Partos em Badajoz, experiência exemplar
hospital infanta cristina
A experiência portuguesa na área obstrétrica em Badajoz é como diz MD, uma "experiência exemplar".
Fundamentalmente, por 6 razões:
1.) pela prontidão da resposta - parece-me que ainda não houve casos partos em trânsito (todos sabemos do que estou a falar);
2.) pelo apoio obstétrico alargado e programado (a partir da 20ª semana da gravidez) que evita acidentes de percurso;
3.) em meados de junho deste ano, já se tinham realizado 260 partos,
entre eles 50 por cesariana (cerca de 20%). Um percentil mais próximo dos indicadores europeus.
4.) Em termos custos a opção Badajoz tem-se revelado mais eficiente, em termos de internamento. (1.675 € versus 2.619€ no H. S. Luzia -Elvas)
5.) em termos de satisfação das parturientes é notória a preferência por Badajoz em detrimento de Évora ou Portalegre (convenhamos mais distantes e menos cómodas)
6.) desconheço se existem dados disponíveis relativos à qualidade da assistência pediátrica neonatal, mas a amostragem é, ainda, curta.
Depois, de enumerar um conjunto de itens sobre a experiência de Badajoz, que me apraz registar, resta-me salvaguardar a "atipicidade" deste caso em termos de proximidade geográfica. Deslocar-se de Elvas ao Hospital Materno Infantil de Badajoz será assim como os lisboetas deslocarem ao "futuro" IPO de Oeiras-Barcarena.
Mas todos sabemos que eventuais problemas com as maternidades não residem na criação da nova rede, mas no apetrechamento técnico e humano das que estão no activo e, nomeadamente, no apoio pré-parto e na acessibilidade ("na hora") ao respectivo Hospital de referência.
Por outro lado, não devemos ocultar que a Comissão Nacional da Saúde Materna e Neonatal tentou criar uma Rede de Referência Materno-Infantil, cuja implementação no terreno é um enigma...
É que o caso Elvas-Badajoz sendo exemplar, interessa avaliar a globalidade e funcionalidade da nova rede. Cerca de 300 partos não fazem a Primavera...
PS - Espero que não venham a existir os "crónicos" atrasos da Administração Portuguesa nos pagamentos devidos à Junta da Extremadura.
A suceder, depois da exemplaridade mencionada, seria pior do que cuspir na sopa...
A experiência portuguesa na área obstrétrica em Badajoz é como diz MD, uma "experiência exemplar".
Fundamentalmente, por 6 razões:
1.) pela prontidão da resposta - parece-me que ainda não houve casos partos em trânsito (todos sabemos do que estou a falar);
2.) pelo apoio obstétrico alargado e programado (a partir da 20ª semana da gravidez) que evita acidentes de percurso;
3.) em meados de junho deste ano, já se tinham realizado 260 partos,
entre eles 50 por cesariana (cerca de 20%). Um percentil mais próximo dos indicadores europeus.
4.) Em termos custos a opção Badajoz tem-se revelado mais eficiente, em termos de internamento. (1.675 € versus 2.619€ no H. S. Luzia -Elvas)
5.) em termos de satisfação das parturientes é notória a preferência por Badajoz em detrimento de Évora ou Portalegre (convenhamos mais distantes e menos cómodas)
6.) desconheço se existem dados disponíveis relativos à qualidade da assistência pediátrica neonatal, mas a amostragem é, ainda, curta.
Depois, de enumerar um conjunto de itens sobre a experiência de Badajoz, que me apraz registar, resta-me salvaguardar a "atipicidade" deste caso em termos de proximidade geográfica. Deslocar-se de Elvas ao Hospital Materno Infantil de Badajoz será assim como os lisboetas deslocarem ao "futuro" IPO de Oeiras-Barcarena.
Mas todos sabemos que eventuais problemas com as maternidades não residem na criação da nova rede, mas no apetrechamento técnico e humano das que estão no activo e, nomeadamente, no apoio pré-parto e na acessibilidade ("na hora") ao respectivo Hospital de referência.
Por outro lado, não devemos ocultar que a Comissão Nacional da Saúde Materna e Neonatal tentou criar uma Rede de Referência Materno-Infantil, cuja implementação no terreno é um enigma...
É que o caso Elvas-Badajoz sendo exemplar, interessa avaliar a globalidade e funcionalidade da nova rede. Cerca de 300 partos não fazem a Primavera...
PS - Espero que não venham a existir os "crónicos" atrasos da Administração Portuguesa nos pagamentos devidos à Junta da Extremadura.
A suceder, depois da exemplaridade mencionada, seria pior do que cuspir na sopa...
É-Pá
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