sexta-feira, setembro 10

Para bom entendedor ...

meia palavra basta…

Não houve derrapagens na Saúde quando era ministro”. Ex-ministro Correia de Campos conta como resolveu as situações quando estava com a pasta.

O antigo secretário de Estado da Saúde Francisco Ramos afirmou hoje à Lusa que é «preocupante» o atraso no pagamento às farmácias e considerou que esta é «uma questão de independência do Estado face ao poder económico». O antigo secretário de Estado da Saúde defendeu hoje que o PS não deve dar argumentos para uma mudança no modelo social e sublinhou que "quem defende o SNS tem de ser capaz de o gerir de forma eficaz".

Teixeira dos Santos pede rigor e disciplina na gestão da saúde

O ministro das Finanças pede rigor e disciplina na gestão do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Confrontado com o aumento das dívidas da saúde, Teixeira dos Santos diz que tem de haver melhor gestão. “O Serviço Nacional de Saúde tem, aqui um desafio grande, no meu entender, que exige melhorias na sua gestão, no cumprimento dos prazos de pagamento, mas isso deve ser exigido acima de tudo aos responsáveis. A quem gere o SNS”, afirmou o ministro em Hong Kong.

Em tom crítico, que parece visar o ministério de Ana Jorge, o ministro diz que “o que não podemos pensar é que sempre que temos problemas dessa natureza que as responsabilidades na gestão podem ser negligenciadas. É sempre fácil ter um problema financeiro e pedir ao Ministério das Finanças para cobrir o problema. O que é certo é que fazendo isso nunca resolveremos os problemas”.

Só em medicamentos, a despesa aumentou 12% no primeiro semestre do ano. O ministro das Finanças sublinha que a saúde tem de acompanhar o resto da administração pública no esforço de contenção e rigor.

Setubalense

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9 Comments:

Blogger Tavisto said...

O MS queixa-se das dívidas da ADSE aos hospitais e das dificuldades financeiras daí resultantes. Teixeira dos Santos diz que o subsistema está em dia com o SNS e nada deve. Afinal quem fala verdade?

Sobre as dívidas às farmácias, parecem não restar duvidas que o facto dos pensionistas passarem a ter medicamentos gratuitos em muito terá contribuído para o aumento da despesa. É que, seguramente, muitos doentes “indo à boleia” estarão a beneficiar indevidamente desta prerrogativa.
Quem foi responsável por esta decisão? Não terá Ana Jorge sido utilizada como “barriga de aluguer” de uma medida eleitoralista apressada? Não teria sido mais inteligente, racional e socialmente justo, ter aumentado o valor das reformas? Para quê um incentivo ao consumo de medicamentos num país de polimedicados? Medidas destas podem beneficiar a APIFARMA e a ANF, não servem é seguramente o País e os contribuintes.

1:25 da tarde  
Blogger tambemquero said...

A pessoa mais poderosa da Saúde em Portugal é uma mulher, é a ministra Ana

CC, JN 07.09.10

3:45 da tarde  
Blogger tambemquero said...

As negociações das matérias em falta no âmbito dos acordos colectivos de trabalho continuam sem qualquer avanço. «Reuniões de grupo de trabalho, zero», além de que «não há nenhuma reunião marcada», informa o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Carlos Arroz, num ponto de situação feito ao «Tempo Medicina». Na sua opinião, «a dr.ª Ana Jorge não tem qualquer margem de decisão no Governo», uma vez que está «dependente do Ministério das Finanças e do primeiro-ministro». Conclusões que levam Carlos Arroz a dizer: «Chegámos a um impasse.»
Neste momento, afirma o sindicalista, é necessário fazer uma «revisão da matéria dada em termos políticos» e «repensar as coisas». Conforme sublinha, «não há grelhas salariais, não há desenvolvimento de matérias importantes» e isso, «obviamente, não é culpa do sindicato». Com o impasse que se verifica nas negociações Carlos Arroz está convencido de que «isto vai provocar cada vez mais instabilidade nos recursos humanos do Serviço Nacional de Saúde». Apesar de tudo, o secretário-geral do SIM afirma que os sindicatos não vão «avançar com nenhuma medida», até porque quem tem de o fazer «é o Governo».
«TM» tentou também contactar o presidente da Federação Nacional dos Médicos, Mário Jorge Neves, mas tal não foi possível até ao fecho da edição.

tempo medicina 13.09.10

3:47 da tarde  
Blogger Magistral Estratega said...

Face à desgraça que é a actuação deste MS e dos resultados obtidos: Crescimento desmesurado da despesa, piorar da qualidade dos cuidados e elevada insatisfação dos profissionais e utentes...

É caso para dizer

Volta Correia de Campos que estás perdoado!

http://saudeeportugal.blogspot.com

3:57 da tarde  
Blogger DrFeelGood said...

Ana Jorge não deixou Teixeira dos Santos sem resposta. Numa nota do gabinete da ministra, enviada ao Diário Económico, Ana Jorge esclarece que "o Ministério da Saúde, como todo o Governo, tem a sua acção orientada para a gestão eficiente dos serviços, de acordo com os recursos que lhe são disponibilizados, quer no âmbito do Orçamento de Estado, quer no âmbito a execução orçamental". E protege-se com os dados da execução orçamental do primeiro semestre que "confirmam o cumprimento integral das orientações do Governo, seja no sentido do rigor e disciplina da gestão, seja no aumento da produtividade e da resposta atempada às necessidades de cuidados de saúde dos cidadãos, seja na componente social da política de comparticipação de medicamentos", diz a ministra.link

DE 10.09.10

3:57 da tarde  
Blogger Clara said...

O euro deputado socialista, Vital Moreira, em entrevista a publicar no Diário Económico segunda-feira, dá o remate final: “Desde a saída de Correia de Campos abandonou-se o foco na eficiência. O SNS não pode voltar ao estado anterior de crescimentos de 6%e 8%ou dois dígitos na despesa anual, porque torna-se insustentável em termos financeiros”.
Em pouco tempo houve quem juntasse as peças e afastasse coincidências. “Nada disto é inocente e pode significar uma pré-justificação para uma eventual mudança
na pasta”, disse ao Diário Económico fonte próxima do sector da saúde. “Ana Jorge não tem condições para reverter a situação porque não tem sensibilidade ao
custo e à despesa e já nem mesmo Óscar Gaspar [secretário de Estado da Saúde] consegue estancar a hemorragia”, diz a mesma fonte.
A opinião é partilhada por João Cardoso Rosas: “A ministra da Saúde não tem conhecimento técnico e especializado para gerir o actual estado do SNS”, diz o politólogo. E o impacto desta má gestão, continua, não é só financeiro mas também político. “A má gestão da ministra dá argumentos ao PSD para criticar os fundamentos do SNS”, acredita o politólogo. Numa altura em que se estão a ultimar os ‘plafonds’ para o próximo Orçamento do Estado, fonte social-democrata lê nas palavras de Teixeira dos Santos um “ganhar espaço para os cortes no orçamento da saúde”. O ministro das Finanças deixou ontem claro que admite transferências de verbas, mas apenas para solucionar “problemas pontuais, de natureza excepcional e imprevista”, e retribuiu a Ana Jorge as palavras que a ministra usou quando veio avisar que o Ministério da Saúde não é “paizinho” dos hospitais, lembrando-lhe que “é sempre mais fácil ter um problema financeiro e pedir ao Ministério das Finanças que cubra o problema”.

DE 11.09.10

Obviamente, Teixeira dos Santos não é paizinho.

Ana Jorge vai continuar na politica como deputada.
O grupo do chá da AR recebe assim um importante reforço.

4:23 da tarde  
Blogger Farmaceutico de Oficina said...

"Portugueses compram menos remédios. Julho foi o mês com a maior quebra.

A venda de medicamentos nas farmácias está em queda. Entre Janeiro e Agosto, o número de embalagens comercializadas caiu quase 5%, em relação ao ano passado. Em 2009, nos primeiros oito meses do ano, os portugueses levaram para casa 177,1 milhões de embalagens de remédios. Este ano apenas 168,8 milhões. A quebra no valor das vendas (menos 67 milhões de euros) justifica-se também com as novas regras de mercado, que fizeram baixar o preço dos medicamentos.
A maior quebra foi registada em Julho. "Em Julho de 2010 foi vendido um total de 20,6 milhões de embalagens, 12,8% inferior ao mesmo período do ano passado. Este decréscimo foi comum aos dois mercados, genéricos e produtos de marca. Em termos de valor, os dados mensais de Julho revelam um decréscimo de 15,6%, comparados com o mesmo período do ano passado", refere ao DN a IMS Health, empresa consultora na área da saúde.
O cenário não se repetiu em Agosto. Se nas primeiras três semanas de Agosto se venderam menos 3% de embalagens, o saldo final acabou por ser o mesmo do ano anterior." artigo do DN de 11.09.2010 jornalista Ana Maia


Ao fim de 5 anos de medidas avulsas sem fundamento técnico-cientifico ou económicos sobre o sector do medicamento e sem uma aparente estratégia de longo prazo. Assistimos a todos os intervenientes no sector a correr atrás do prejuízo até chegarmos à presente situação:

‎1-Industria Farmaceutica à beira de um ataque de nervos com dívidas recorde do MS. (Hospitais) no valor de 800 milhões de € e a facturar menos.

‎2-Distribuição Farmaceutica esmagada entre a poderosa Industria e as organizadas Farmácias, com algumas maiores empresas a sofrer muito para manter a sua viabilidade económica.

3-Farmácias Portuguesas com um modelo de trabalho e de organização dos mais avançados do mundo, viram sua rentabilidade esvair-se em fumaça e medidas avulsas

‎4-Nos primeiros 6 meses do ano de 2010 o MS vê a despesa de comparticipação de medicamentos em ambulatório crescer uns espantosos 12%, com a economia a crescer 0,7% e um défice público que se pretende controlar.

Do atrás referido verificamos que estamos perante uma situação "Loose-Loose" para todos os stakolders!!! neste contexto poderemos afirmar que o nuestro amigo Hugo Chavez certamente não conseguiria ter feito melhor

9:46 da tarde  
Blogger helena said...

Finalmente, Ana Jorge está de saída.
Depois dos excessos de chá e simpatia voltámos às derrapagens das Contas da Saúde.
Vamos ver quem aceitará ser ministro da saúde de um governo que tem os dias contados.

11:44 da tarde  
Blogger Joaopedro said...

Não vão faltar carpideiras.
Então, desde início, não se sabia que a senhora ministra não percebia nada de contas!...

11:47 da tarde  

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