SNS, Controlo de Assiduidade
Os médicos podem faltar ou atrasar-se sem correr o risco de serem apanhados ou ter de justificar-se. Simplesmente, a quase totalidade dos hospitais públicos e dos centros de saúde não tem regras sobre horários de trabalho. link
André Macedo DE 30.11.06
Medidas de controle administrativo raramente resultam em aumentos de produtividade.
A motivação não se instala num sistema de controle estrito. Fiscalização do cumprimento de horários não induz uma responsabilização pela obtenção de resultados. Torna-se aliás mais fácil o argumento de "cumpri, porque estive lá o tempo exigido", independentemente do que se produziu.
Em funções onde seja controlar os resultados, e onde a relação entre o tempo de presença e o resultado obtido seja clara, o controle de tempo de presença poderá ser um mecanismo viável de aumento de produtividad.
Mas em funções onde os resultados decorrem de empenho dos profissionais, dificilmente observável e onde a ligação entre resultados e tempo de presença não é fácil de estabelecer, controles estritos não adiantam muito.
A utilidade do controle será dependente do uso que lhe for dado. A flexibilidade, como já foi referido noutro comentário, terá que estar presente, e terá que ser combinada com uma intervenção selectiva (o controle poderá detectar situações extremas para as quais importa chamar a atenção) e com ligação com os resultados que são obtidos.
André Macedo DE 30.11.06
Medidas de controle administrativo raramente resultam em aumentos de produtividade.
A motivação não se instala num sistema de controle estrito. Fiscalização do cumprimento de horários não induz uma responsabilização pela obtenção de resultados. Torna-se aliás mais fácil o argumento de "cumpri, porque estive lá o tempo exigido", independentemente do que se produziu.
Em funções onde seja controlar os resultados, e onde a relação entre o tempo de presença e o resultado obtido seja clara, o controle de tempo de presença poderá ser um mecanismo viável de aumento de produtividad.
Mas em funções onde os resultados decorrem de empenho dos profissionais, dificilmente observável e onde a ligação entre resultados e tempo de presença não é fácil de estabelecer, controles estritos não adiantam muito.
A utilidade do controle será dependente do uso que lhe for dado. A flexibilidade, como já foi referido noutro comentário, terá que estar presente, e terá que ser combinada com uma intervenção selectiva (o controle poderá detectar situações extremas para as quais importa chamar a atenção) e com ligação com os resultados que são obtidos.
lisboaearredores
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3 Comments:
Sobre esta matéria é ver a prática dos melhores hospitais, nomeadamente, da nossa da vizinha Espanha.
O controlo seja do que for assim como a lei, deve ter como finalidade servir as pessoas,
Controlar a assiduidade dos médicos e outros profissionais de saúde por meios automáticos, vai permitir verificar automáticamente que os funcionários estão presentes ou não no seu local de trabalho durante o seu horário laboral e nada mais do que isso.
As listas de espera para tratamento cirúrgico e consulta externa continuarão a aumentar, os contratos de médicos do SNS para cumprirem horário extra em outros estabelecimentos públicos continuarão a existir e a ser cada vez mais onerosos ao erário público, os médicos e os outros profissionais de saúde estarão cada vez mais motivados para a produção adicional, sem ser acautelada a produção normal. Enfim temos mais um foguete lançado que nada mais vai fazer do que um grande estrondo ou nem por isso, sem beneficio nenhum para a rentabilidade e autosustentabilidade do SNS.
Talvez por isso é a IGS estes anos todos não tenha inspeccionado o controle automático da assiduidade dos profissionais de saúde no serviço público. A par desse problema da automatização do controle de assiduidade existem outros de gestão de recursos humanos que estão a ter a atenção dos que defendem o interesse público.
Em conversa com um amigo e colega, soube hoje que o sistema que agora se anuncia foi já inciado no Hosptal de S. Francisco Xavier em 2003. Soube também que naquele hospital, em diversos locais foram instalados, e aida lá se encontram, os terminais de registo.
E tudo esteve pronto para arrancar, chegando mesmo a ser posta à discussão uma OS sobre o novo sisema.
Ao que fui informado, tratou-se de um processo fortemente contestado pela classe médica e que chegou a ter a interferência dos sindicatos. O CA de então recorreu a uma consulta à Comissão Nacional de Protecção de Dados e foi dada luz verde para a instalação do sistema.
A medida foi discutida em reuniões com os vários responsáveis dos serviços tendo alguns - médicos - manifestado ser contra. Mas,os mesmos estavam de acordo com a sua aplicação aos outros grupos profissionas; para os médicos a medida era tida como ofensiva da sua dignidade.
Foi-me ainda dito que naquele hospital o novo sistema era tratado como "um sistema de gestão de tempos" que obrigava ao registo de entrada sempre que um profissional iniciasse tarefas em determinado Serviço: urgência, bloco operatório, consuta externa, etc..
Com a entrada em funções do actual CA do CHLO o projecto foi abandonado.
É caso para perguntar: a IGS conhece esta situação?!
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