sábado, fevereiro 23

Sustentabilidade(s), susceptibilidades e responsabilidades…


Esta equipa do MS é, na verdade, uma autêntica mistificação. Surpreende-se com a própria sombra. Não é só o inefável Leal. Teixeira e Macedo são farinha do mesmo saco.
Seria de rir até às lágrimas se, na realidade, não fosse tristemente dramático o que se passou no Hospital de Braga em relação aos doentes oncológicos. link
Embora as responsabilidades sejam comuns, colegiais e necessariamente solidárias, já que se trata do órgão que superintende as políticas nacionais de saúde, existe – nessa equipa – alguém que tem particulares responsabilidades. Trata-se do médico Leal da Costa um profissional oriundo de uma instituição dedicada a tratamentos oncológicos que conhece quais as consequências de ‘descontinuar’ tratamentos oncológicos com fármacos anti-neoplásicos. Embora desconhecendo no pormenor quais os fármacos que entraram em ruptura de fornecimento e de administração no Hospital de Braga – e segundo denunciou a LPCC em mais 15 Hospitais link – o Dr. Costa não pode alhear-se das situações inerentes à necessidade de, em relação a alguns agentes anti-neoplásicos (quimioterapia), rotineiramente utilizados na terapêutica oncológica (segundo o que a LPCC denunciou), actuar em determinadas fases do ciclo celular – nomeadamente em relação aos ‘ciclo-específicos’ e/ou aos ‘fase-específicos’ - para obter respostas com os padrões de eficácia esperados, quer pelos médicos oncologistas quer pelos doentes. Não é, portanto, tolerável a virginal e púdica ‘surpresa’ da parte de quem – com conhecimento de causa - deveria zelar com particular atenção, cuidado e rigor para que – nesta área específica – não ocorressem ‘soluções de continuidade’ no plano terapêutico.
Claro que toda a equipa ministerial tem indeclináveis responsabilidades nesta lamentável situação, cabendo, por inerência dos cargos que assumiram, a Paulo Macedo as maiores. Quando se referem as ‘indeclináveis responsabilidades’ temos de olhar para o Decreto-Lei n.º 32/2012 de 13 de Fevereiro link, a chamada ‘Lei dos Compromissos’, aprovada pelo XIX Governo Constitucional e subscrita por ‘Paulo José de Ribeiro Moita de Macedo’.
A especial responsabilidade política do Ministro Paulo Macedo deverá ser questionada nos seguintes termos:
- Ao subscrever uma Lei que coloca no topo das prioridades pública a ‘consolidação orçamental’ o que poderá de importante ter ficado para trás?
A inconcebível e intolerável situação denunciada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro que se verificaria em 15 Hospitais do SNS link, colide - no essencial e no fundamental - com os pilares do SNS.
Não basta preocupar-se com a sustentabilidade financeira do SNS e, paralelamente, descurar a sustentabilidade operacional das unidades funcionais.
Enfim, desguarnecer a ‘sustentabilidade social’ deixando os doentes entregues aos ‘cuidados do destino’ (ao deus dará), nem sempre será ‘leal’, justo e misericordioso. Nem em Portugal, nem na 'Macedónia'...
E-Pá!

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