã  
Blogger Vladimiro Jorge Silva said...

Algém acredita que CC não tenha votado Cavaco? Quem ouviu as suas palavras não deverá ter grandes dúvidas... Aliás, ironicamente está nas palavras de CC a explicação para a derrota de uma esquerda que quando chega ao poder ultrapassa sistematicamente a direita pela direita...

9:31 da manhã  

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