ONM
I - Adalberto Campos Fernandes (aconselhado por CC ?) lançou a (boa?) ideia de criação de um Observatório Nacional para o Medicamento (ONM) para harmonização da recolha de informação sobre os medicamentos hospitalares.link
O ONM constituiria uma estrutura com os seguintes objectivos: definição de critérios de avaliação de utilização dos medicamentos padronizados, uniformização da recolha de informação, responsabilização dos intervenientes na gestão do medicamento (apurada através da avaliação das implicações terapêuticas e económicas, resultantes da utilização dos medicamentos), contratos programa adequados e cultura de rigor na gestão.
II - A gestão eficiente do medicamento requer sistemas de informação de base, capazes de fornecer dados fiáveis e actualizados sobre a utilização dos medicamentos, sendo fundamental prosseguir com o processo de reorganização das farmácias hospitalares, requisição “on line”, estendendo a implementação deste sistema a toda a rede de HHs do SNS, bem como do código hospitalar.
Recolhida a informação base, o seu tratamento, de acordo com critérios pre-definidos, deve ser efectuado por técnicos especializados.
A gestão eficiente do medicamento (hospitalar), além do sistema de informação fiável, depende essencialmente da responsabilização do pessoal médico.
"Os médicos não precisam de ser controlados mas informados" (Mário Jorge Carvalho). Prefiro: "O controlo da despesa (c/medicamentos) e a garantia da sustentabilidade do SNS passa pela responsabilização dos médicos" (Manuel António Silva, presidente CA, IPO Coimbra).
Como, repetidamente, aqui tenho escrito, enquanto os médicos não forem sujeitos a regras de responsabilização - a famosa "accountability" – o controlo dos gastos com medicamentos (hospitais e centros de saúde) não é exequível.
"Os médicos não precisam de ser controlados mas informados" (Mário Jorge Carvalho). Prefiro: "O controlo da despesa (c/medicamentos) e a garantia da sustentabilidade do SNS passa pela responsabilização dos médicos" (Manuel António Silva, presidente CA, IPO Coimbra).
Como, repetidamente, aqui tenho escrito, enquanto os médicos não forem sujeitos a regras de responsabilização - a famosa "accountability" – o controlo dos gastos com medicamentos (hospitais e centros de saúde) não é exequível.
























13 Comments:
A ideia não é nova. Para que conste, há dois anos e meio a proposta tinha sido lançada. Consistia numa plataforma nacional - rede - entre centros universitários e INFARMED. Foram feitos encontros. Os protagonistas estão vivos, podem testemunhar, mas a maioria foi, entretanto, para o poder. Fica o registo.
Li com mais cuidado quer o post, quer o link. Ficou-me a ideia de que os caçadores se preparam para uma batida no período de "defeso".
A ideia da criação de um Observatório Nacional do Medicamento, poderá ser uma boa ideia.
Depende da forma como será desenvovida e por quem.
Que independência terá o ONM em relação à Indústria e ao poder político?
Que meios disporá?
Não passará de mais uma forma de encomendar uns estudos aos amigos do costume e entregar o conrolo da informação da rede pública de hospitais, sobre a gestão do medicamento, a empresas privadas.
A Exigo de Jorge Félix estará certamente na primeira fila.
Só faz sentido a criação de ONM se o objectivo for a criação de informação de qualidade, digna de criar credibilidade éntre os profissionais da saúde, do pessoal médico em particular.
Quanto aos sistemas de informação hospitalares, sobre o medicamento em particular, o que acontece é que o trabalho de base não está ainda realizado, que é, como o Xavier refere, a implementação do sistema de requisição "on line" e de procedimentos de tratamento da informação normalizados, em todos os hospitais da rede do Serviço Nacional de Saúde.
A informação de gestão do medicamento tem de ser apta a fornecer dados detalhados e rigorosos sobre a utilização dos medicamentos nos nossos hospitais:DCI, dosagem, forma de administração, DDD por doente tratado (GDH), custos unitários por DCI, por doente, serviço, hospital,etc.
O que acontece é que na maioria dos nossos hospitais não há ainda condições para a recolha e tratamento da informação, de forma criteriosa e sistematizada, sobre a utilização dos medicamentos.
As contas fazem-se ainda como nas antigas mercearias, de lápis na orelha e ao contrário do que acontecia nestes estabelecimentos, com inferior fiabilidade porque cada recolha nunca bate certo com a seguinte e há dados que não são tratados porque não há interesse em utilizá-los.
Para explicar este fenómeno basta ver quanta gente temos preparada e com conhecimentos suficientes para tratar esta informação.
Quantos médicos e farmacêuticos têm conhecimentos, foram sensibilizados e se encontram motivados para lidar e discutir esta informação?
Não conseguindo resolver os problemas de base a solução é a do costume: encetar a fuga para a frente.
Depois não se queixem que a rubrica de serviço de terceiros registou um inusitado crescimento.
Mais um episódio habitual do que eu chamaria de Gestão Hospitalar à Portuguesa. Com todos.
Então, e o projecto de criação do Observatório do Medicamento do Infarmed?
«ADALBERTO CAMPOS FERREIRA o gestor contratado à Médis pelo Ministro da Saúde para empresarializar o maior Hospital Português.»
Descontando o entusiasmo do jornalista, Mário Baptista (o DE no seu melhor no papel de revista cor de rosa do mundo dos negócios) este parágrafo é ilustrativo sobre a forma cmo CC conduziu o processo de nomeações dos hospitais do SNS.
Melhor contratação só a do Rui Costa e não coxeia tanto.
MD, ao ler este marketing desvairado, por certo não deixará de experimentar súbita coçeira.
A carecer da aplicação do Benzoato de benzilo (AcarilBial), dentro em breve à venda no espaço de saúde mais próximo (aproveitei a ocasião para publicitar o Benzoato).
Com semelhantes personagens. ao SNS nem o Benzoato o salva.
AH; AH: AH!
Um abraço para o joão pedro.
O humor é uma conquista civilazional.
O triste é como isto tudo vai acabar.
"O controlo da despesa (c/medicamentos) e a garantia da sustentabilidade do SNS passa pela responsabilização dos médicos" (Manuel António Silva, presidente CA, IPO Coimbra).
Obviamente. Como, aliás, o autor traduz no último parágrafo do post.
Mas quantos observatórios do medicamento já há em Portugal?
Infarmed, ANF, Apifarma.
Não é o secretário de estado, francisco ramos, que defende a criação em Portugal de um observatóro tipo NICE responsável pela avaliação das diversas terapêuticas?
O que me parece incrível é, neste país, discutirem medicamentos e políticas de medicamentos e observatórios de medicamentos e trinta por uma linha sem a presença de farmacêuticos.
Não haverá ninguém na classe capaz de produzir matéria com interesse suficiente para ser ouvido?
As galinha convivem com porcos porque as asas das galinhas não servem para voar. Ter experiência de terreno, espatular uma pomada, atender umas velhinhas e ler letra de médico, parecendo que não... Facilita!
Caro MSP
O Alcobia é farmacêutico director do Serviço de Farmácia do Garcia de Orta.
Se bem concretizado, o ONM é uma boa ideia.
No entanto, como dá a entender o Guidobaldo, de boas ideias está o inferno cheio. Há uma enorme distância entre o que se diz que se vai fazer, o que se faz e as consequências práticas do que se fez.
Apesar de tudo, preferiria uma estrutura tipo NICE, mais generalista e com maior abrangência.
Penso que o Xavier tem razão: claramente esta medida tem o dedo de CC. De qualquer modo, prognósticos só no fim do jogo.
A criação do ONM é uma boa ideia.
Tão boa que ninguém acredita que o Adalberto seja o pai da criança.(mas como é que CC, tão inteligente, engole estes barretes?
O que parece é que, fala-se de tudo e anda a descurar-se o essencial: a Farmácia Hospitalar. Que por sinal foi entregue de mão beijada ao inimigo.
Obrigado Helena, não reconheci o Alcobia, que julgo ser do meu tempo na FFUC.
De qualquer das maneiras, 1 é pouco.
Farmacêuticos a falar de medicamentos, parecendo que não... Facilita!
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