1.º Ano de Governação



Faz hoje um ano (12.03.06) que o primeiro ministro José Sócrates tomou posse. Oportunidade para os balanços da praxe.
Auto avaliação de CC:
O melhor:
O trabalho desenvolvido nos cuidados continuados a idosos e dependentes. Preparou-se um plano de acção 2006-2016, envolvendo a criação de hospitais de convalescença e serviços de internamento de média e longa duração, bem como centros de Saúde, serviços de Segurança Social e IPSS, todos em articulação local.
O pior:
A confusão encontrada no planeamento e execução das Parcerias Público-Privadas com uma lista de hospitais sem prioridades definidas, obrigando à revisão global do processo o que se fez com um estudo de alta qualidade da Escola de Gestão do Porto.
A prioridade:
O desenvolvimento da Reforma dos Cuidados Primários, com a criação de 100 Unidades de Saúde Familiar, para a qual se conta já com o entusiasmo das 50 candidaturas entretanto registadas.
JN, n.º 710, 10.03.06
Quanto a nós, o melhor do 1.º ano de governação de CC foi o lançamento da reforma da rede de Cuidados Primários e a preparação do orçamento da Saúde 2006, sem rectificativos e com grande transparência.
A Política do Medicamento foi, sem dúvida, no nosso entender, a pior área de intervenção de CC. Muita parra e pouca uva. CC, por exemplo, continua a não dispôr de informação fiável e actualizadada sobre o consumo hospitalar de medicamentos (área onde se verifica o maior crescimento dos gastos). A confusão é tal que CC já anunciou que pretende contratar uma empresa externa para apurar os gastos hospitalares.
O melhor:
O trabalho desenvolvido nos cuidados continuados a idosos e dependentes. Preparou-se um plano de acção 2006-2016, envolvendo a criação de hospitais de convalescença e serviços de internamento de média e longa duração, bem como centros de Saúde, serviços de Segurança Social e IPSS, todos em articulação local.
O pior:
A confusão encontrada no planeamento e execução das Parcerias Público-Privadas com uma lista de hospitais sem prioridades definidas, obrigando à revisão global do processo o que se fez com um estudo de alta qualidade da Escola de Gestão do Porto.
A prioridade:
O desenvolvimento da Reforma dos Cuidados Primários, com a criação de 100 Unidades de Saúde Familiar, para a qual se conta já com o entusiasmo das 50 candidaturas entretanto registadas.
JN, n.º 710, 10.03.06
Quanto a nós, o melhor do 1.º ano de governação de CC foi o lançamento da reforma da rede de Cuidados Primários e a preparação do orçamento da Saúde 2006, sem rectificativos e com grande transparência.
A Política do Medicamento foi, sem dúvida, no nosso entender, a pior área de intervenção de CC. Muita parra e pouca uva. CC, por exemplo, continua a não dispôr de informação fiável e actualizadada sobre o consumo hospitalar de medicamentos (área onde se verifica o maior crescimento dos gastos). A confusão é tal que CC já anunciou que pretende contratar uma empresa externa para apurar os gastos hospitalares.
























13 Comments:
Director do Hospital de Águeda e Vogal Executiva demitidos. O novo Presidente é militante do PS e quadro da Segurança Social de Coimbra, tendo desempenhado funções de director da Sub-Região de Coimbra da Segurança Social. Será que tem alguma experiência na área da Saúde? O que dirão os críticos de LFP sobre esta nomeação? A Administração deste Hospital estava a fazer um bom trabalho com projectos importantes em curso e é demitida antes do mandato por razões meramente partidárias. Bem nos podemos queixar do atraso da nossa Saúde.
notícia em:
http://www.regiaodeagueda.com/?zona=ntc&tema=1&lng=pt&id=545
O pior deste primeiro ano de Governação do Ministério da Saúde tem sido o próprio CC, sempre a lançar bocas e confusão dentro e fora das hostes do governo.
O sentido que está a levar a política de saúde, melhor teria sido que LFP tivesse continuado. Sempre nos sentíamos melhor a fazer a oposição.
Se CC encontrou o planeamento das PPP para a construção de novos hospitais uma bagunçada, bagunçada continua.
Em primeiro lugar, o trabalho encomendado, a contrário do que refere CC, é muito fraquito, como exemplarmente o demonstrou aqui o semmisericórdia, trazendo mais confusão do que ajuda.
Em segundo lugar, CC adoptou o mesmo modelo de contrato de parceria do seu antecessor (construção+gestão).
terceiro, CC não só vai prosseguir com os mesmos HH programados por LFP (com excepção do H da Guarda) como propôs acrescentar ainda mais uns tantos à lista.
Há maior desperdício e irracionalidade do que construir um Hospital Central no Algarve ?
Mas como foi promessa eleitoral do José Sócrates, CC teve que baixar a bolinha.
O Dr. Sousa Alves não é AH. É Economista e iniciou o curso na Universidade de Luanda. Tem já uma longa experiência profissional com passagem pela Segurança Social e pela SCM de Lisboa. Que diabo, pelo facto de ser militante do PS já é olhado como suspeito?
Pode não ter experiência na área da Saúde...mas também não vai dar consultas nem operar doentes!
Não há outros como ele, sem experiência na área? E quantos há com experiência na área da Saúde que são absolutamente incompetentes como gestores?
Obviamente que, como sempre tenho dito, sou contra demissões por razões partidárias. Mas é isso que CC tem feito e não outra coisa.
Todas as substituições nas ARS's, nos HH e nos diveros Serviços da Saúde foram feitas por "gente" do PS ou, em casos raros, por "afilhados" com elevado QI.
Como já disse: não basta ser AH para ser nomeado. É preciso ter um bom QI (Quem Indica)
Este primeiro ano foi muito marcado pelo anúncio de várias reformas nem sempre de forma correcta.
Daí o MS ser conhecido pelo Ministério do vai, vai...
Falta ver o que se vai passar daqui para diante e aferir da capacidade de realização desta equipa ministerial.
O pior tem sido efectivamente o estilo arrogante e demagógico de CC. Acontecendo repetidas vezes que o que se anuncia de manhâ é corrigido da parte da tarde.
CC tem funcionado simultâneamente como incendiário e bombeiro, coadjuvado nesta última tarefa pelo secretário de estado.
Como José Sócrates anunciou falta o pior. E o pior na Saúde vai ser o confronto inevitável com os médicos e verificar se a reforma das farmácias vai ou não por diante .
Quanto ao resto já ficou provado que CC não tem um projecto para a Saúde substancialmente diferente de LFP.
O processo de privatização da Saúde vai continuar de forma acelerada.
Falta o pior, ou seja, mais do mesmo:Encerrar escolas e hospitais e mandar um número ainda indeterminado de funcionários públicos para a rua.
É este o Governo socialista de maioria absoluta que o povo elegeu para fazer as reformas queos governos de direita não conseguiam.
O pior de CC foi a triste guerra das farmácias. Mais uma vez a montanha pariu um rato. Ou antes umas lojecas para a comercialização de MNSRM nos centros comerciais.
O melhor, está para acontecer quando virmos a funcionar os 100 USF previstas implementar este ano.
AVISOS À NAVEGAÇÃO (A CC, ENTENDA-SE)
No seguimento da notícia de ontem do J. N. com o título «Dívida dos hospitais EPE cresceu 40% em 12 meses», pese embora a leitura enviesada da situação (do que se quer falar é dos ex-SA e não dos actuais EPE), ainda assim há que começar a pensar em alguns factos que podem levar a um aumento descontrolado dos gastos se não houver cuidado. Como todo o cuidado é pouco e «gato escaldado de água fria tem medo», o melhor é desde já ir reflectindo no seguinte:
1. Não terá sido um erro ter acabado com a Unidade de Missão, sem ter sido acautelada previamente a criação de uma estrutura alternativa credível para acompanhamento e coordenação da actividade dos HH EPE?;
2. É urgente dar meios às Agências de Contratualização e criar mecanismos para ir acompanhando a gestão dos HH EPE (criando mecanismos de informação e/ou de normalização, na contratação de pessoal, na evolução das despesas com trabalho extraordinário, de grandes investimentos, das despesas com medicamentos e material de consumo clínico, das políticas de incentivos que os HH estão a desenvolver);
3. Reactivar e aprovar sem demora o Acordo Colectivo de Trabalho;
4. Publicar os indicadores de gestão dos hospitais EPE tão cedo quanto possível;
5. Ter cuidado com as megalomanias habituais de quem pensa que mostrar serviço é investir em obras e equipamentos sem estudos prévios de viabilidade e sem terem assegurado os investimentos. Investir à custa do Capital Social como foi feito pelos HH SA ou gastar o Capital Social para pagar dívidas a fornecedores como terá sido feito nos HH SA pode não ser a melhor solução, muito menos, a única.
Melhor: o secretário de Estado.
Pior: CC na sua versão out spoken.
Pese embora os esforços aturados do secretário de estado, o saldo, no meu entender, é negativo.
Vêm aí as maiores dificuldades: a implementação das políticas anunciadas.
Cumprimentos ao regressado vivóporto.
Faz cá falta pránimar a malta.
pior: a guerra das farmácias.
E a baralhada do sistema de comunicação. Escolha de órgãos de comunicação para dar determinadas notíciasem primeira mão. Escolha de outros para dar outro tipo de notícias ou corrigir os primeiros.
Não se pode, por conseguinte, considerar que a informação tenha sido de todo transparente.
Melhor: A equipa dos Cuidados de Saúde Primários.
É por aqui que CC, felizmente, irá ganhar a guerra.
Cara HELENA
A qualificação de MELHOR - FR e PIOR - CC faz-me lembrar a estratégia policial do MAU e do BOM polícia. Primeiro, o MAU cria um cenário terrível, aterrorizando a sua vítima, criando ambiente para que o BOM, que tem o mesmo objectivo do primeiro, possa ser aceite como tal.
Como dizia o outro ...é a vida!
Xico do Canto
Não seja ciumento.
O seu mal, concerteza, é ficar praí no seu canto.
Saia. Tente divertir-se e esquecer as agruras da vida.
Se perguntar às suas amigas quem é o melhor, verá que eu tenho razão, pois todas responderam em uníssono que é o secretário de estado.
Pergunte-lhes porquê !...
Cara Helena
TOUCHÉ
O melhor de CC:
"O trabalho desenvolvido nos cuidados continuados a idosos e dependentes. Preparou-se um plano de acção 2006-2016, envolvendo a criação de hospitais de convalescença e serviços de internamento de média e longa duração, bem como centros de Saúde, serviços de Segurança Social e IPSS, todos em articulação local".
Quanto a mim está tudo dito: "preparou-se um plano de acção"...que ainda nem começou e que só poderá ser avaliado em 2016 (?) já que é o período da sua duração.
Ou seja, o melhor de CC seria ter "feito" (fez?) um "papel" (documento escrito/plano de acção) que certamente nem vai ser ele a executar e cujo êxito dependerá de Serviços e Instituições que nem sequer são da área da Saúde.
Eu pensei que "neste blog" o melhor de CC tenderia a ser a "transformação dos SA's em EPE's. Parece-me que estou enganado!
Por mim, acho que CC fez tanta, tanta coisa...que é difícil dizer o que foi o seu melhor e o seu pior!...
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