OM, multada

Obviamente de acordo.
Quem paga por escassos 15/20 ou mesmo 30 minutos de consulta 80/90/100 ou mais euros não pode deixar de estar de acordo com a AdC.
E mais razões temos quando sabemos que, frequentemente, somos "convidados" a recorrer a consultórios e clínicas particulares já que nos HH só daqui a muitos "n-meses" teremos vaga para consulta ou cirurgia.
E se os preços, como terá concluído a AdC, são impostos pela "corporação" pior vão as coisas.
Concordo com a ideia de que é preciso acabar com as restricções à entrada no curso de Medicina, mas mais uma vez são a Ordem e os Profes quem mais ordena, na fixação de vagas e na passagem de anso dos "estudantes", fazendo-os passar por crivo de malha muito apertada.
Mesmo na fixação de vagas de especialidade as coisas não são diferentes!
A mudança exige uma "luta" com a OM e os Dirigentes das Faculdades de Medicina, e os resultados tenderão a ser sempre frouxos.
E terá CC condições para travar essa guerra com a OM?
Como sabemos, até ao momento o Senhor Ministro da Saúde nada fez que pudesse desagradar à classe médica e não surpreende que a OM tenha solicitado a CC a sua intervenção neste caso.
tonitosa
Quem paga por escassos 15/20 ou mesmo 30 minutos de consulta 80/90/100 ou mais euros não pode deixar de estar de acordo com a AdC.
E mais razões temos quando sabemos que, frequentemente, somos "convidados" a recorrer a consultórios e clínicas particulares já que nos HH só daqui a muitos "n-meses" teremos vaga para consulta ou cirurgia.
E se os preços, como terá concluído a AdC, são impostos pela "corporação" pior vão as coisas.
Concordo com a ideia de que é preciso acabar com as restricções à entrada no curso de Medicina, mas mais uma vez são a Ordem e os Profes quem mais ordena, na fixação de vagas e na passagem de anso dos "estudantes", fazendo-os passar por crivo de malha muito apertada.
Mesmo na fixação de vagas de especialidade as coisas não são diferentes!
A mudança exige uma "luta" com a OM e os Dirigentes das Faculdades de Medicina, e os resultados tenderão a ser sempre frouxos.
E terá CC condições para travar essa guerra com a OM?
Como sabemos, até ao momento o Senhor Ministro da Saúde nada fez que pudesse desagradar à classe médica e não surpreende que a OM tenha solicitado a CC a sua intervenção neste caso.
tonitosa
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2 Comments:
Inteiramente de acordo com TonitoSa. Saúdo também Xavier por iniciar esta discussão.
Deixo alguns temas que me parecem susceptíves de análise em volta de um argumento por diversas vezes adiantado: capacidade limitada para formar mais médicos.
Deste modo,
- Capacidade instalada para ministrar o ensino médico, compreendendo nº de Prof. Catedráticos, Associados e Auxiliares em cada faculdade, rácios doutor/aluno, repartição desses rácios por agrupamentos de disciplinas e nº de horas lectivas atribuidas a cada por doutor tendo em atenção o estatuto da carreira docente do ensino superior universitário. Alargar a análise com inclusão de assitentes, assistentes convidados e assistentes livres.
- Comparação dos rácios obtidos com estados-membros de referência na UE (UK, Alemanha, França, Suécia).
- Produção científica por instituição e por doutor (enquanto 1º e 2º autor). Artigos publicados em revistas "peer reviewed" indexadas (incluindo o indíce de impacto da revista)e nº de vezes que cada artigo que publica é citado.
- Comparação dos rácios obtidos com estados-membros de referência da UE (UK, Alemanha, França, Suécia). Comparação destes rácios de produtividade científica com os provenientes, em Portugal, dos docentes de outros cursos das áreas das ciências da saúde e da vida.
- Repartição do nº de horas de trabalho dos docentes médicos no ciclo clínico: nº de horas de aulas semanais, nº de horas em funções assitenciais que integram ensino clínico e nº de horas em funções assitenciais sem funções de ensino.
- Comparação dos rácios obtidos com estados-membros de referência da UE (UK, Alemanha, França, Suécia).
Cumprimentos
Grande parte dos problemas tem exactamente a ver com as dificuldades impostas em Portugal para ingresso nos Cursos de medicina.
Por isso, os nossos estudantes vão procurando terras de Espanha.
Disso nos dá hoje conta o JN como se segue:
"Procura de cursos de Medicina em Espanha duplicou em 2006
Pouco menos de mil alunos nacionais concluem hoje, em Lisboa, provas de acesso às universidades espanholas. A maioria são candidatos ao curso de Medicina que desistiram de tentar entrar nas universidades portuguesas e esperam vaga numa das 28 universidades do país vizinho que têm o curso.
O aumento inédito de alunos dispostos a trocar o ensino português pelo espanhol é fruto, simplesmente, da dificuldade de entrar nos cursos, em particular no de Medicina, em Portugal, e não decorre do incentivo europeu à mobilidade de estudantes."
E entretanto os médicos Espanhóis vem trabalhar para Portugal para ganharem currículo que lhes permita emprego no seu próprio país.
Acabado o curso em Espanha, qual o destino dos (novos) médicos portugueses?
Tentam o internato em Portugal onde, mais uma vez as vagas são em número reduzido.
E assim, se controla a oferta para criar uma "escassez" que evite a descida dos preços.
É este o nosso país, é este o nosso sistema, são estes os nossos líderes e nada parece capaz de alterar a situação.
E O POVO É PACIENTE...até um dia!
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