Calculadora Especial

O Governo estava certo quando anunciou que as medidas programadas sobre a política do medicamento iriam mexer com o mercado.
Efectivamente, depois da recente conferência de imprensa do presidente da ANF, uma empresa nacional decidiu pôr à venda uma calculadora que permite aos utentes do SNS avaliar quando vai passar a custar o seu medicamento.
O equipamento que estará à venda já a partir do próximo mês dispõe de um software capaz de fornecer informação detalhada, permanentemente actualizada, sobre taxas, preços, majorações, variações dos medicamentos comparticipados e um ranking de preços dos MNSRM, bem como uma engraçada colecção de gifs sobre as recentes declarações do ministro e secretário de estado da Saúde sobre a ANF.
Efectivamente, depois da recente conferência de imprensa do presidente da ANF, uma empresa nacional decidiu pôr à venda uma calculadora que permite aos utentes do SNS avaliar quando vai passar a custar o seu medicamento.
O equipamento que estará à venda já a partir do próximo mês dispõe de um software capaz de fornecer informação detalhada, permanentemente actualizada, sobre taxas, preços, majorações, variações dos medicamentos comparticipados e um ranking de preços dos MNSRM, bem como uma engraçada colecção de gifs sobre as recentes declarações do ministro e secretário de estado da Saúde sobre a ANF.
























4 Comments:
Reposição do comentário ao "poste" "Política do Medicamento" de 19/09 sobre o exemplo do "Omeprazol Proclor 20 mg 60 cápsulas":
Neste último exemplo nom está considerada a diminuiçom de 6% do PVP - que actualmente é de 68,14 = Preço de Referência.
As contas som:
68,14 x 5% = 3,41
68,14 x 15% = 10,22
um aumento de 200%
debiam ser
68,14 x 5% = 3,41
64,05 x 15% = 9,61
um aumento de 182%
É berdade que há aumentos para alguns, pois apesar do PBP vaixar 4,09 a parte a cargo do cidadom (neste caso) aumenta 6,2.
O Estado, por outro lado, em bez de pagar
68,14 - 3,41 = 64,73
passa a pagar
64,05 - 9,61 = 54,44
ou seja: menos 10,29
som 4,09 pelo avaixamento do PBP em 6% e 6,2 pela diminuiçom da taxa de comparticipaçom em 10%.
É ebidente que quanto menos pagasse o cidadom, mais o acréscimo tem relebância percentual.
No limite quem nom pagaba nada (comparticipaçom a 100%) e passa a pagar alguma coisa (comparticipaçom a 95%), por muito que vaixe o PBP o acréscimo percentual é indeterminado (mais que muito).
Pelo contrário, quem pagaba tudo bai poupar pelo avaixamento dos 6% do PBP.
Em resumo: bai um tirinho?
Luís Oriente enviou-nos um novo mail para esclarecer que o omeprazol ainda não tem desconto de 6%:
O exemplo que eu dei está certissimo. Basta ir a uma farmácia para o confirmar. Não tomei em consideração o “abaixamento” de 6 por cento porque o medicamento em causa é de um laboratório que não terá de baixar o preço dos medicamentos – invocando um regime de excepção criado na própria lei. O regime de excepção é conhecido por “alínea Bial”.
Luís Oriente
É berdade que ainda nom tem o avaixamento, mas este é um exemplo de excepçom que nom ilustra objectibamente a situaçom.
Para nom haber ruído, aqui fica o cálculo "académico":
preço originário: 100
nobo preço 94
% a cargo do doente originária: 5%
noba % a cargo do doente: 15%
Assim:
antes: 100 x 5% = 5
agora: 94 x 15% = 14,1
bariaçom: +182%
Para o Estado:
antes: 100 x 95% = 95
agora: 94 x 85% = 79,9
bariaçom: -16%
Exemplo do limite oposto (medicamentos sem comparticipaçom):
utente:
antes 100 x 100% = 100
agora 94 x 100% = 94
bariaçom: - 6%
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