domingo, agosto 12

HHs, Mobilidade Especial

manuel teixeira, presidente ACSS
A Circular Informativa n.º 3, publicada em 03.08.07 (em plenas férias de Verão), prevê o início dos procedimentos referentes à aplicação do regime da mobilidade especial aos funcionários e agentes afectos aos Hospitais SPA e EPE (Lei nº 53/2006, de 7 de Dezembro) . link

Da leitura da referida circular conclui-se o seguinte:

a) - A mobilidade é aplicável a todos os HHs do SNS;

b) - Os HHs devem iniciar o processo de avaliação em 01.09.07;

c) - Concluído o processo de avaliação, os HHs devem remeter até 28.11.07 exposição fundamentada, acompanhada dos mapas com todo o pessoal efectivo existente a 01.09.07 e proposta do número de funcionários que entrarão em mobilidade especial;

d) - As ARS têm dez dias úteis para apreciar o esforço de mobilidade especial, devolvendo o processo aos HHs em relação aos quais entendam que a proposta de esforço é insuficiente;

e) - Os HHs do SNS têm mais dez dias úteis para ampliar a proposta de esforço e refazer a exposição e mapas, reenviando-os de novo à ARS;

f) - Após recepção da documentação revista, as ARS remetê-la-á à ACSS para apreciação e aprovação.

g) - As guias de marcha dos efectivos dos HHs propostos para mobilidade especial (artigo 15º da Lei nº 53/2006, de 7 de Dezembro), devem começar a ser emitidas logo que esteja concluído o processo de avaliação com aprovação da ACSS (2.º semestre 2008).

De acordo com as regras estabelecidas, caso o processo de mobilidade especial se desenvolva segundo "critérios objectivos de racionalização de meios e recursos humanos", entre os grupos profissionais mais afectados, teremos: administrativo, operário, auxiliar e pessoal dirigente (rácio máximo de 25% em relação ao total de efectivos).

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9 Comments:

Blogger Joaopedro said...

Agora é que vamos ter razia.
Todos os CA vão esforçar-se.

Os nossos políticos e deputados da nação é que deviam ser submetidos a um processo de mobilidade especial drástica com quotas máximas de 95%.

1:59 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Bufaria ao Poder

À partida, mais esforço que racionalidade.

Estamos cá para ver as tropelias que vão ser cometidas.

Os CAs dos HHs vão ter à sua disposição um mecanismo perfeito para eliminação das oposições.

A gestão dos corredores nunca mais voltará a ser o que era.

11:43 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Chegou a altura da "Frente de Blogues da Saúde" entrar em acção.

É necessário fazer o acompanhamento rigoroso deste processo, nomeadamente em relação à aplicação dos critérios enunciados.

Temos de dar o nosso contributo para que este processo não se transforme numa caçada às bruxas.

A escolha da data de lançamento deste delicado processo, é um mau começo, indicador de que continuamos a jogar nestas subtilezas saloias.

11:56 a.m.  
Blogger tambemquero said...

Não há excedentários no MS ?
Será que CC aposta unicamente na Mobilidade Especial?

CC ainda não enviou a lista de excedentários do Ministério da Saúde.

Já há 1206 excedentários na Função Pública. O semanário SOL adianta que os dados finais só serão conhecidos dentro de 15 dias, mas que alguns ministérios já deram a conhecer o número de excedentários.

Os ministérios da Cultura, Economia, Administração Interna e Agricultura já deram a conhecer o número de funcionários a colocar na lista de supranumerários.
O Ministério da Cultura anunciou que vai dispensar153 trabalhadores, o que corresponde a 5,3% do total. Por sua vez, a Economia tem 19 funcionários no quadro de excedentes. A Agricultura é até agora o ministério com mais funcionários naquele quadro, dispensando 762 trabalhadores.

O Ministério da Administração Interna vais enviar para os supranumerários um total de 142 funcionários, que saem exclusivamente da Direcção-Geral de Viação.

O ministro das Finanças, Teixeira dos santos, tinha garantido que a lista de excedentários seria conhecida até final do passado mês de Junho, estando, no entanto, o processo atrasado. Os ministérios têm até 20 para enviar para as Finanças os números finais.
DD 12.08.07

12:04 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

PS SÓCRATES UTRALIBERAL

Excedentários, Mobilidade Especial, Parcerias Público Privadas (PPP), fazem todas parte do processo de emagrecimento do sector público para entrega aos empresários privados.

Partidos políticoa: Tudo igual ao litro. É isto que descredibiliza a política.

Serei cada vez mais lembrado.

2:49 p.m.  
Blogger Navegante said...

Na generalidade dos Hospitais o dito pessoal de suporte representa entre 40% a 50% do total de efectivos. O valor de referência indicado na circular da ACSS (25%)representará, nalguns casos, a redução em 50% do total de efectivos destas carreiras (adminsitrativos, auxiliares,operários). Por exemplo, num Hospital com 2000 efectivos estaremos a falar de cerca de 400/500 pessoas! Mesmo considerando que a optimização na gestão dos recursos humanos está longe de ser óptima, pergunta-se se os Hospitais podem prescindir de forma tão brusca deste elevado número de pessoas, sem quebra na qualidade da prestação de serviços? A não ser que este processo seja desnevolvido de forma complementar com a externalização deste serviços para outras entidades (tipo SUCH?). Por outro lado, não entendo porque que é que este processo se aplica apenas ao pessoal de suporte e não também aos profissionais de saúde? é do conhecimento geral que, em algumas especialidades, existem nos Hospitais Centrais médicos em excesso - o próprio CC já referiu esta situação por mais de uma vez.

8:42 p.m.  
Blogger Clara said...

CRITÉRIOS À SOLTA

Se o esforço da mobilidade especial for dirigido apenas a determinados grupos profissionais, sem mexer nos profissionais médicos que se acumulam em determinados hospitais com pouco ou nada para fazer, cabe-nos a nós cidadãos um papel importante na contestação da medida.

Ou comem todos..., quer dizer, ou a mobilização é para todos, de acordo com os critérios objectivos enunciados, ou não há nada para ninguém.

Vem aí tempos difíceis.

1:11 a.m.  
Blogger mao na nuca said...

E só agora é que a Clara, o joãopedro e a helena se apreceberam de qeu sócrates nunca deixou de ser militante do PSD?
A vossa hipocrisia e forma fácil como se venderam nos últimos dois anos é que vos vai custar muito caro. E a esperteza saloia dos estrategas de Sócrates não deixam dúvidas: a cedência A`tentação do 'bloco' em Lisboa amordaçou a sua contestação. Só resta um PCP descredibilizado e um PSD enfraquecido. A Liberdade está, de facto, em risco. E o que se passa no SNS é apenas um pequeno indicio.

2:48 p.m.  
Blogger deserto eterno said...

CC só finge que impõe medidas aos médicos.
Até agora não houve reforma na saúde que beneficiasse os utentes e o SNS.

11:32 p.m.  

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