sexta-feira, abril 15

jornalismo pimba

«Maria Eugénia, de 84 anos, esteve mais de uma semana internada no Hospital de Cascais, por causa de um problema cardíaco. Durante esse período, a família foi obrigada a levar um dos medicamentos que esta toma habitualmente para as artroses porque o hospital disse que não o tinha na farmácia.» link
Sobre esta notícia vamos supor as seguintes hipóteses:
a) O hospital tratou exemplarmente do problema cardíaco da senhora. Para tratamento da artrose, como o formulário do hospital não previa a substância de marca prescrita por médico particular o médico hospitalar solicitou aos familiares o referido fármaco.
b) O hospital tratou exemplarmente do problema cardíaco da senhora. Para tratamento da artrose, uma vez que o hospital decidira não adquirir o medicamento de marca por ser demasiado dispendioso, o médico hospitalar solicitou aos familiares o referido fármaco.

Ao jornalista importa pouco aprofundar a matéria porque haverá sempre notícia no caso de hospital não dar determinado medicamento aos doentes. E a tentativa de racionalização será prontamente classificada de discriminação economicista.

drfeelgood

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6 Comments:

Blogger Jorge said...

Ora nem mais. Mas não foi apenas o jornalismo que transmitiu uma informação errada. A ARS e sindicato dos enfermeiros crucificaram logo o hospital,desconhecendo por completo a legislação relativa ao formulário hospitalar nacional do medicamento. Enfim, mas uma gota de água no meio de um oceano de incompetência que é o serviço nacional de saúde na actualidade.

1:13 da tarde  
Blogger e-pá! said...

Na inauguração da UCCI de Arronches a Ministra, sobre o assunto em epígrafe, fez as seguintes declarações:

"Se isso tivesse a ver com a crise tinha mais a ver com os utentes do que propriamente com os hospitais que obviamente têm toda a capacidade de dar resposta aquilo que para que existem, que é para prestar cuidados de saúde. Portanto, isto não tem nada a ver com a situação que estamos a viver"...

Difícil de entender esta argumentação.
Crise para os utentes e "desafogo" para os Hospitais?
Vivemos todos no mesmo País?

De resto, quando um[a] doente está hospitalizado[a] fica sujeito[a] às alterações terapêuticas que os critérios clínicos ditarem. É que, para além do mais, existem interacções medicamentosas.
"Notícias a seco" serão sempre subjectivas para quem não está de posse de todos os dados...e, consequentemente, não fidedignas para os [estimados] leitores.

7:02 da tarde  
Blogger saudepe said...

Precisamos de jornalistas sérios e competentes.

12:14 da tarde  
Blogger tambemquero said...

Como sempre, a nossa ministra também não estava devidamente informada e nas declarações públicas meteu os pés pelas mãos.

12:17 da tarde  
Blogger SNS -Trave Mestra said...

Fim do SNS à vista...

É por estas e por outras que racionalizar é proibido.

As corporações são os verdadeiros assassinos do Serviço Público. Como ficou bem evidente na exemplo da "luta" dos professores.
Os jornalistas servem para animar à festa.

4:51 da tarde  
Blogger joão gabriel said...

A experiencia de vida profissional que tenho desde há muitos anos é precisamente medicamentos que não fazem parte do formulário hospitalar e que são tomados cronicamente, os familiares trazerem do domicilio para continuarem a ser administrados...por amor de Deus, onde está o mal, senão ser um bem para o próprio doente.
Cumprimentos
João gabriel

http://joaomfgabriel.blogspot.com/

3:23 da tarde  

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