Comparticipação de Medicamentos

Parece haver uma enorme ingenuidade na análise desta questão.
Em Portugal, os processos de comparticipação de medicamentos são tudo menos claros e nem sempre passam por estudos de avaliação económica (já alguém ouviu falar de aprovações directas por secretários de estado?... todos os partidos as fizeram!!!)
Por outro lado, há outras soluções para evitar este problema e que já são aplicadas em alguns países:
a)- Definição pelas autoridades de saúde (normalmente locais) de listas de medicamentos possíveis de prescrever (e os que saem fora da lista não são comparticipados);
b)- Descomparticipação de medicamentos que não sejam os mais custo-efectivos do seu grupo farmaco-terapêutico;
c)- Proibição das visitas de delegados de propaganda médica aos médicos;
d)- Financiamento da formação médica por uma entidade independente da indústria farmacêutica.
Obviamente que CC nunca terá coragem para fazer nada disto.
Minerva Daninha
Em Portugal, os processos de comparticipação de medicamentos são tudo menos claros e nem sempre passam por estudos de avaliação económica (já alguém ouviu falar de aprovações directas por secretários de estado?... todos os partidos as fizeram!!!)
Por outro lado, há outras soluções para evitar este problema e que já são aplicadas em alguns países:
a)- Definição pelas autoridades de saúde (normalmente locais) de listas de medicamentos possíveis de prescrever (e os que saem fora da lista não são comparticipados);
b)- Descomparticipação de medicamentos que não sejam os mais custo-efectivos do seu grupo farmaco-terapêutico;
c)- Proibição das visitas de delegados de propaganda médica aos médicos;
d)- Financiamento da formação médica por uma entidade independente da indústria farmacêutica.
Obviamente que CC nunca terá coragem para fazer nada disto.
Minerva Daninha
























7 Comments:
A proibição da visita dos Delegados não existe, mas há hospitais em que o controlo é apertado. Será o primeiro passo ???
Quer dizer, o processo de autorização de novas substâncias é uma grande marmelada e depois querem que nós nos hospitais controlemos os gastos.
Dá vontade de mandar isto tudo ...à fava
É necessário investir em meios de informação.
A criação de mais e melhor informação sobre os processos de decisão é crucial para a excelência da gestão da saúde.
Porque será que a Indústria contratou um batalhão de delegados de informação médica para actuarem nos hospitais ?
A IGS tem detectado falhas graves relativamente ao cumprimento da legislação sobre estes delegados.
O que é importante é encontrar critérios de utilização e controlo de medicamentos através do estabelecimento de guide lines hospitalares.
Sugiro que se volte a abordar o tema após a divulgação das conclusões de um grupo de trabalho recentemente nomeado pelo CA do INFARMED para avaliar os regimes especiais de comparticipação de medicamentos.
Não se trata de uma questão quente, mas sim escaldante.
Comparticipações e preços!
Mas mudando de assunto, não podemos falar, por exemplo, de equipamentos, material clínico, horas extraordinárias, pessoal excedentário, ou até, sei lá, de cattering...
Porque é que só se fala de medicamentos? Não há outras despesas significativas?
A Indústria Farmacêutica podia lucrar menos, já sabemos, mas falemos de Hemodiálise ou de concursos para prestação de serviços de RMN, ou do parque de contadores hematológicos que é maior em Lisboa do que em Paris, ou até mesmo da quantidade de algodão hidrófilo que se consome no HSA que era superior a um pacote/internado/dia.
É que, sabem, sobre medicamentos, na blogosfera, já não tenho quase mais nada a dizer - já lá vão quase 3 anos...
Todos nós sabemos onde estão os problemas, não temos é quem os enfrente "de peito". Lá vamos andando. Aposto que virá um novo ministro (Graças a Deus!) e estaremos todos na mesma - até a lesma!
Bom fim de semana. Vamos todos para o Gerês ver a neve e desanuviar.
Caro guidobaldo.
A comissão a que se refere foi nomeada para estudar a uniformização da comparticipação dos medicamentos dos regimes especiais que foram os únicos que não baixaram ao escalão de 95% .
Mario de Sá Peliteiro fez um bom diagnóstico (ainda sem grandes dramatismos) e o tema é da maior actualidade. Medicamentos, material de consumo clínico, MCDT realizados no exterior, transporte de doentes, conservação e reparação de instalações e equipamentos, concessão de espaços de restauração e outros con fins comerciais, desperdício ignorado ou consentido(?) assiduidade e trabalho efectivo, são igualmente componentes de peso na gestão hospitalar.
E que dizer da capacidade de cobrança de dívidas e de efectividade de processos de cobrança coerciva nomeadamente da reponsabilidade de seguradoras?
E que dizer de processos de poupança de energia?
Na verdade são importantes aspectos de gestão onde será possível fazer significativas melhorias e economia de meios e no entanto não têm merecido grande destaque.
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