CC, Infatigável Comunicador

I - CC tem desenvolvido um esforço notável na tentativa de fazer passar a sua mensagem junto da comunicação social. Se atentarmos nas inúmeras entrevistas, artigos de opinião e intervenções, temos de concluir que o ministro da saúde ocupa um grande número de horas de gabinete com a redacção destes textos, pois CC não é do tipo de confiar esta tarefa a assessores, por mais competentes . Pressente-se, aliás, que CC tem especial gosto no desenvolvimento desta actividade.
Das entrevista de 2006 gostámos especialmente das concedidas ao Semanário Económico e Revista Prémio. A mais desastrosa foi sem dúvida a da Revista Sábado.
Alguns artigos de opinião evidenciam, além do inesgotável manancial de conhecimentos técnicos e destreza de argumentação, a preocupação por uma redacção com certo recorte literário. O último artigo do DE "Saúde que chegue a todos", é exemplar sobre a forma como se pode/deve destroçar toda argumentação do adversário (André Macedo) sem cair em desnecessários tiques de arrogância.
Confesso-me um grande admirador da prosa de CC. A prova disso é a minha vasta colecção de pdfs com os seus escritos que não pára de crescer. Tenho alguns, muito antigos, que são verdadeiras preciosidades.
II - Decidi enviar um questionário a CC com seis questões prementes sobre o actual estado de coisas da Saúde. A quem quiser ajudar na formulação, agradeço.
























20 Comments:
Em relação a esta política de racionalização da oferta de cuidados e "rigor" de gestão imposto aos CAs dos Hospitais, o que é que foi feito para prevenir desvios em relação ao acesso e à melhoria dos cuidados de saúde.
O que está previsto em termos de articulação entre os novos HHs PPP e a reforma dos Cuidados Prmários ?
Desde que é ministro quantas horas trabalha por dia.
Lê a imprensa diária ou limita-se a ler os resumos feitos pelos assessores.
Tem tempo para ir o cinema, ler um livro que goste ou ver TV ?
Não tem saudades da sua actividade de professor da ENSP ?
O que faz para corrigir as suas atitudes de arrogância ?
O Xavier parte do princípio que as entrevistas de CC, publicadas na nossa imprensa, são redigidas pelo ministro a partir de questionários enviados pelos jornalistas.
Quanto a perguntas:
Se CC avaliou a poupança resultante da suspensão temporária de novos medicamentos.
E se esta poupança justifica o risco desta decisão.
A não ser que se trate de mais uma provocação (desafio na linguagem oficial) que CC tanto gosta.
"Estou mais habituado à aspirina. E tem efeitos úteis para outras coisas, como o EFEITO VASODILATADOR"
Correia de Campos em entrevista ao JN, 06 de Agosto de 2006.
Não é o estímulo ao aumento do mercado dos MNSRM que é um risco para a saúde pública: É O MINISTRO DA SAÚDE e as suas esclarecidas, sabedoras e orientadoras declarações!
Este país é um descalabro completo.
CORREIA DE CAMPOS DESCOBRE NOVA INDICAÇÃO TERAPÊUTICA DA ASPIRINA: VASODILATAÇÃO (não sabemos ainda se arterial ou venosa, se central ou periférica, em que doses e em que estamuto legal quanto à cedência ao público. Mas se Ministro diz ...)
ressalvo a palavra "estatuto"
Uma nova quetão:
É verdade que faz o ensaio de medidas e concerta o lançamento de temas de discussão com os meios de comunicação social ?
A forma de relacionamento de CC com a comunicação social, constitui um tema importante de discussão.
Sr. Ministro, para quando a estabilidade mínima necessária, no sector dos medicamentos, para que os Farmacêuticos possam planificar investimentos em melhoria da qualidade dos serviços prestados às populações?
Senhor Ministro consegue dormir normalmente (sem medicação )descansado ?
Sr. Ministro, para quando uma política de convenções com os prestadores de saúde privados que considere como prioritária a qualidade, verificada por comissões técnicas?
Sr. Ministro, porque tem o SNS de 10% de médicos estrangeiros?
Sr. Ministro, a sua arrogância não foi ultrajada pelas anunciadas medidas políticas para o sector da Farmácia (que em pouco coincidem com as suas)?
Sr. Ministro, o que é feito do IQS? Para que serve a ERS?
Sr. Ministro, para quando uma política de comparticipações de medicamentos racional e criteriosa?
Sr. Ministro, porque há tantos DIM em Portugal?
Sr. Ministro, porque se "trespassam" laboratórios de análises clínicas e clínicas de radiologia por milhões, se há livre instalação (há?)?
O Peliteiro teve um mau dia.
Apareceu-lhe um fiscal na farmácia pela certa.
Que tal uma aspirina ?
Tem efeito vaso-dilatador.
Talvez dilatando, a angustia lhe passe.
Pergunta:
Apresenta a demissão se não cumprir o orçamento ?
Partindo do princípio que o senhor ministro irá cumprir duas legislaturas, quando regresar a casa para a merecida reforma, o que restará do Serviço Nacional de saúde?
Pensa dormir descansado tendo em atenção o que os seus alunos pensarão de si.
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