Gastos e Qualidade

Um economista bem-humorado! link Sem o complemento verbal há muitos pontos desta apresentação que ficarão pouco claros. De qualquer modo, foi-me sugerida a velha e recidivante reflexão sobre o porquê de se associar grande volume de gastos a melhor qualidade de cuidados de saúde! O que encarece este produto é a tecnologia empregue e a má gestão dos recursos globais. Será possível encontrar outra justificação que não as auto promoções e os umbigos dos profissionais envolvidos (desde os médicos aos gestores) para, e a título de exemplo, a existência de 2 centros de transplante hepático em Lisboa, 1 em Coimbra e não sei quantos no Porto? Isto para 10 milhões de habitantes... A economia de escala não se aplica à saúde? Os exames complementares de diagnóstico não terão critérios de utilização? As TAC deverão substituir o Rx convencional?
Finalmente, os cuidados de saúde que se prestam são defensivos ou "despachativos"?
Finalmente, os cuidados de saúde que se prestam são defensivos ou "despachativos"?
Maria
























8 Comments:
Daí o imperativo de racionalização da oferta de cuidados do SNS.
O problema vão ser os umbigos dos profissionais de saúde e autarcas, principalmente.
CC tem de ser ajudado nesta tarefa gigantesca.
Temos de reflectir aqui da SaudeSA sobre a melhor forma de intervirmos nesteprocesso.
Penso que, muitas vezes, somos, injustamente, excessivamente críticos.
Acho que é chegada a altura de fazermos uma clarificação da nossa posição relativamente ao que deve ser a nossa posição na Reforma em curso.
Temos que seleccionar um conjunto de acções a desenvolver, para que a nossa intervnção não se fique só pela conversa.
Compreendo o que a Clara quer dizer.
Temos de reassumir, totalmente, o processo de liderança do projecto SaudeSA, que, ultimamente, na minha opinião tem atravessado uma fase muito difusa.
Temos de listar, nomedamente, um conjunto de pontos prioritários a defender.
Concordo com a Clara: mais acção e menos conversa.
Ajudar CC nas matérias em que estamos de acordo.
a propósito, o srs da administração do hospital srª oliveira, o de guimarães, trocaram de voitures em junho passado, míseros audis de mais de 4 metros de comprimento, e isto porque os anteriores, já tinham quase 3 anos...
e quanto aos pagamentos aos outros fornecedores ???
e quanto aos medicamentos de última geração ???
APRENDAM A DISTINGUIR EFICIÊNCIA DE EFICÁCIA, carago!
Provavelmente seguindo a norma de orientação do NICE sobre avaliação de necessidades em saúde foi uma lacuna terapêutica identificada.
CC sabe tudo o que há para saber na Saúde, mas é muito lento nas reformas. A idade não ajuda.
Esta conversa dos automoveis é recorrente e poluente. Claro que o problema está de ambos os lados, isto porque, à boa maneira portuguesa, quem vê o outro com um carrito novo fica com "dor de cotovelo" e, do outro lado, se é certo que as pessoas para se deslocarem precisam de um carro seguro,não há necessidade de alguns aproveitarem para realizar a ambição de ter o carrito que a "bolsa" nunca lhes permitiu. Este assunto devia ser resolvido com a inclusão dos automóveis num concurso centralizado, pois que, para além das indiscutíveis economias de escala,evitava a permanente controvérsia que facilita desviar a conversa dos assuntos importantes, como no caso presente.Existe ainda a hipótese de, como faz o sector privado, serem considerados parte integrante da remuneração e, desde que estabelecidos os respectivos critérios, nada a opôr.
Passemos agora à questão relevante suscitada pela Maria:
- Quantos transplantes hepáticos são feitos anualmente em Portugal?
- Qual o respectivo custo unitário?
- Qual o custo anual/doente da respectiva terapêutica por hospital;
- Quais as melhores práticas internacionais nesta patologia?
- Justificar-se-ia centralizar, a nível nacional, o transplante hepático? Dever-se-ia ponderar, especificamente, a patologia pediátrica?
Sâo as questões que gostaria de ver discutidas e analisadas.
Continuando com a linha de raciocínio, em que felizmente surgiram muitos interlocutores, julgo prioritário desfazer uma confusão que existe (se de modo espontâneo oe construída, não sei)àcerca dos cuidados de saúde de proximidade. O conceito vigente de cuidados pertinho de casa é completamente desadequado. Os cuidados de saúde devem estar acessíveis, em tempo útil, a qualquer cidadão que deles careça. Se nos basearmos exclusivamente na distância geográfica cometer-se-ão graves distorsões, pois certamente se chega mais rapidamente de Mangualde a Viseu que da Póvoa de Sta Iria ao Hospital de Sta Maria, em hora de ponta. Claro que os autarcas quererão, sobretudo na proximidade dos períodos eleitorais, dotar as suas terras de tudo o que "encha o olho". É o papel deles. Mas se lhes for demonstrada a racionalidade das decisões e disponibilizadas contrapartidas, certamente a posiç~so será outra e em vez de opositores poderão ser aliados.
Quanto aos automóveis novos dos gestores, devo confessar que não me impressionam. Diria mesmo que no contexto de desperdício geral, as verbas não teem qualquer significado. Impressiona-me sim a celeridade com que essas aquisições são decididas e concretizadas, em claro contraste com os atrasos enormes na aquisição de bens de consumo diário hospitalar; explicitando, é lamentável que os processos de aquisição de seringas, ligaduras, fármacos, etc não tenha o mesmo ritmo.
Quanto à observação da Clara sobre o excesso de criticidade, acrescentaria que somos muito limitados quando não percebemos que os principais actores daquilo que criticamos somos nós próprios. Os ministros vão passando; os profissionais do SNS, embora girando pelos cargos, são sempre os mesmos.
Os carros dos CA dos HH SA fizeram correr muita tinta no passado. Nete blog mereceram honras de primeira página e nos órgãos de comunicação social não deixaram de ser notícia.
E foi aqui trazido com grande alarido o caso do carro do novo presidente do CA do Hospital de Aveiro.
Pelo que já escrevi no Saúde SA estou muito à vontade para dizer o seguinte: acho que a compra de viaturas para o CA do HSO-Guimarães pode não ser criticável. Sê-lo-á, no entanto, se como diz o Jyrómino, os anteriores ainda nem sequer tinham três anos!
Isto é que merece ser criticado (a ser verdade)e não pode ser tratado como sendo apenas a compra de uns "carritos", de "carro seguro# e de dor de cotovelo.
Será um bom exercício compararmos o que no passado foi escrito (e não interessa tanto quem o escreveu). Perante isso, aceitar-se hoje que as verbas dispendidas não têm significado face ao desperdício, (respeitando a opinião da Maria, como respeito) será "branquear a situação".
Talvez dê jeito a outros que seguirão o exemplo e não tardarão também a fazer o mesmo. Mas manda o bom senso que se diga que carros com cerca de três anos não devem ser considerados inadequados.
PS: os colegas já leram o Relatório e Contas do HSO? Leiam porque vale a pena (digo eu).
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