domingo, janeiro 7

Saúde Pública


"Os cinco coordenadores regionais de Saúde Pública foram chamados ao Ministério da Saúde e foi-lhes anunciado por Correia de Campos que, por decisão do Governo e por acordo com o Ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, a Saúde Pública passará para a esfera, competência e gestão das Autarquias.
Uma Carreira Médica, cujos recursos humanos já estavam altamente debilitados e sem perspectivas de turn-over a atender aos sucessivos mapas de vagas desertificados, leva assim uma machadada.
É um serviço público que se pretende isento na sua actividade fiscalizadora e defensora do bem comum que poderá ficar em risco.
É a parte não rentável e não privatizável dos Cuidados Primários de Saúde e uma das unidades operativas dos Centros de Saúde que é posta de lado, tornando apetecível a fatia aos investidores privados. Perante a passividade aparente de quem se propôs implementar a Reforma dos Cuidados Primários e definiu Linhas de Acção Prioritária.
É o Serviço Nacional de Saúde que é posto em causa como contrapartida para as contestadas alterações à legislação das finanças locais."
exsuch (comunicado SIM)

3 Comments:

Blogger jyromino said...

Dito assim até parece ouro sobre azul.
Mas:
"como contrapartida para as contestadas alterações à legislação das finanças locais" ?
- que contrapartidas?
- quantas autarquias terão direito a ter um desses técnicos? e a tempo inteiro ou parcial?
_ integral ou em associação com a autarquia vizinha?
- e durante quantos anos? (reformas à vistas)
- e que benefícios terão as ditas? os mesmos que têm as empresas que escolhem os "MÉDICOS DE TRABALHO"? mas têm que se sujeitar às leis e regras?
- e conhecem algum médico mais CHATO, no que à legislação diz respeito, mais NIM, no que às decisões diz respeito, mais empata, mais menos do que os de saúde pública?
- e se a pintura política da câmara ou do vareador fôr diferente?

8:54 da tarde  
Blogger naoseiquenome usar said...

Mais uma falsa questão para a apregoada convergência de políticas de desestabilização do SNS.
As autoridades de saúde sempre tiveram de actuar em profunda e estreita convergência com as Autarquias.
Nada de novo.
O que muda?
A tutela?
Não, nem isso.
As suas competências e atribuições passar-se-ão a desenvolver exactamente como até agora, só que, agora, as AL não podem escudar-se no podser central.

9:39 da tarde  
Blogger Vivóporto said...

Regressamos ao paradigma da Saúde Pública higienista do Século XIX em que a Saúde Pública era um problema de Polícia (competia à Polícia combater as principais doenças de saúde pública, combatendo as prostitutas, os mendigos, os pobres) e não das competência do Ministério da Saúde. Foi assim entre nós até à legislação sanitarista de Gonçalves Ferreira. Onde está o Novo Paradigma da Saúde Pública?
É claramente um retrocesso.
CC voltou a perder a clarividência?

9:18 da manhã  

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