segunda-feira, junho 5

Comércio Médico

Para a OM "não faz sentido que os médicos paguem taxas, que é mais um imposto para exercer uma actividade para a qual já está regulado pela Ordem, o que irá destruir o pequeno comércio médico".

Ficamos a saber que afinal há "comércio" na actividade médica, segundo a ordem dos médico.
E que esse "pequeno comércio" ficará arruinado por ter que abdicar de menos de 2 consultas por ano a favor da Entidade Reguladora da Saúde.
Só faltou mesmo o Bastonário da Ordem dos Médicos sugerir que os médicos escolham dois dos seus "consumidores" no "pequeno comércio" para irem a uma consulta adicional e com isso pagarem o valor da manutenção da inscrição (claro que se o fizesse provaria a existência de mais um aspecto referido nos próprios estatutos da Entidade Reguladora - indução artificial da procura).
lisboaearredores

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3 Comments:

Blogger xavier said...

«Em Bruxelas, onde vivo, uma consulta num médico especialista (pediatra, oftalmologista, dermatologista, etc.) custa 30 ou 35 euros, quanto custa em Portugal? Acabo de fazer cá um tratamento que me custou 83 euros, pelo qual paguei 570 em Portugal - não, não há engano, foi mesmo cerca de sete vezes mais e posso provar que foi o mesmo tratamento -, tudo preços antes de qualquer tipo de comparticipação.
Isto tem alguma coisa que ver com o problema das vagas de medicina? Tem tudo. Há anos que os senhores doutores, depois de saírem dos seus consultórios, se vão sentar nas suas cátedras universitárias e decidem que só entra em medicina quem tiver vinte valores.
Fica assim garantido que muito poucos chegam à qualidade de especialistas e está assim garantida a sobrevivência do cartel. A Ordem dos médicos aplaude, os Governos - excepto o [ante]penúltimo [Amtónio Guterres] que criou duas novas faculdades de medicina - assobiam para o lado e quem paga é o mexilhão que, ou espera e desespera, ou paga e não refila.»
Feliz Santos, causa nossa

11:27 da tarde  
Blogger drfeelgood said...

O Xavier já enviou à Dr.ª Inês Guerreiro as questões postas pela Maria sobre os Cuidados Continuados?
- Como foram calculadas as necessidades? Rátios demográficos, sócio-demográficos, sanitários, prevalência de patologias...
- Como foram identificadas as experiências piloto? (referidas na apresentação pública)
- Quem vai pagar, quanto e com que verbas?
Um abraço

12:03 da manhã  
Blogger guidobaldo said...

De há mais de vinte anos a esta parte o meu percurso casa-trabalho/trabalho-casa passa por um troço de auto-estrada. Hoje, no regresso, a portageira pediu-me para ter uma conversa com ela e alguns colegas. Imediatamente após a portagem estacionei. Quatro funcionários da empresa concessionária da auto-estrada vieram ter comigo. Um adiantou-se:
- O senhor há muitos anos que diariamente faz estes percurso. É das poucas pessoas que não tem via verde. Pode, por favor, não a instalar pois se mais 10% do movimento da portagem vier a ter via verde 2 de nós (num total de 6) seremos despedidos ?

Xavier: peço desculpa por este post. Penso que conheço os argumentos da competitividade, da eficiência. E os argumentos dos seres humanos ? Dos homens e das mulheres ?

Cheguei a casa chocado. Mas com uma certeza: Nunca instalarei a via verde.

8:39 da tarde  

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