Muito Pouco

Até agora pouco se viu de concreto. Acho que o Governo, essencialmente, tem feito propaganda (e bem do seu ponto de vista) onde a mais pequena acção ou o mais pequeno acto têm honras de conferência de imprensa ou declaração "solene" do primeiro ministro para que são convocados jornalistas e representantes especialmente seleccionados da sociedade.
Mas até ao momento o que se tem visto é "muita parra e pouca uva"!
Apregoaram-se milhares de milhões de euros de investimento até 2009 na OTA e no TGV, e agora a OTA já vai para 2014. São milhões para aqui e milhões para acolá e o Povo até já acredita que vive num país rico(?). Mas o desemprego não pára de aumentar.
Mas até ao momento o que se tem visto é "muita parra e pouca uva"!
Apregoaram-se milhares de milhões de euros de investimento até 2009 na OTA e no TGV, e agora a OTA já vai para 2014. São milhões para aqui e milhões para acolá e o Povo até já acredita que vive num país rico(?). Mas o desemprego não pára de aumentar.
CC anuncia o aumento de 500 mil para 5 milhões de euros para investigação em saúde em 2006 e essa será, sem dúvidas, uma boa notícia mas...só no fim "é que se fazem prognósticos"(?)
Como se pode dizer que os orçamentos são realistas sem que se conheça a sua execução? Pelo simples facto de serem orçamentos temos que admitir que são previsões que podem ou não ser "realistas".
Qual o impacto da transformação dos SA's em EPE's na melhoria dos cuidados de saúde ou no equilíbrio financeiro dos HH? Em boa verdade não sabemos e as EPE's ainda não passaram de um D.L..
E alguém é capaz de dizer o que melhorou nos cuidados de saúde primários?! Será que já não há utentes sem médico de família?
Será que os Centros de Saúde já não funcionam "em vãos de escada"?
Ou será que já se conseguem consultas nos CS sem ter que se ir para lá de madrugada?! E será que já não há listas de espera ou que os tempos de espera já se reduziram?
Como se pode dizer que os orçamentos são realistas sem que se conheça a sua execução? Pelo simples facto de serem orçamentos temos que admitir que são previsões que podem ou não ser "realistas".
Qual o impacto da transformação dos SA's em EPE's na melhoria dos cuidados de saúde ou no equilíbrio financeiro dos HH? Em boa verdade não sabemos e as EPE's ainda não passaram de um D.L..
E alguém é capaz de dizer o que melhorou nos cuidados de saúde primários?! Será que já não há utentes sem médico de família?
Será que os Centros de Saúde já não funcionam "em vãos de escada"?
Ou será que já se conseguem consultas nos CS sem ter que se ir para lá de madrugada?! E será que já não há listas de espera ou que os tempos de espera já se reduziram?
E será que efectivamente se está a gastar menos com medicamentos? E será que os utentes pagam hoje menos pelos medicamentos do que antes?
E estará ganha a guerra com a ANF?
Em boa verdade até devemos admitir que ainda é cedo para se ter uma avaliação do impacto de algumas medidas (poucas) mas tudo somado é muito pouco o que até agora foi feito com verdadeiro impacto na reestruturação da Administração da Saúde.
tonitosa
E estará ganha a guerra com a ANF?
Em boa verdade até devemos admitir que ainda é cedo para se ter uma avaliação do impacto de algumas medidas (poucas) mas tudo somado é muito pouco o que até agora foi feito com verdadeiro impacto na reestruturação da Administração da Saúde.
tonitosa
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5 Comments:
Roma e Pavia não se fizeram num dia.
Acabar com os orçamentos de brincadeira e com os orçamentos rectificativos não terá sido uma medida crucial e de grande coragem ?
Considerar os Cuidados de Saúde Primários como o travejamento da rede de cuidados, na tentativa de combater o hospitalocentrismo reinante, não será uma medida ajustada, sensata e que muito poderá contribuir para melhorar a capacidade de resposta do SNS às novas necessidades das populações ?
Responsabilizar os Conselhos de Administração pela execução dos objectivos contratualizados não será uma medida essencial para a obtenção do equilibrio das contas da rede hospitalar do SNS ?
Desenvolver e aperfeiçoar o modelo de empresarializalção dos hospitais do SNS não será também uma medida acertada ?
A reestruturação dos institutos como o IGIF (Deixando de produzir software) e do DGIES (deixando de executar obras).
A política do medicamento com medidas que de imediato produziram efeitos na redução dos preços dos medicamentos. A variação mensal dos gastos com medicamentos tem vindo a baixar progressivamente.
O combate aos lóbis (redução de 6% do preço dos medicamentos, quebra do monopólio das farmácias).
A transformação de todos os hospitais da rede do SNS em EPE. O que significa estender a todo o universo de hospitais públicos o modelo de empresarialização.
A redinamização do projecto das Parcerias da Saúde referente à construção de novos hospitais.
A lista de medidas implementadas é bem mais longa.
É ainda efectivamente cedo para se ter uma avaliação do impacto de medidas implementadas por Correia de Campos.
Muitos dos habituais críticos do ministro já se começaram a aperceber que daqui a alguns meses vão tentar torcer a orelha mas esta não deitará sangue.
Aqui no SaudeSA sempre poderão dedicar-se a outras actividades, como por exemplo a poesia.
Avisadamente, o vivóporto já começou a abordar outros temas como os lixeiros da cidade invicta.
O Xavier poderá tratar do BTT fazendo concorrência à Bihe Magazine.
OS PECADOS DE CC EM PENSAMENTOS, PALAVRAS, OBRAS E OMISSÕES
Tem razão Tonitosa, quando diz que em concreto, até agora, muito pouco foi feito por parte deste Ministério da Saúde. A não ser ter publicado alguns documentos tardios sobre o que espera vir a fazer em matéria de saúde pública, de cuidados de saúde primários, de cuidados continuados, e, agora, o projecto de D.L. sobre os HH EPE, além de uma ou outra medida avulsas, muito tonitruantes, mas de pouco impacto real na melhoria da Saúde e na organização do sistema de saúde: a liberalização na venda de alguns medicamentos, a mudança (sem nexo) de alguns gestores, a revisão «em baixa» dos preços das áreas convencionadas, e conversa, muita conversa, conversa de mais.
E, pelo meio, muitos silêncios (alguns dos quais começam a produzir ruído a mais: sobre a carreira de Administração Hospitalar, p.ex)), muitos erros (a não alteração do sistema de nomeação dos gestores hospitalares, a manutenção da maior parte dos gestores nomeados por LFP, a manutenção no processo das PPP, as declarações polémicas, as inúmeras guerrilhas injustificadas e sem nexo, a descredibilização, mais uma vez, da classe médica, os ataques cegos, aos utentes, aos prestadores convencionados, etc.)
Já decorreram nove meses, tempo mais que suficiente para já se terem visto no terreno os efeitos das políticas.
Sucede porém que CC não tinha uma missão, não tinha objectivos estratégicos bem definidos, não tinha uma estratégia, não soube definir os «inimigos» nem precisar, reunir e preparar os «amigos». Não tem sabido explicar-se. Parece um pistoleiro que não sabendo manejar uma arma atira para todos os lados, para cima, para baixo, para os lados, sem acertar no alvo. Correndo o risco de acertar mais em quem não deve e pouco ou nada em quem deve.
Daqui resulta, como principal aspecto dominante da saúde a total desorientação que se vive, a desmotivação generalizada, a mistificação que alguns Conselhos de Administração vão fazendo da sua actuação, a tentativa que outros em tudo fazerem para se manterem à frente dos Hospitais. Recentemente, o Presidente de um desses Conselhos, em entrevista certamente encomendada (a altura é propícia para isso, o fim dos mandatos está próximo), dizia: «é-nos dado o mandato de três anos, mas é certo que o instituto vai mudar de estatuto, de SA [Sociedade Anónima] para EPE [Entidade Pública Empresarial] e pode levar a renomeação dos conselhos de administração. Nesse caso, cabe ao ministro decidir. Da nossa parte, estamos dispostos a continuar o trabalho, porque temos uma postura de profissionais, devemos ser leais ao Ministério e cumprir os objectivos de quem manda. Por mim, não tenho objecções de fundo que me impeçam de fazer parte desta mudança». Quem assim fala, é um dirigente do PSD do Porto, um dos mais emblemáticos gestores hospitalares de LFP, «reconduzido» por CC e que deste modo pretende ver renovada a sua comissão de serviço por mais três anos. A entrevista dada nesta altura e nos termos que se podem ler no 1º de Janeiro de Sábado, dia 3, em de que o entrevistado é um colaborador assíduo (ali publica crónicas com regularidade), é uma clara tentativa de se impor ao Ministro. De mostrar serviço. Só não vê quem não quer ver.
Mais uma vez pergunta-se: será CC alguma vez capaz de nos surpreender? De mostrar clarividência, de mostrar senso político, de mostrar as qualidades que lhe advieram da sua condição de Professor de Economia da Saúde, de se revelar um bom organizador, um bom gestor, um inovador, capaz de fazer história?
O que vier a passar-se com a nomeação dos CAs dos HH EPE é para mim o momento decisivo que se segue que irá dizer definitivamente se sim ou não.
Porque o modo como CC vier a lidar com esta questão politicamente relevante (mais relevante, sintomática, paradigmática da política de CC, como já foi dos outros, do que possa parecer), determinará todo o resto do seu mandato.
Se vier a gerir mal a questão, estou certo de que não irá ser Ministro da Saúde até ao fim da legislatura.
Caro Xavier,
O Jornal Publico de hoje traz uma notícia sobre a estratégia de Francisco Louçã para o Serviço Nacional de Saúde. Era justo que se lhe desse o devido destaque (porque não postar aqui o documento «cuidar da saúde, um bem sem preço», onde consta a referida estratégia?)até porque é o único candiato até este momento a pronunciar-se sobre este tema que nos interessa. Já agora seria interessante o SaudeSa inquirir as outras candidaturas sobre o assunto e aqui postar todas as perspectiva para nós debatermos.
Sobre a posição de Louçâ destaco:
1º o Presdiente da República deve passar a nomear a ERS;
2ºaudotorias aos HH SA para conhecer as suas contas e avaliar os seus resultados;
3º criação de uma entidade que coordene todos os hospitais públicos e centros de saúde, de forma descentralizada;
4º rejeição do modelo das parcerias público-privado, considerando que estas «abrem a porta para a privatização futura do SNS»;
5º prioridade aos centros de saúde, à rede de cuidados primários e de continuados, e à qualificação dos médicos de família;
6º sobre a política do medicamento, condena «a cultura de sobremedicamentação e sobreprescriçã»;
7º defende a modernização do SNS, a inclusão da saúde dentária no SNS e o desenviolvimento de "investigação científica de ponta".
Será que ainda ninguém percebeu q o alvo e inimigo a atingir é a indústria e não as farmácias? Aumentar o num de farmacias não é a solução! A solução é pressionar a industria a baixar o preço dos medicamentos, caso contrário começamos a importá-los e ai ficariam mais baratos para o estado e para os utentes.. A guerra deveria ser com a industria e não com as farmácias mas como também estamos a falar aqui de questões pessoais ( CC vs Joao Cordeiro), parece q quem vai sofrer as consequências sao os utentes! No ramo das farmácias funciona tudo na perfeição com excepção do preço dos medicamentos, mas ai a culpa não é delas mas sim do estado e da industria!
Sovre o preço dos medicamentos, na parte que respeita à indústria, o "estudo" refere o seguinte - pág. 43:
Preços de medicamentos à saída de fávrica Portugal(2002)=100
Alemanha: 134
Vélgica: 121
Espanha: 106
Holanda: 124
Irlanda: 131
Reino Unido: 141
Ou seja, estes 6 países têm todos preços mais elebados - e margens de comercializaçom das farmácias tamvém mais elebadas.
Importar directamente de onde? Só se fôr das Filipinas ou da Malásia!
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