terça-feira, fevereiro 14

O povo só o fazia, ... porque queria

Maria Eduarda Runa:

Como o Sr. ministro sugere os dadores não se movem por "questões contabilísticas"...
Esqueceu-se, porém, que os portugueses - dadores ou não - mantêm ainda alguma capacidade de indignação perante desvairadas agressões sociais (como devem ser encaradas as "novas" taxas).
Não se trata de altruísmo mas de consciência cívica.
E esta consciência não será embotada pela rábula de Mota Soares que se apressou (terá viajado de scooter ou de Audi?) a "oferecer" o seu sangue. Este caricato episódio que mereceu ampla cobertura da comunicação social fez-me recordar a triste cena de um ex-ministro da Agricultura que, no apogeu da crise das "vacas loucas", apareceu sob os holofotes a comer um valente naco de carne bovina a bordo de um avião da TAP...

E por falar em "sangue", com o que este Governo promete aos portugueses em termos de "empobrecimento" é melhor não gelar. Mantenha o sangue quente se não ainda hiberna e acaba rastejando como um réptil.

Jã pensou numa outra hipótese. O "povo só o fazia" ...porque queria e compreendia a motivação. E quando o "chateiam" reage e desmotiva. É que quando se transforma um Serviço num emaranhado de questões orçamentais e contabilisticas não existe qualquer autoridade para evocar razões humanitárias. Os negócio são números.. e esse caminho levará, inexoravelmente, à destruição do SNS. É exactamente aqui que lhe devia "gelar o pensamento!".

Na prática, só se desenvolvem motivações humanitárias fortes e solidárias num "ambiente" de sensibilidade social.
Não será?

e-pá

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1 Comments:

Blogger Maria Eduarda Runa said...

Aceito e respeito a opinião sobre a questão levantada, e os argumentos utilizados são relevantes e lícitos para elucidar o ponto de vista, não havendo necessidade do recurso ao ataque pessoal. O objectivo de todos nós é outro, ou não será assim?
De qualquer forma, parece-me perninente quando refere que os portugueses face a esforços, esperam algum reconhecimento e até aceitariam de forma pacífica a alteração das taxas moderadoras se não tivessem de aguardar 8 meses por uma consulta, nomeadamente de Oftalmologia, quando o tempo máximo de resposta garantido são 5 meses, ambos inconcebíveis, e aguardar outro tanto pela cirurgia.
Quem está doente não pode ver a sua situação clínica agravada, tendo como principal causa o tempo de espera. Mais ainda, por os programas de combate à lista de espera cirúrgica, mostrarem-se claramente insuficientes.Creio que isto sim, fere verdadeiramente a dignidade dos portugueses.

7:53 da tarde  

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