Gestão Chupista
CC despachou a proibir as administrações hospitalares de fazerem gastos para além dos necessários ao tratamento dos doentes link
O despacho porque oportuno é de estranhar.
Depois de todo o cuidado posto na escolha dos gestores dos CA e fazer acompanhar as nomeações de cartas de missão com o traçado de objectivos rigorosos, apesar da situação financeira delicada da maioria dos HHs do SNS e do país, como é possível que, face a este quadro, haja gestores hospitalares a decidir a aquisição de “novas viaturas para uso pessoal da administração, mudança de mobiliário e de dispendiosos elementos decorativos, para dar apenas alguns exemplos”.
Tal atitude só pode ser classificada de “incompreensível, comprovando a inadequação dos respectivos gestores aos cargos de membros do conselho de administração dos hospitais, seja de entidade pública empresarial ou do sector público administrativo".
O despacho porque oportuno é de estranhar.
Depois de todo o cuidado posto na escolha dos gestores dos CA e fazer acompanhar as nomeações de cartas de missão com o traçado de objectivos rigorosos, apesar da situação financeira delicada da maioria dos HHs do SNS e do país, como é possível que, face a este quadro, haja gestores hospitalares a decidir a aquisição de “novas viaturas para uso pessoal da administração, mudança de mobiliário e de dispendiosos elementos decorativos, para dar apenas alguns exemplos”.
Tal atitude só pode ser classificada de “incompreensível, comprovando a inadequação dos respectivos gestores aos cargos de membros do conselho de administração dos hospitais, seja de entidade pública empresarial ou do sector público administrativo".
Face a estes comportamentos e aos resultados de um grande número de HHs do SNS, o despacho mais adequado a estas situações, senhor ministro, é de exoneração desta tropa fandanga e chupista.
























9 Comments:
A medida de CC é positiva. No entanto, estranha-se por um lado a demora (o Saúde, SA há meses que vem denunciando sistematicamente situações como as que são referidas na notícia) e por outro a complacência, pois a simples introdução desta proibição apenas vem premiar os que tiveram a esperteza saloia de comprar os carros e demais artigos a tempo! O Xavier tem toda a razão no seu comentário final!
PS - Gostava de ouvir a opinião de MD sobre este caso...
É TARDE, PROFESSOR. AGORA, SÃO PEANUTS, SENHOR, SÓ PEANUTS !
Vejamos:
1º Os gestores hospitalares do PSD banquetearam-se, durante o reinado de Luís Filipe Pereira, com diversas mordomias aqui oportunamente denunciadas, a maior das quais foi sem dúvida a aquisição de carros. Apenas num hospital, foram contabilizados nos 3 anos que durou o mandato laranja, para cima de 500 mil euros gastos, na compra de carros (mais de 230 mil euros), gasolina, seguros, impostos (sabia V. Exª que a compra de carros de luxo, em empresas deficitárias, pagam imposto sobre os valores que excedem determinado montante? Pois bem, alguns hospitais, deficitários, compraram carros de luxo, e com isso criaram para o hospital o dever de pagar impostos que se traduziram em custos desnecessários), etc.
2º Apesar disso, e conhecida, como era, a situação, a maioria desses gestores foram mantidos no poder cerca de um ano, pelo Governo PS. O que veio a suceder com isso? Não obstante, o Governo ter aprovado uma Resolução que veio vedar o direito da opção das viaturas por esses indivíduos, a partir de Julho de 2005, esses indivíduos, ao terem sido mantidos na gestão dos hospitais, mais tempo do que o que deviam, terão «ganho» o direito de opção de compra daquelas viaturas. Por tuta e meia.Tramando os respectivos hospitais que agora têm de comprar outros carros.
Isto é, beneficiou-se o infractor!( E tramou-se o interesse público!)
Mas não foi por falta de avisos, aqui feitos, Professor!
3º Terão ganho também, alguns dos gestores que vieram a ser, mais tarde, afastados, com a demora na sua substituição, o direito a ser indemnizados. Escusadamente, Professor, escusadamente, se tivessem sido substituídos quando aqui foi clamado que o fossem!
4º Também aqui foi clamado que as mordomias dadas aos gestores não tinham razão de ser, estando o país em dificuldades. Não obstante, caro Professor, foi aprovado um despacho conjunto da Saúde e das Finanças que veio consagrar essas mordomias, nomeadamente o direito de uso pessoal de viatura de serviço aos membros dos CAs (cinco membros agora contra os três vogais executivos anteriores com esse direito). Não havia necessidade, mas ao dar-se esse direito, com que legitimidade vem agora criticar-se quem comprou os ditos carros? Como é, dá-se o direito e quer-se depois que as pessoas abdiquem dele? A que título? Por altruísmo em relação à Pátria? Bom, nesse caso, o melhor teria sido nomear frades franciscanos para os Conselhos de Administração. Talvez estes, com o seu voto de pobreza e com os conselhos sensatos do Padre Melícias, fossem mais comedidos. O que está mal, o uso de um direito, ou que esse direito, que ninguém pediu, lhes tivesse sido dado?
Serão os gestores do PS, gestores de segunda em relação aos do PSD, perguntarão alguns, com alguma razão?
5º A questão não está no direito, dirá V. Exª, mas na imoralidade, no abuso, desse direito! Todos concordamos, aliás o tema foi aqui bem glosado, a propósito da compra de carros desportivos num hospital, de que não digo o nome por algum decoro corporativo. Mas era conhecido o perfil de quem lá foi posto! Também não havia necessidade, Professor!
6º A questão dos carros foi levantada aqui, recentemente, neste blogg a propósito de um Hospital do Norte. Não sei se é verdade, se é mentira. Até gostaria que fosse mentira, nesse caso concreto. Em todo o caso, a ser verdade, apenas gostaria de perguntar aos responsáveis desse hospital: porquê, a compra agora, só agora, e não antes, no tempo do Governo PSD, se V. Exªs já lá estavam como gestores? Serão os euros socialistas mais fáceis de gastar do que os euros social-democratas? Ou foi o apenas uma questão de demonstration effect tardio (efeito de imitação: «a maior parte das pessoas não só procura elevar o seu nível de vida como tenta imitar os consumos das pessoas mais ricas com quem estão em contacto» - Teixeira Ribeiro, Lições de Finanças Públicas: 126)), agora desinibido por que o Governo não é da nossa cor!
MEU CARO PROFESSOR, DEPOIS DE TUDO O QUE AQUI FOI DITO NESTE BLOGG- E ALGUNS AVISOS, BEM PODIAM TER SIDO APROVEITADOS- TODA ESTA QUESTÃO PARECE-ME AGORA MAIS POPULISMO BARATO DO QUE UMA ATITUDE DA QUAL IRÁ RESULTAR QUALQUER EFICÁCIA REAL.
O MAL ESTÁ FEITO (JÁ FOI FEITO): o direito foi criado, os carros foram comprados, alguns gestores PSD continuam a fazer das suas, alguns dos novos gestores foram má escolha, e agora, o que fazer ?
PEANUTS, PROFESSOR, SÓ PEANUTS!
P.S. E quanto à carreira de Administração Hospitalar?
Até um dia destes!
Já comentei a "Gestão Chupista" exaustivamente no Post MD.
Concordo com Xavier:- exuneração já!
Doa-se quem de direito
Análise quase que perfeita do ViVóporto, apenas um remoque, cadê os outros? são mtos anos e nós aver o mar!
Concordo, Peanuts, e a carreira? Sem desprezo, é filosófica: com a qual e sem qual tudo fica igual! aver o mar.(penso q pensam)
Tal como o preambulo das HE,
Quem delapida o património do SNS?
Aver o mar:
- idade, qdo a lei permite diminui--se horario, as HE mantêm, digo aumentam, chama-se mamar doce; que bom ter 42h.
- incapacidade, só existe para efeitos fiscais; 75% de incapacidade de 42h deve dar aproximadamente ,dez horas de serviço; certo é que prestam as 42H normais permitidas por este regime e, apesar da incapacidade, fazem chorudos € adicionais. Ninguém impede um "incapacitado" de fazer a quadragesima segunda, digo Énesima hora extra. "Brilhante" incapacidade.
Deve ser a estes que tais que CC se refere no preambulo das HE.
Sabendo nós que por razões obvias se fala em clínicos, cadê, enfos, tecnicos, auxiliares, etc.
CC continua habil, cuidado com a perna curta!
Isto continua a ser a gestão do "show off".
CC está em todas.
Mais este puxar de orelhas público aos gestores dos hospitais, desabona em desfavor do ministro que não consegue infundir em privado o respeito em relação aos abusos deste tipo.
Onde está a responsabilização das administrações dos hospitais?
Todos estes eventos dão-nos a sensação de estarmos perante simulação, acções de treino da administração hospitalar.
Quando vamos ter verdadeira gestão nos nossos hospitais?
Ou será que este espectáculo constitui mais uma acção para justificar o recurso à gestão privad ?
Digam o que disserem.
Apresentem os argumentos que entenderem.
Este puxão de orelhas é muito oportuno.
Não tenho dúvidas que nos próximos tempos vai haver demissões.E que elas vão atingir alguns AH.
Quem diria.
Há muita gente mal reconduzida.
Há muita malta mal nomeada por CC. AH incluídos.
A primeira preocupação desta gente mal chega aos hospitais é exercer os seus direitos relativamente às mordomias previstas na lei:
-escolha do telemóvel topo de gama; compra de viatura condigna, renovação de gabinetes, incluindo a secretária de duas pernas, assinatura de revistas, novo portátil com placa mobile, etc, etc.
Quando a fúria desta prioridade amaina já estão decorridos três mesitos, sem fazer nada digno de registo.
Como muitos não sabem como lhe pegar, a coisa fica-se por aqui...
CC faz muito bem em puxar as orelhas a esta gente.
Não me venham com a desculpa de que a culpa é da lei. A culpa é de quem escolheu/reconduziu esta malta.
Nós temos acompanhado o que se tem passado em relação a esta matéria.
Não há mal nenhum, que as administrações dos HHs adquiram viaturas de acordo com a lei.
Haverá excessos, cometidos ultimamente, que justifiquem a intervenção do ministro?
Da forma como o fez ?
Penso que não.
Estaremos portanto perante mais uma intervenção 'show off' de CC.
Ou antes, CC quer dar a entender que está a intervir com muito rigor na gestão de uma área em que as coisas não estão a correr nada bem.
As administrações, face aos objectivos estabelecidos, devem ser julgadas pelos resultados.
Ainda é cedo para o fazer. Mas a avaliar pelo ar da carruagem as coisas não estão a correr de feição.
O resto é com a Inspecção Geral de Saúde.
Neste processo CC não está isento de culpas.
a) - acabou com a unidade de missão sem que tivessem sido criados mecanismos alternativos a esta centralização;
b) - manteve em funções elementos das anteriores administrações nomeados por LFP, sem que tal se justificasse;
c) - tardou em decidir o futuro das administrações dos hospitais;
d) - utilizou os mesmos critérios, nas novas nomeações, do seu antecessor: os conhecidos, os amigos, os conhecidos dos amigos, os AH, alguns sem provas dadas, outros com provas dadas infelizes.
O caso paradigmático é o de Luís Delgado, AH reconhecidamente sem perfil para cargos de CA.
Finalmente, estão a ser negociadas alterações importantes na gestão dos HHs e Centros de Saúde, com o projecto do novo sistema remuneratório do pessoal médico.
Vamos acreditar que CC terá o bom senso e capacidade política de levar as coisas a bom porto.
Fazemos votos de aqui a um ano não estarmos novamente a comentar as mordomias dos vogais dos Conselhos de Admiistração dos HHs do SNS.
Mal estaremos ...
GOVERNO APERTA COM ADMINISTRADORES
A compra de 3 carros de alta cilindrada por parte da Administração do Hospital de Guimarães foi o fim. A partir de agora, é proibido poupar. (Revista Sábado, de hoje, pág. 51)
O nonsense do Senhor Ministro: no caso concreto, os administradores foram todos nomeados por Luís Filipe Pereira. Mantiveram-se com CC. Antes já tinham comprado carros, disse aqui o Jyronimo. Agora voltaram a comprar outros. A boa gestão laranja no seu melhor, portanto, a causar mossa na gestão rosa.
A questão que aqui se põe (Jyrónimo não respondeu ao Vivoporto) é saber porque compraram outros carros? A resposta que vem à cabeça de imediato é a seguinte: porque adquiriram o direito de opção de compra das viaturas anteriores, como é óbvio, compraram-nas. Terão, por isso ficado sem carros no Hospital (ainda que as tivessem levado para casa, as outras, mas são deles). Toca a comprar outras. Terá sido assim?
Bom mas vejamos, agora, o caso dos gestores que chegarm com o PS à gestão dos hospitais. Não estavam lá antes. Mas depararam lá com os carros dos outros. Caso do IPO de Lisboa, por exemplo, de Aveiro (?), etc. Os anteriores gestores (laranjas, pois claro, os chupistas) reivindicaram os carros por direito de opção de compra. Levaram-nos. O Hospital ficou sem carros. Os novos gestores, que tudo fizeram para, a bem do erário público e do orçamento do hospital, ficar com os carros no Hospital, viram-se «obrigados» (?) a vendê-los. Suponhamos que precisavam de comprar outros carros, poderiam até ser precisos, para uso pessoal ou não (quem sabe, para o Conselho de Administração no seu todo!).Suponhamos que o Hospital até nem tem outros carros. O despacho de CC impede-os de comprar novos carros ou até um novo carro (?). Terão de andar de autocarro, pois então. Ou a pé. Em Serviço, Então não uma tabela de custo por KM para os funcionários que façam serviço a pé? É para isso que estas coisas servem. O nosso legislador é previdente. Não fosse Salazar um conta-tostões. Porque não? O mal não está aí.A questão no fundo reside apenas em saber: onde está a moralidade no meio disto tudo? Quem anda a tramar as contas públicas? Quem anda a tramar CC?
E no fim de contas, ainda ninguém levantou o problema da legalidade do despacho. Pode um despacho individual (de CC) contrariar um despacho conjunto (do MS e MF)?
«ELES COMEM TUDO, ELES COMEM TUDO, ELES COMEM TUDO E NÃO DEIXAM NADA,
ELES COMEM TUDO, ELES COMEM TUDO, ELES COMEM TUDO E NÃO DEIXAM NADA»
NA PRÓXIMA ENCARNAÇÃO QUERO SER LARANJA!
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