terça-feira, abril 19

Portugal feito albergue

«Diogo Leite de Campos, vice-presidente do PSD, quer «acabar com os benefícios sociais e fiscais para toda a gente» e defende a criação de um «cartão social de débito».link
Segundo esta ideia, o acesso a hospitais e escolas públicos deve ser gratuito, mas os outros serviços devem ser prestados «por instituições de solidariedade social, que têm mais vocação do que o Estado para essas áreas» e pagos por um cartão social de débito.

«Sopa dos pobres, albergues e serviços de saúde» são alguns dos exemplos de serviços sociais que poderiam ser pagos por este sistema, segundo o dirigente social-democrata.»
Sol, 19.04.11

Ei-los a sair das cavernas. Feios, maus e... incompetentes.

Clara

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5 Comments:

Blogger Brites said...

O homem ao menos podia mudar a terminologia. Albergues? Nunca conheceu nenhum, com toda a certeza. Recordo-me do tempo, logo a seguir à revolução, em que a Segurança Social pretendia retardar as altas nos hospitais, por considerar que os albergues não tinham condições para receber os doentes, ainda em convalescença. E de facto não tinham.
Constatei isso mesmo ao visitar um deprimente albergue a cargo da PSP, que recebia doentes com alta do HSJ e sem família para os receber. Saí amargurado e envergonhado de ver cidadãos do meu País a viver naquelas condições.
O problema é que o Hospital,um Hospital Central e Escolar, representado por mim e pela chefe do Serviço Social, precisava de camas para tratar novos doentes e deixava à espera casos graves a necessitar de tratamento urgente.
A reunião entre a Segurança social e o Hospital foi presidida pelo Governador Civil, Dr. Cal Brandão, um político de outros tempos, em que a probidade era a norma. O Senhor percebeu imediatamente o problema e decidiu pelo mal menor, dando razão ao hospital e invocando a necessidade de mudar as condições do albergue.
Se o Professor Diogo Leite de Campos fosse, por uma só vez, obrigado a trocar os restaurantes que frequenta e os hotéis onde dorme, por uma camarata degradante e uma sopa aguada, servida em tigelas de lata, teria mais cuidado com as soluções que preconiza.

12:25 da tarde  
Blogger Paulo said...

Parece que no País tudo está bem. Para a esquerda, o SNS está óptimo, e o Estado Social também.

No SNS não vale a pena mexer e no resto pelos vistos também não.

Quero ver onde vamos arranjar dinheiro para sustentar o Estado Social.

Mais impostos sobre trabalho?

Basta olhar para os números da despesa social e verificar que neste ritmo não vamos poder suportar mais.

Para quando uma discussão verdadeira e de entendimento?

Há pressupostos que todos estamos de acordo, como a protecção social, o acesso entre outros.

Só é diferente a maneira como se pretende por em prática.

Como é possível falar em novos hospitais se nem sabemos quantos são os utentes do SNS e quantos médicos trabalham no sistema de saúde?

Como é possível trazer médicos do estrangeiro, se nem sabemos quantos MF há em Portugal?

Aqui no burgo em crise nem tudo vai bem e o autismo na discussão dos problemas e das soluções nao tem ajudado.

2:09 da tarde  
Blogger saudepe said...

Armados em liberais de pacotilha

Já repararam que sempre que estes senhores abrem a boca sai disparate.
Realmente parece gente de outro planeta.

9:41 da tarde  
Blogger saudepe said...

Pedro Passos Coelho teve todo o tempo do mundo para se preparar para a crise política que vivemos.

Foi eleito no início de 2010, um ano antes da eclosão da actual crise política. No entanto todos os sinais que vai dando, são de que não está à altura do desafio. Aqui ficam alguns exemplos: anunciou uma revisão constitucional a destempo (que permitiu a Sócrates colá-lo à ideia de inimigo do Estado Social); insistiu em ideias estafadas (como a privatização da CGD); anunciou um cabeça de lista por Lisboa, candidato a presidente da AR (que, afinal, renuncia se não chegar à presidência…), que não reunia consenso no partido; não conseguiu convencer os históricos e barões do PSD a candidatarem-se a deputados (ao contrário de Sócrates, no PS)...

Mas o pior dislate de Passos Coelho foi a revelação de que, além do telefonema de Sócrates na véspera da apresentação do PEC IV, houve um encontro entre os dois (onde, provavelmente, ter-lhe-ão sido facultados detalhes do documento). Ou seja, uma versão bem diferente daquela em que insistiu durante quase um mês e que levou ao chumbo do PEC na AR. Versão que terá levado muita gente (entre os quais o autor destas linhas), descontente com as mentiras de Sócrates, a apoiar esse chumbo.

Pode um líder tão "desastrado" ganhar as próximas eleições? Pode. Mas uma coisa é certa: com tanta oposição que Passos Coelho faz a si próprio, José Sócrates tem bons motivos para acreditar que ainda pode dar a volta… ou que pode perder por poucos. Apesar de ter sido o segundo pior 1º ministro dos últimos 34 anos.

camilo lourenço, JN 18.04.11

O líder liberal de pacotilha é uma perfeita abécula.

9:46 da tarde  
Blogger tambemquero said...

Pela boca morre ...o coelho

"Frente aos cabeças-de-lista do partido às eleições legislativas, Pedro Passos Coelho admitiu, ontem, que será difícil distinguir o programa eleitoral do PSD do pacote de austeridade a que o próximo governo estará sujeito depois de fechadas as negociações com a troika sobre o programa de ajustamento necessário para o recurso à ajuda externa".
Escreve o Jornal I link

Assim já percebemos a razão por que ainda não se conhece o programa do PSD, apesar de há tanto tempo em preparação.

vital moreira, causa nossa

9:51 da tarde  

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