quinta-feira, outubro 13

Modelo de Gestão Hospitalar



Algumas ideias-chave a registar no Modelo de Gestão Hospitalar, subentendidas no editorial do presidente da APAH, Manuel Delgado (será esta minha interpretação abusiva?):

1ª - Diversidade de formações académicas de base complementadas com uma formação comum e específica em Gestão Hospitalar.

2ª - Aposta a todos os níveis da gestão hospitalar em diplomados em Administração Hospitalar;

3ª - Formação em Gestão Hospitalar a efectuar na Escola Nacional de Saúde Pública;

4ª - Vantagem num sistema que facilite a criação de condições para haver identidade social (espírito de grupo?), continuidade, disponibilidade, troca de ideias e de experiências assentes em pertenças comuns;

5ª - Cessação do sistema de nomeações políticas, geradoras de instabilidade, arrivismo e desconstrução;

6ª- Autonomia de gestão;

7ª - Primado do doente, como critério aferidor da bondade da gestão.

Estou de acordo com todas elas.
Há que glosar o tema.
Vivóporto

5 Comments:

Blogger Alrazi said...

Creio que o fundamentalismo é prejudicial à sociedade.
Caro Vivóporto, você acha que um curso de administração hospitalar de 2 anos, ministrado a indivíduos que muitas vezes têm muito pouca preparação de base nessas matérias, é o supra-sumo da gestão?
Qual o argumento para não poderem ser nomeados indivíduos formados em gestão hospitalar no Harvard, na Universidade Católica, em Rennes, ou Cambridge?
Devendo a gestão ser ocupada por critérios de competência, e estando os AH, formados na respectiva Escola, habilitados a priori, creio que não devemos ser muito redutores. Se, a nível da gestão intermédia, esse é o mínimo exigível, creio que para a gestão de topo há pessoas qualificadas para além dos AH.
Também não me parece que os AH tenham a suficiente percepção da problemática para serem eles a definir o que é o primado do doente. Há, aliás, uma forte contradição entre o primado do doente e os recursos disponibilizados pela sistema/gestão para a satisfação desse primado.
Também no tocante à autonomia da gestão tenho algumas reservas. Autonomia sim, mas sem diminuir os princípios de igualdade e de equidade no acesso, sem discriminação de doentes e de patologias mais gravosas para os orçamentos, sem esquecer que se trata de um serviço público. Não seria aceitável que essa autonomia conduzisse a descriminações geográficas e a condições assistenciais diferentes, em função dos critérios de gestão de cada instituição. Terá que haver aí alguns limites à autonomia.
As ideias de MD são uma reprise da década de 80, quando os AH se arvoraram em apóstolos da verdade e da pureza. Tiveram pouco tempo para mostrar o que valiam, não foram muito brilhantes, e logo lhes sucederam os gestores "de mérito reconhecido", geralmente paraquedistas provenientes dos aparelhos partidários. Claro que alguns AH, mais avisados, não perderam o comboio.
A história por vezes repete-se, mas é bom conhecer a história para não repetir os mesmos erros. Temos que nos adaptar ao nosso tempo. Hoje em dia o fundamentalismo é sobretudo religioso. Parece que MD e Vivóporto querem fundar uma nova igreja. As novas igrejas até têm sido gratificantes para os seus pastores.

11:05 da manhã  
Blogger drfeelgood said...

Está encontrado al razador da argumentação do vivóporto ?

2:24 da tarde  
Blogger drfeelgood said...

Até lermos o próximo contrataque do vivóporto.
O nível dos comentários voltou a subir aqui no SaudeSA.
Há sérios candidatos a disputar a popularidade do vivóporto.

2:26 da tarde  
Blogger Alrazi said...

Está enganado!
São pontos de vista diferentes.
Sou um seguidor de Hegel, não esquecendo Descartes, mitigado por Espinoza.
A minha idade não permite protagonismos e já ultrapassei os complexos. Além disso o meu trabalho satisfaz-me.
Só conversa e gosto pelo debate! Apenas diletante!

4:43 da tarde  
Blogger ricardo said...

Ainda chegamos à conclusão que somos todos uns velhadas.
Com excepçãp do Xavier (quarentas ?).
Para não falar no Tonitosa (setentas ?)
Pudera com aqueles pós graduações e mestrados todos !

5:05 da tarde  

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