terça-feira, agosto 25

O Estado de cócoras…

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Linha Saúde 24 pede mais dinheiro para enfrentar epidemia link
A empresa gestora da Linha Saúde 24 afirma que o contrato celebrado com o Governo «não previa» uma situação de epidemia e que será necessário um pagamento extra para reforçar o serviço. Na semana passada, a ministra da Saúde criticou o funcionamento da linha.
Em declarações à Rádio Renascença, o administrador da Linha de Cuidados de Saúde (LCS), Artur Martins, recusou as críticas da ministra de Saúde Ana Jorge, que declarou na semana passada que «a linha não tem respondido às expectativas», tendo atendido apenas três mil das cerca de dez mil chamadas esperadas por dia.
Artur Martins justifica que o contrato celebrado com o Governo para o estabelecimento da linha «não previa» uma situação de epidemia, mas apenas «uma situação de funcionamento normal do sistema, pontualmente com alguns picos de situações de sazonalidade», mas não 10 ou 20 mil chamadas por dia.

A solução, defende a empresa, passa por fazer alguns «ajustes» ao contrato, o que implica um pagamento extra à LCS por parte do Estado.

«Estamos a conversar com a Direcção-Geral de Saúde para ter na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra um terceiro centro de atendimento com 40, 50 ou 60 postos de trabalho», revelou Artur Martins.

Estado cede enfermeiros
O administrador negou ainda que a empresa tenha só começado a reforçar o serviço após as críticas de Ana Jorge, afirmando que «nos últimos dois meses» a LCS tem dado formação a 100 enfermeiros, cedidos pelo Serviço Nacional de Saúde.
Justificando que a linha «não foi planeada para este efeito», o administrador aconselhou ainda o público a aguardar o atendimento das chamadas e a não desligar o telefone enquanto a chamada está em lista de espera, cujo tempo médio tem sido de 10 minutos. «Se desligamos a chamada, ela é reposicionada no final da fila», explicou Martins.

Questionada na semana passada pelos jornalistas se estava «arrependida» de ter prorrogado o contrato com a LCS, Ana Jorge disse que não, considerando que é um «bom serviço» de atendimento e orientação dos doentes.
Numa fase de pandemia, «não é a altura para pôr em causa uma parceria público-privada», acrescentou…
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Repetidamente aqui temos reflectido (premonitoriamente) sobre o “truque” das PPPs. É isto que vemos numa pequena operação que vale pouco mais de 42 milhões de Euros. Mas é isto que se passará em grande escala com os HH’s parceria. É por isso que os grupos que se lançaram nesta aventura investiram (proporcionalmente) em garantir os “lobbystas” certos e as agências de comunicação mais acertivas. Uns tratam de organizar os almoços e de fazer os telefonemas, as outras tratam de garantir a propaganda fantasiosa.

A Ministra bem pode barafustar que há um certo PS que, há muito, mandou as ideias às urtigas e se preocupa muito mais com os negócios. É por isso que o teimoso e persistente empate técnico das sondagens não há meio de se desfazer…

Horácio

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4 Comments:

Blogger cotovia said...

Se um operador de telefones tiver a responsabilidade de responder a 10 chamadas por dia, mas só atender três, é despedido. Com justa causa apesar de ter uma taxa de produção de 30 por cento.

Se uma empresa se comprometer a dar resposta a 10 mil chamadas, mas só cumprir com três mil, tem direito a renegociar, ninguém rasga o contrato e até é recebida pelos altos responsáveis do Ministério da Saúde.

Publicada por Emídio Fernando , correio preto

1:45 da manhã  
Blogger DrFeelGood said...

Governação incompetente

Depois das controvérsias que são conhecidas, a Ministra da Saúde renovou recentemente o contrato com a LCS, não tendo previsto na altura o aumento de tráfego determinado pela epidemia da gripe A.(possivelmente também uma lacuna do plano de contingência).

Com a declaração do estado epidemia a linha Saúde 24, como seria fácil prever, entupiu.
A espera no período das 20H00 e 00H00 é actualmente de 30 minutos.

A ministra da saúde, Ana Jorge, falou em incumprimento de início, parecendo agora disposta a negociar com a LCS a criação de um serviço dedicado à Gripe A.

Moral da históris: Uma vez mais, aproveitando este molho de bróculos, a LCS prepara-se para arrecadar mais uns milhões, fruto da incapacidade deste Governo em gerir as parcerias que estabelece com o sector privado, com sérios danos dos contribuintes.

8:48 da manhã  
Blogger tambemquero said...

À espera de nova vaga de gripe A
A secretária-geral Organização Mundial de Saúde alertou ontem o mundo para a possibilidade de existirem novas vagas de gripe A. A ideia de Margaret Chan não foi lançar o pânico, mas avisar as pessoas que o número de casos deverá acelerar ainda mais do que até agora. Disse, aliás, que poderá haver duplicação a cada três ou quatro dias durante um período alargado de tempo. Mas, tenhamos calma, porque a esmagadora maioria das pessoas deverá passar pela doença como por uma vulgar gripe sazonal, nalguns casos até melhor. Por isso, a preocupação das autoridades de saúde está mais direccionada para os chamados grupos de risco, que incluem as grávidas e os portadores de afecções respiratórias, doenças cardiovasculares e diabetes. Para já, a ministra da Saúde acabou, quinta-feira, com a actualização diária do número de casos quando a contagem ia em 1.870. Ontem, segundo o ‘site’ do European Centre for Disease Prevention and Control da União Europeia, o número de casos em Portugal era de 1.987, o que confirma, uma vez mais, a tendência para o número de novos doentes crescer a um ritmo superior a 100 por dia. Apesar de o nosso país ser o terceiro com mais casos de gripe A na Europa, depois da Alemanha e do Reino Unido, este número não tem significado especial, uma vez que a maior parte dos infectados já estão curados e a fazer a sua vida normal. Razão para preocupação é a falta de capacidade de resposta do serviço de atendimento telefónico Saúde 24, que poderá provocar o entupimento das urgências dos hospitais e dos centros de saúde. As autoridades de Saúde até estiveram bem nos primeiros tempos da pandemia e agora que o contágio está a acelerar devem ser capazes de responder às necessidades das populações, sobretudo quando a OMS prevê uma nova vaga da doença.
DE 22.08.09

A vizinha Espanha regista 20 mortes (em cerca de 20 mil infectados).

Em Portugal ainda não há casos de morte a registar.
As coisas pareciam correr bem até esbarrarmos com o "entupimento" da PPP - Saúde 24.
Mais uns milhões para a corda do sino. Que isto de Parcerias implica necessáriamente muito dinheiro, pois há que contar com o lucro dos parceiros.

11:07 da manhã  
Blogger Clara said...

O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, criticou o Governo por ter renovado o contrato com a empresa privada que gere a Linha Saúde 24, negócio que, juntamente com os apoios a bancos, é responsável pelo défice orçamental.

«A ministra da Saúde (Ana Jorge) indignou-se com a ineficácia da Linha Saúde 24. O Estado entrega dinheiro a mãos rotas na educação, na saúde e é o caso da Linha Saúde 24», afirmou Louçã durante um comício em Manta Rota, Vila Real de Santo António.

O dirigente do Bloco de Esquerda defendeu que «o Governo perde dinheiro em negócios para amigos e apaniguados» e criticou o facto de a linha telefónica, «que deveria ser o primeiro contacto com os serviços de saúde», apenas atender «um terço das chamadas, ou seja apenas uma em cada três pessoas».

Louçã sublinhou que o Bloco «já tinha detectado» esses problemas em Maio e propôs a não renovação do contrato com a empresa que gere a linha telefónica indicada para as pessoas com suspeita de terem contraído o vírus da Gripe A (H1N1), depois de enfermeiros terem denunciado «o caos» em que a linha funcionava.

«Onze enfermeiros pediram à ministra para pôr fim ao caos. Mas, em Junho, o Governo escolheu continuar o contrato. E os enfermeiros que denunciaram a inexistência de qualidade no serviço foram despedidos. E todos são corridos por dizerem à ministra que a Linha não funcionava», lamentou.

Para Louçã, o país «perdeu dinheiro, o serviço é mau e a democracia ficou assim mais pequena», porque entrega a privados um serviço que, segundo o dirigente do Bloco, «deveria ser público».
21.08.09

Querem melhor exemplo da péssima governação da saúde?
A ministra da Saúde enfurece-se mas a seguir negoceia pagar mais a quem não cumpre.
É dificil fazer pior.

1:15 da manhã  

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