sábado, dezembro 10

Requiem «Hospitais SA»

A 17 de Janeiro de 2003, o governo PSD/CDS do primeiro ministro, José Manuel Durão Barroso, fazia aprovar a resolução do conselho de ministros n.º 15/2003 que criou a Unidade de Missão dos HH SA, a funcionar na dependência do ministro da saúde, destinada à condução do processo global de lançamento, coordenação e acompanhamento da estratégia de empresarialização dos hospitais com a natureza jurídica de sociedades anónimas de capitais exclusivamente públicos, designados «hospitais, sociedade anónima».
Estávamos em pleno processo de lançamento das políticas de destruição do Serviço Nacional de Saúde do anterior ministro da saúde, Luís Filipe Pereira.
Durão Barroso fugiu. Sócrates foi eleito por maioria absoluta. CC regressou ao Ministério da Saúde.
E, a esperança de salvar o SNS renasceu.
Com a transformação dos HH SA e dos restantes HH SPA em HH EPE, a transferência para as Administrações Regionais de Saúde (ARS) do acompanhamento dos contratos dos HH EPE, chega ao fim o curto tempo de vida da Unidade de Missão dos HH SA, à qual a lei conferiu apenas a designação «Hospitais SA».
Paz à sua alma!

3 Comments:

Blogger ricardo said...

Será que não vão ser transformados noutra coisa qualquer ?

Por um lado anunciam-se privatizações. Por outro centralizam-se serviços.
Vamos ter laboratórios hopspitalares geridos por privados a par de serviços, como os transportes e a informática geridos pelo SUCH.

Mas como se a gestão do SUCH é pior do que uma repartição pública.

10:32 da tarde  
Blogger ricardo said...

À laia de despedida volto a postar a seguir o que escrevi há uns tempos atrás sobre o processo de empresarialização do LFP.

Não sou contra o processo de empresarialização dos HH.

Sou apenas contra este .

Também o ministro da Saúde, CC, enalteceu, mais do que uma vez, a cultura SA.
A cultura SA é a cultura da trapalhada, das contas aldrabadas, da nomeação das personalidades mais incríveis para gerir os hospitais (se o Belmiro de Azevedo os tivesse conhecido, concluíria que nem para porteiros da empresa os queria). Das admissões de compadrio, da privatização mais ou menos encapotada das unidades hospitalares do SNS, das remunerações principescas, das mordomias, dos carros topo de gama e das ajudas de custo “a lá garder”. Dos cursos acelerados de gestão hospitalar de três semanas. Das passeatas a Barcelona a pretexto do Benchmarking, Do Ranking dos HHSA e SPA. Das perseguições aos funcionários públicos. Do emprateleiramento dos Administradores Hospitalares. Dos cortes cegos pondo em risco a qualidade das prestações.
É esta a cultura SA: incompetência, esbanjamento dos dinheiros públicos e saloiada.
O resto são tretas fabricadas pelo marketing político

12:32 da manhã  
Blogger tonitosa said...

Sou dos pouco crentes nesta ideia de que a Unidade de Missão HH SA's vai acabar. Ou melhor, estou em crer que outra estrutura de missão irá surgir no seu lugar, quiçá um Grupo Técnico ou Comissão de Acompanhamento e Avaliação dos Hospitais EPE's.
E sinceramente, acho mesmo que é algo que poderá ter o seu lugar numa nova "arrumação" do SNS. E é preciso que as suas funções e competências se não confundam com as de outros organismos e com as dos próprios EPE's. A UM Hospitais SA sempre teve uma certa apetência para se sobrepôr aos HH SA's e disso houve claros (maus) exemplos. A ânsia do poder pode conduzir a maus resultados e por isso é de esperar que CC aproveite esta reorganização para repensar se na verdade se justifica uma estrutura de acompanhamento dos EPE's e se sim, quais as suas competências.
Mas o acompanhamento parece-me indispensável, qualquer que seja o organbismo ou a entidade responsável por o fazer. E penso que os serviços tradicionais da Administração Directa do Estado (IGS, DGS, etc.,) dificilmente poderão desempenhar essa missão.

2:03 da manhã  

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