quarta-feira, agosto 18

Beco sem saída…

O MS deixou-se acantonar num beco sem saída. O recente episódio das “notícias” sobre as dívidas dos hospitais à indústria farmacêutica põe em evidência a fragilidade extrema em que se encontra a governação da saúde. O resultado de uma “política do medicamento” ziguezagueante levou a que a IF perdesse o medo e a vergonha e passasse ao ataque manietando o MS e manipulando a opinião pública sobre a questão da dívida. Repare-se que após a ameaça da cobrança de juros recorre, agora, ao repetir mês a mês o ponto de situação da referida dívida numa operação mediática de pressão e de desgaste. Perante isto o que faz o MS? Refugia-se num silêncio defensivo nada fazendo, de concreto, agravando a passos largos o afundamento do SNS e dando pretextos aos liberais de pacotilha para cavalgar a onda destrutiva do sistema público.

O MS nem sequer consegue explicar aos portugueses o que tem sido o “comportamento” da IF, em Portugal, nas últimas décadas com a persistente delapidação dos recursos financeiros públicos. É claro para todos que face aos “apertos” sofridos no mercado ambulatório a IF se virou para o mercado hospitalar procurando vingar as margens perdidas. O resultado está à vista: uma investida sem precedentes com uma espiral de crescimento dos custos nunca vista. Perante este quadro que tem feito o MS?

- Abrandou controlo da entrada de medicamentos “inovadores” nos hospitais”;
- Capitulou na centralização dos processos de negociação e de compra;
- Congelou a prescrição por DCI;
- Remeteu para as calendas a dispensa unitária;
- Desinvestiu no processo de fixação de guidelines e normas de prescrição no ambulatório;
- Desistiu do processo de prescrição electrónica no ambulatório;
- Mostra-se incapaz de concretizar a dispensa unitária já aprovada na AR para início de terapêutica;
- Não consegue fixar os diferentes stakeholders num compromisso formal plurianual;

Quanto ao resto da história da dívida seria bom que o MS publicasse os montantes da dívida de terceiros aos hospitais (ACSS, ADSE, Subsistemas, etc) bem como o impacto nos “cortes” impostos por via dos contratos-programa aos hospitais para que todos percebessem a dimensão do estrangulamento financeiro a que os referidos hospitais estão a ser sujeitos.

Na verdade se fosse um problema de gestão teríamos um enorme problema político uma vez que não restaria à Sra. Ministra uma outra alternativa que não fosse a demissão da quase totalidade dos CA’s em funções. O problema é que a Sra. Ministra da Saúde e o Sr. Ministro das Finanças sabem bem que não se trata, fundamentalmente, de um problema de gestão mas sim apenas de uma maneira de “fazer esquecer” 1,8 % do PIB e assim aligeirar o défice. Depois basta apenas assobiar para o ar e fazer crer ao pagode e aos escribas de serviço que se trata de um problema dos administradores hospitalares – essa cáfila de energúmenos incompetentes ainda por cima “um bocadinho” mal representados por essa figura de antologia que é o seu presidente.

setubalense

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12 Comments:

Blogger Joaopedro said...

Excelente post.

Nunca como agora se fez sentir a falta «de um líder no sector da Saúde, alguém que saiba, de forma democrática, calar vozes incautas e pouco esclarecidas».

Uma liderança, acrescento eu, com capacidade de integrar harmoniosamente o desenvolvimento e modernização do serviço público e o inexorável desenvolvimento do sector privado

A actual equipa do MS está esgotada. Não por falta de vontade. Mas porque não sabe. Por que não tem preparação. Nem tempo e aptidão para aprender.

No lugar de decidir a equipa liderada por Ana Jorge contemporiza. Não intervém, não esclarece quando é necessário. Recua, recua sempre. Até nos sentirmos todos envergonhados.

Quem tem ganho com esta situação é a chamada imprensa cor de rosa a explorar os pequenos fait diverts em que a senhora ministra é protagonista principal.

4:05 da tarde  
Blogger cotovia said...

É uma história que até pode ser bonita. Pode. Estamos na Primavera, o tempo começou a aquecer e é natural que surjam por aí muitas histórias de amor, paixões mais ou menos loucas, de preferência muito loucas. Tudo isto é verdade e muito normal. E também é muito normal que tudo isto aconteça num Ministério que tem por missão tratar da Saúde aos portugueses. Ainda por cima numa altura que a crise aperta, os orçamentos são cortados e a pressão aumenta todos os dias. Bem, vamos aos factos.

Um dia destes, estava a ministra a chegar à João Crisóstomo quando foi apanhada por uma cena escaldante. Não no átrio, não no elevador, mas no seu próprio gabinete. Ana Jorge, uma mulher experiente, médica habituada a situações de grande pressão, reagiu com serenidade e não entrou em pânico. Perante um facto mais do que consumado, entre duas pessoas que considera e é amiga, a ministra tossiu uma, tossiu duas, tossiu três vezes. E tudo voltou ao normal no reino da Saúde.

CC, António Ribeiro Ferreira, 03.06.10

A ser verdade, esta pequena história é ilustrativa do empenho e dedicação do pessoal da João Crisóstomo, que utiliza o gabinete na ausência do chefe para dar umas rapidinhas. Perante a serenidade da senhora ministra. Que mantendo o sangue frio não os demitiu nem nada.
A bem da boa governação da saúde.
E das medidas de austeridade impostas ao pessoal assessor. Que certamente poupará no quarto de pensão com águas correntes.

4:32 da tarde  
Blogger helena said...

Administradores admitem que dívidas dos hospitais aos laboratórios “não são aceitáveis”

Titulo do JP de hoje.


As patetices do presidente da APAH envergonha-nos a todos.

5:02 da tarde  
Blogger tambemquero said...

O bolo da dívida dos hospitais aos laboratórios continua a aumentar e, só no último mês, cresceu cerca 60 milhões de euros para 929 milhões, o que corresponde a perto de dois milhões por dia, segundo a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica. Um valor que preocupa a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), que considera que a situação está “descontrolada” e que “não é aceitável”.
Em declarações ao PÚBLICO, o presidente da APAH frisou que não foi apenas o aumento do consumo de medicamentos que levou a esta situação. “Os hospitais prestam diariamente vários serviços e não estão a ser ressarcidos, o que gera ainda mais dificuldades de tesouraria”, explicou Pedro Lopes.
De acordo com o relatório mensal da Apifarma, citado pela agência Lusa, o tempo médio que as unidades de saúde levam a pagar as dívidas está nos 349 dias. Em comparação com Agosto do ano passado a dívida aumentou quase 70 por cento. Na altura situava-se em 555 milhões e só no último mês disparou sete por cento, pelo que em Setembro já poderá ter ultrapassado 1000 milhões de euros.
Perante o agravamento, a Apifarma anunciou em Julho que tenciona avançar com a cobrança de juros de mora de oito por cento em relação aos valores em atraso. Uma factura que poderia ascender a 50 milhões de euros – precisamente o mesmo valor que o Ministério da Saúde pretende poupar com as primeiras dez medidas do plano de estabilidade e crescimento que apresentou para o sector.
O PÚBLICO conseguiu, no entanto, apurar que estão a decorrer negociações entre os representantes dos laboratórios e a tutela para que esta ameaça não se concretize, sendo que o objectivo da Apifarma é que as reduções na Saúde não continuem a ser feitas à custa da descida do preço dos medicamentos. Se não chegarem a acordo, o mais provável é que a Presif, a empresa criada pelos laboratórios para em 2003 resolver um problema semelhante, ressuscite.
Mas Pedro Lopes acredita que os juros – “uma ameaça que foi sempre uma espada que pendeu sobre os hospitais” – não serão cobrados, já que no final deste ano o valor em dívida será “mais razoável”, contando com o esforço de contenção dos hospitais e com as eventuais verbas extraordinárias que podem receber. O representante dos administradores lembrou que o primeiro semestre é o mais problemático e recordou que no final do ano há, por exemplo, descontos de quantidade. Além disso, insistiu que o plano de reduções do ministério permitirá “limitar o crescimento do consumo” e reafi rmou que para a situação ser solucionada os hospitais precisam de receber os valores em atraso. “A dívida não cresce apenas por haver mais compras. As dívidas aos hospitais, em especial da ADSE, são o principal problema”, sublinhou.
A intenção de cobrança de juros está já a ser investigada pela Autoridade da Concorrência, que pretende apurar se houve ou não concertação de posições entre os laboratórios para avançar com esta medida, o que, a verificar-se, seria ilegal.
JP 17.08.10

A campanha da Apifarma prossegue nos media a rivalizar com os fogos de verão-

5:17 da tarde  
Blogger jota said...

SANTA INQUISIÇÃO DA SAÚDE I

Já vai sendo tempo de pararem de zurzir os chicotes sobre o lombo da IF, descarregando nessa pretensa alimária, a raiva contida e gerada pela incompetência dos governantes no domínio da saúde.
Claro que percebo a atitude: para explicar ao cidadão comum a situação desastrosa da saúde, é mais fácil encontrar um bode expiatório - nenhum melhor que a IF, símbolo do capitalismo empresarial, monstro sugador dos recursos amealhados durante anos de trabalho …
Estamos já a caminho da 2ª década do séc. XXI e este discurso já não encaixa. Mas é interessante ver a Santa Inquisição da Saúde, querer queimar na praça pública os seguidores da IF, com argumentos construídos numa religião cega e surda, representada por uma pequena minoria, ainda que ruidosa.
O que é importante explicar aos portugueses é o facto de durante muitos anos, após o 25 de Abril, não se ter gerido a saúde, deixando a gestão desta área a um enorme grupo de mentecaptos que esbanjaram os recursos financeiros de todos os portugueses, numa politica de saúde a curto prazo, ditada pelos políticos do governo e interesses financeiros partidários, sem que depois se pedissem responsabilidades por todas as medidas tomadas e não tomadas. É aqui que nasceu e cresceu a pobreza da saúde e não na IF.
De facto, durante muitos anos, os únicos profissionais competentes a trabalhar em gestão, no sector da saúde, foram os gestores da IF e claro o patrão da ANF. Nos últimos anos assistimos a alguns exemplos de gestores de grande qualidade a trabalhar no sector publico.
Gerir é também prever e antecipar.
A politica portuguesa do medicamento foi mal feita; basta ver o mercado dos genéricos para percebermos em que mãos estivemos. Como é possível não aproveitar um conceito e um “produto” tão importante como os genéricos? Durante anos o Ministério propagandeou os genéricos e o INFARMED abriu os portões do nº 53 da Av. do Brasil e qualquer um que se dizia genérico, entrou. E de repente percebemos que passamos a ter uma praga, que suga o dinheiro público com o consentimento de todos os intervenientes, com alguns médicos a dizer que nem todos os genéricos são iguais ao originador. Portugal no seu melhor. Gerir é também prever e antecipar.
(continua)

7:27 da tarde  
Blogger jota said...

SANTA INQUISIÇÃO II

É errado dizer que “face aos “apertos” sofridos no mercado ambulatório a IF se virou para o mercado hospitalar procurando vingar as margens perdidas”.
A IF sempre esteve no mercado hospitalar, onde o prazo de pagamento ascendia a mais de 450 dias. Durante muitos anos, os administradores hospitalares de carreira, sabiam que o hospital tinha “obrigatoriamente” de dar prejuízo, pelo que os manuais de gestão ficavam algures, entre o espaço e o tempo. E a IF que dependia totalmente da dívida hospitalar, aprendeu a viver entre pagamentos e promessas de pagamentos. Hoje, continuam as promessas e o não pagamento, pelo que a IF deve ter algo de Sado Masoquista para se vingar das margens perdidas de forma tão dolorosa. Pela lógica exposta, a IF perde dinheiro no ambulatório e como resposta, vai perder ainda mais dinheiro para o hospital. Boa.
O que o MS tem de explicar aos portugueses é como gastou o dinheiro do erário público, numa desastrosa politica do medicamento e com uma manobra eleitoralista de pagar 100% a alguns portugueses que merecem e a outros tantos que se aproveitam. Estes são os apertos, falemos claro. Onde é que a tutela tenta recuperar o que esbanjou? Na IF, claro, porque é mais fácil , está mais à mão, ninguém critica e poucos apoiam, fazendo muito ruído.
A “espiral de crescimento dos custos” é devida ao governo e não à IF. Para que se saiba, a despesa com o medicamento do governo aumenta (+10%?) e as vendas do mercado da IF diminui (-6%). It’s a kind of magic?
Mas então, numa lógica de malfeitores, não se pague à IF.

Parafraseando - Perante este quadro que tem feito o MS?

Parafraseando - Abrandou controlo da entrada de medicamentos “inovadores” nos hospitais”;
Abrandou o controlo mas impede na mesma a entrada e nem utiliza os inovadores como moeda de troca para negociar contrapartidas a médio prazo.
Parafraseando - Capitulou na centralização dos processos de negociação e de compra;
Em boa hora o fez. Uma central de compras não resolve, apenas complica. Associações de hospitais para compra, deixando a distribuição e logística a cargo da IF, é o caminho certo.
(continua)

11:35 da tarde  
Blogger jota said...

SANTA INQUISIÇÃO III

Parafraseando - Congelou a prescrição por DCI;
Aqui o governo demonstra inteligência. Se a DCI avançar transfere-se o ónus da prescrição, do médico para a farmácia, alimentando negociatas na farmácia, entre outras coisas.
Parafraseando - Remeteu para as calendas a dispensa unitária;
Está certo. Antes da dispensa unitária, há muito a fazer, como gestão da informação, processo electrónico, responsabilização do prescritor e doente e CRO em ambulatório. E, depois então volta-se a analisar o assunto.
Parafraseando - Desinvestiu no processo de fixação de guidelines e normas de prescrição no ambulatório;
Está errado. Tem de investir neste processo, mas para isso sublinho de novo a necessidade da gestão da informação, processo electrónico, responsabilização do prescritor e doente e CRO em ambulatório.
Parafraseando - Desistiu do processo de prescrição electrónica no ambulatório;
Está errado. Tem de investir neste processo, mas para isso sublinho de novo a necessidade da gestão da informação, processo electrónico, responsabilização do prescritor e doente e CRO em ambulatório.
Parafraseando - Mostra-se incapaz de concretizar a dispensa unitária já aprovada na AR para início de terapêutica;
E quem assegura a continuação? Como se controla o doente? O doente vai comprar a restante terapêutica? Então, o modelo de distribuição tem de ser alterado
Parafraseando - Não consegue fixar os diferentes stakeholders num compromisso formal plurianual;
O pensamento assente na lógica de dividir para reinar, predomina na mente dos iluminados que nos governam, bem como na oposição que os secundariza. O que impera são sempre os interesses de poucos em detrimento dos muitos. Na saúde é igual. O apelo à unidade nacional num momento de crise profunda é impensável com o xadrez politico actual.

São precisos novos profissionais com a coragem de impor um caminho e uma visão para a saúde, que seja aprovada, não para um programa de governo para “sacar” votos, mas para uma década.
As politicas nacionais não se compadecem com a dança das cadeiras e com o “jobs for de boys”. Precisamos de uma nova revolução que oriente o país e os portugueses num sentido de recuperação da riqueza e bem estar social. E isso vai mais longe do que minorias parlamentares ou eleições presidenciais. O sistema actual já provou estar errado; pelo menos a fazer fé, no que todos dizem. Então para quando a coragem de mudar?

11:36 da tarde  
Blogger Clara said...

Concordo com o joão pedro, estamos perante uma excelente análise do setubalense.

Efectivamente, a IF, reponsável nas últimas décadas pela persistente delapidação dos recursos financeiros públicos, tem vindo a manipular a opinião pública sobre a questão da dívida para vingar as margens perdidas no mercado ambulatório.

Dívidas à IF e atrasos nos pagamentos mais ou menos longos sempre houve. Todos conhecem o estudo do professor Miguel Gouveia que concluiu que a IF cobra juros de mora encapotados nos preços que pratica no mercado.

E temos o nosso amigo presidente da APAH a entrar pranzenteiro nesta macacada.
É mesmo de tótó.

11:43 da tarde  
Blogger Magistral Estratega said...

A construção de hospitais em parceria público-privada padece de anomalias, a maior das quais ter como presidente da Comissão de Apreciação de Propostas um consultor contratado para os processos de concurso. A denúncia é da Inspecção-Geral de Finanças (IGF).

O relatório de Actividades de 2009 da IGF, recentemente publicado, dá conta do resultado de auditorias a três processos concursais do programa de hospitais em parceria público-privada (PPP). E conclui que o programa não conta com recursos humanos, organizacionais e competências necessários para cumprir as metas segundo princípios de boa gestão. Resultado: há desvios temporais de mais de dois anos e, em finais de 2009, ainda não tinham começado as obras de uma unidade que deveria ter sido inaugurada em Outubro. Atrasos então calculados em três milhões de euros.

A auditoria das Finanças lamenta a excessiva dependência do programa face a consultores externos, com “consequências gravosas para o exercício de futuras funções de gestão e controlo” das PPP pelo Estado, por falta de uma adequada internalização de competências. Uma dependência tal que “até o presidente da Comissão de Apreciação de Propostas, representante máximo do Estado nas negociações com os concorrentes, é um consultor contratado em regime de prestação de serviços, com a agravante de o contrato não dispor de cláusulas que salvaguardem devidamente o interesse do Estado” em matéria “de incompatibilidades”.

A falta de controlo é realçada no caso da única PPP que já funciona, em Cascais, sem haver uma “equipa profissionalizada” de fiscalização na Administração Regional de Saúde de Lisboa. A IGF alerta para riscos financeiros e a potencial “ocorrência de um nível inferior da prestação de cuidados”.

O documento detém-se ainda nos hospitais com gestão empresarializada (EPE), cuja situação económica piorou em 2007/2008, com a subida dos prejuízos líquidos (55%) e operacionais (104%). Os custos com pessoal e consumo cresceram 4%, ou seja, acima da inflação. E assistiu-se a uma “erosão” dos fundos próprios das unidades, cujo passivo cresceu 145%, em grande parte devido a empréstimos ao fundo criado para acelerar o pagamento a fornecedores.

Caso esta situação não seja ultrapassada “com ganhos de eficiência e qualidade”, é “susceptível de conduzir à necessidade de financiamentos adicionais por parte do Estado”.

retirado de : http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1643240

7:24 da manhã  
Blogger Magistral Estratega said...

(continuação)

A falta de controlo é realçada no caso da única PPP que já funciona, em Cascais, sem haver uma “equipa profissionalizada” de fiscalização na Administração Regional de Saúde de Lisboa. A IGF alerta para riscos financeiros e a potencial “ocorrência de um nível inferior da prestação de cuidados”.

O documento detém-se ainda nos hospitais com gestão empresarializada (EPE), cuja situação económica piorou em 2007/2008, com a subida dos prejuízos líquidos (55%) e operacionais (104%). Os custos com pessoal e consumo cresceram 4%, ou seja, acima da inflação. E assistiu-se a uma “erosão” dos fundos próprios das unidades, cujo passivo cresceu 145%, em grande parte devido a empréstimos ao fundo criado para acelerar o pagamento a fornecedores.

Caso esta situação não seja ultrapassada “com ganhos de eficiência e qualidade”, é “susceptível de conduzir à necessidade de financiamentos adicionais por parte do Estado”.

Retirado de: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1643240

7:27 da manhã  
Blogger DrFeelGood said...

Exímios na arte de esfolar o zé contribuinte

A provar que o post do setubalense é certeiro aí temos o comentário do jota a assumir as dores da indústria com as lamurias do costume.
Apesar dos inúmeros experts da saúde, ainda ninguém teve a ousadia de fazer um estudo independente sobre a actuação da indústria farmacêutica no nosso país.
Tema de uma excelente tese de doutoramento.

10:56 da manhã  
Blogger saudepe said...

Não ter feito do confronto com a indústria uma das medidas prioritárias (em detrimento da primazia dada à ANF, por exemplo) terá sido um dos grandes erros estratégicos da política do medicamento do ministro Correia de Campos.
Concordo em absoluto com o setubalense: estes senhores são responsáveis pela delapidação de décadas de rendimentos públicos. Em prejuízo da modernização e melhoria de acesso dos doentes do SNS.

11:11 da manhã  

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