segunda-feira, outubro 10

Cuidados Paliativos



Celebrou-se no dia 08.10.05, pela primeira vez, o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos.
As equipas de cuidados paliativos, formadas por pessoal médico, técnico, enfermagem, psicólogos e assistentes sociais, prestam cuidados activos numa aproximação global à pessoa portadora de uma doença grave, evolutiva ou terminal, com o objectivo de melhorar a sua qualidade de vida, atendendo às necessidades físicas, psíquicas, sociais e espirituais do doente e da sua família.
Em Portugal mais de 60 mil dos 105 mil portugueses que morrem anualmente precisam de cuidados paliativos, mas só cerca de cinco por cento beneficia deste tipo de tratamento antes de morrer.
Existem em Portugal apenas sete unidades que prestam este tipo de cuidados:
- Instituto Português do Cancro (IPO) do Porto;
- Equipa de Suporte em Cuidados Paliativos do Hospital de São João do Porto;
- Serviço de Medicina Paliativa do Hospital do Fundão;
- Serviço de Medicina Interna e Cuidados Paliativos do IPO de Coimbra;
- Equipa de Cuidados Continuados do Centro de Saúde de Odivelas;
- Santa Casa da Misericórdia da Amadora;
- Santa Casa da Misericórdia de Azeitão.
Segundo a secretária de estado adjunta da saúde, Carmen Pignatelli, o governo tem intenção de criar um regime de incentivos na área dos cuidados paliativos e continuados nos hospitais públicos, misericórdias e instituições privadas.

7 Comments:

Blogger helena said...

Os cuidados paliativos devem integrar a rede de cuidados primários (cuidados continuados)integrando, no entanto, estas equipas também médicos hospitalares.
Penso que foi sempre tentação dos dirigentes destes cuidados puxarem estes cuidados para os hospitais.
O único Centro de Saúde a integrar uma unidade de cuidados paliativos é a de Odivelas, aliás de funcionamento modelar.

9:14 da manhã  
Blogger tonitosa said...

LFP tinha desencadeado um conjunto de protocolos com as Misericórdias cuja finalidade era sobretudo a de encaminhar para aquelas instituições os doentes a necessitar de cuidados paliativos e continuados.
CC, como tem vindo a fazer noutras situações, pôs imediatamente em causa eesa política e até foi incorrecto para com as Misericórdias, merecendo críticas do seu amigo p. Melícias.
Afinal agora parece vir retomar a necessidade do recurso às Misericórdias. Não é isto brincar connosco e com a nossa saúde?
Aguardemos para ver...mas CC está a ter que engolir mais um "sapo vivo".

11:19 da manhã  
Blogger xavier said...

As ULS é que vão prestar os cuidados paliativos -integrados nos cuidados continuados.
A equipa dos cuidados continuados será formada pelos médicos e enfermeiros hospitalares+ médicos e enfermeiros dos centros de saúde.
O local da prestação serão os domicílios dos doentes ou as unidades de internamento de rectaguarda (misericórdias incluídas).
É evidente que a articulação destas prestações afigura-se díficil de conseguir.

12:12 da tarde  
Blogger jyromino said...

em tempo - e afinal o povo é sábio ou não? (eleições / candidatos independentes - problema)

2:28 da tarde  
Blogger helena said...

O Jyrónimo parece ter lido o editorial do Jornal de Negócios! Verdade?
O povo é bronco.
Senão não se deixava aldrabar pelas conversas da Fátima, do Isaltino e do Coronel Valentim.
Toda a gente assistiu em directo na noite das eleições ao despedimento do jovem pertencente ao staff do major devido à avaria do microfone.
A jangada de pedra depois de andar à deriva no Atlântico acostou à Costa de Àfrica.

5:23 da tarde  
Blogger Alrazi said...

Os cuidados paliativos envolvem muito mais recursos técnicos e humanos do que se possa superficialmente depreender. Desde o apoio social, psicológico, tratamento da dor, alimentação oral ou entérica, suporte respiratório, etc. até uma série de muitos outros problemas.
Assim sendo, é obrigatório uma grande articulação entre os potenciais meios envolvidos, e é necessário constituir equipas multidisciplinares capazes de disponibilizar uma grande panóplia de cuidados.
Creio que é inevitável envolver os técnicos hospitalares nessas tarefas, integrando equipas com os profissionais dos cuidados primários.
Dito de outro modo, os Centros de Saúde não têm, por si, só capacidade para responder a grande parte dos cuidados paliativos. Por outro lado, também as Misericórdias não têm estruturas, nem recursos técnicos, para garantirem cuidados paliativos evoluidos.
Depreendo que a perspectiva seja dar qualidade à vida e não propriamente criar uma antecâmara da morte. Também afasto o interesse mercantil da problemática.

6:13 da tarde  
Blogger tonitosa said...

Estou de acordo com a análise de Alrazi. E por isso penso que se trata de mais uma "grande medida" anunciada por CC que nunca irá ter resultados concretos. Mas ao menos vamos sendo alegremente enganados!

8:36 da tarde  

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