Terça

É dia de soltar notícias da saúde.
CC, na véspera de partir para Kuopio, esmerou-se, uma vez mais, a lançar inquietação sobre os portugueses ao anunciar a criação de novas taxas moderadoras para sectores actualmente isentos, como o internamento e a cirurgia de ambulatório.
Segundo o ministro, o objectivo desta medida é essencialmente estruturante visando a moderação do acesso e a valorização do serviço prestado.
A extensa lista de isenções de pagamento das taxas moderadoras consta do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 173/2003, de 1 de Agosto link
Parece-me que a aplicação de “taxas moderadoras” ao acesso ao internamento é um pouco estranha, uma vez que esta decisão é da responsabilidade do médico assistente.
Penso que o anúncio destas novas taxas moderadoras não passa de uma gracinha de CC para preparar os portugueses para o novo sistema de co-pagamentos a implementar no nosso SNS.
Outra má notícia desta terça-feira diz respeito à redução de 20% da verba do Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) que não irá no entanto afectar a construção dos novos hospitais já programados (Hospital Pediátrico de Coimbra, o Hospital de Lamego e o Centro Materno-Infantil do Norte).
Também há boas notícias. Finalmente CC parece estar de acordo com a criação, no próximo ano, de um “ranking” para avaliação do funcionamento global dos hospitais assente em critérios como a "eficiência, equidade no tratamento, taxas de re-hospitalização, conforto dos pacientes, satisfação dos utentes, entre outros".
Finalmente, para os hospitais com maior crescimento da despesa com medicamentos, CC deixou um aviso claro: "Têm três meses para se corrigir". Senão...são “castigados” com mudança de gestão ou, nos casos mais graves, regresso ao SPA .
A lista de HHs em risco de sofrerem este original tratamento é mais ou menos extensa: Instituto Português de Oncologia de Lisboa (15%), IPO do Porto (13%), Hospital Joaquim Urbano, no Porto (10,4%), Hospital São Teotónio, em Viseu (10%), Guimarães (9,5%), Matosinhos (9,2%), Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (8,9%), Barreiro (8,7%), IPO de Coimbra (7%), Faro (5,9%), Setúbal (5,1%) e Centro Hospitalar de Coimbra (5,1%).
Para a próxma terça há mais outro frenesim de notícias. Se, não for antes ... Por CC não conseguir refrear o seu impulso de se ver na TV.
Segundo o ministro, o objectivo desta medida é essencialmente estruturante visando a moderação do acesso e a valorização do serviço prestado.
A extensa lista de isenções de pagamento das taxas moderadoras consta do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 173/2003, de 1 de Agosto link
Parece-me que a aplicação de “taxas moderadoras” ao acesso ao internamento é um pouco estranha, uma vez que esta decisão é da responsabilidade do médico assistente.
Penso que o anúncio destas novas taxas moderadoras não passa de uma gracinha de CC para preparar os portugueses para o novo sistema de co-pagamentos a implementar no nosso SNS.
Outra má notícia desta terça-feira diz respeito à redução de 20% da verba do Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) que não irá no entanto afectar a construção dos novos hospitais já programados (Hospital Pediátrico de Coimbra, o Hospital de Lamego e o Centro Materno-Infantil do Norte).
Também há boas notícias. Finalmente CC parece estar de acordo com a criação, no próximo ano, de um “ranking” para avaliação do funcionamento global dos hospitais assente em critérios como a "eficiência, equidade no tratamento, taxas de re-hospitalização, conforto dos pacientes, satisfação dos utentes, entre outros".
Finalmente, para os hospitais com maior crescimento da despesa com medicamentos, CC deixou um aviso claro: "Têm três meses para se corrigir". Senão...são “castigados” com mudança de gestão ou, nos casos mais graves, regresso ao SPA .
A lista de HHs em risco de sofrerem este original tratamento é mais ou menos extensa: Instituto Português de Oncologia de Lisboa (15%), IPO do Porto (13%), Hospital Joaquim Urbano, no Porto (10,4%), Hospital São Teotónio, em Viseu (10%), Guimarães (9,5%), Matosinhos (9,2%), Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (8,9%), Barreiro (8,7%), IPO de Coimbra (7%), Faro (5,9%), Setúbal (5,1%) e Centro Hospitalar de Coimbra (5,1%).
Para a próxma terça há mais outro frenesim de notícias. Se, não for antes ... Por CC não conseguir refrear o seu impulso de se ver na TV.
























9 Comments:
Pancadas de Molière para início do ensaio geral do 1º acto. Avizinha-se o fim do compasso de espera.
CC no seu melhor: «tirar sangue ao bacalhau sêco», dizia Augusto Mantas aquando da introdução das taxas moderadoras! Quanto à evolução das despesas com medicamentos de alguns hospitais, uma tal tirada («Têm três meses...!»)nem é de um político experiente nem de um emérito técnico. Como é possível dizer-se tais atoardas! A correr com a pressa dos últimos dias, CC caminha a passos largos para o suicídio...político!
O compacto de notícias desta terça-feira carece de uma reflexão mais profunda.
Penso que CC tem seguido muito de perto a actuação de Mourinho e das suas jogadas psicológicas.
Aí está !
Mister CC decidiu elevar os níveis de pressão para soltar a adrenalina necessária ao controlo dos últimos meses de despesa.
A Saudesa continua imparável !
Isto não é um Blog.
A Saudesa só faz bem à Saúde.
É uma pedra no charco de cumplicidades interesseiras dos responsáveis que têm gerido a Saúde desde sempre de forma pouco esclarecida.
CC é recordista na aberturas de telejornais.
Os meios de comunicação social hoje escorriam notícias da Saúde.
Para completar o quadro apareceu remoçado na TV.
CC é um animal de palco.
Não é por falta de comunicação que a Reforma deixa de ter êxito.
"Parece-me que a aplicação de “taxas moderadoras” ao acesso ao internamento é um pouco estranha, uma vez que esta decisão é da responsabilidade do médico assistente." por Xavier.
Se calhar CC prepara-se para cobrar estas novas taxas moderadoras aos médicos!!! E esta hein...???
"Segundo o ministro, o objectivo desta medida é essencialmente estruturante visando a moderação do acesso e a valorização do serviço prestado".
Taxas moderadoras para o internamento e cirurgia ambulatório, vão permitir que quem pode pagar taxa e a isso seja obrigado, vai poder ultrapassar a ordem da lista de inscritos para cirurgia nacional, dos que não têm dinheiro para pagar. Já criou o campo no SIGLIC, para os que não podem pagar?Esses são expurgados ou ficam pendentes? O tempo de espera conta ou não? Podem passar a fazer parte do "bolo" da actividade adicional de alguns serviços cirúrgicos que estão impedidos da actividade cirurgica em urgência, situação imposta aos médicos pelos CA(s) e que condiciona a reprodução de doentes em lista de espera de cirurgia programada?
Acho que é de esperar para vermos o que sai daqui.
CC pela-se por lançar balões de ensaio.
Isto comparado com o que nos espera ...
Os jornalistas após o an´ncio das novas taxas procuraram contactar o ministro da saúde em busca de melhores esclarecimentos.
Foram informados no MS que o professor havia viajado para a Finlândia.
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