É tarde professor
Agora, são peanuts, Senhor, só peanuts !
Vejamos:
1º Os gestores hospitalares do PSD banquetearam-se, durante o reinado de Luís Filipe Pereira, com diversas mordomias aqui oportunamente denunciadas, a maior das quais foi sem dúvida a aquisição de carros. Apenas num hospital, foram contabilizados nos 3 anos que durou o mandato laranja, para cima de 500 mil euros gastos, na compra de carros (mais de 230 mil euros), gasolina, seguros, impostos (sabia V. Exª que a compra de carros de luxo, em empresas deficitárias, pagam imposto sobre os valores que excedem determinado montante? Pois bem, alguns hospitais, deficitários, compraram carros de luxo, e com isso criaram para o hospital o dever de pagar impostos que se traduziram em custos desnecessários), etc.
2º Apesar disso, e conhecida, como era, a situação, a maioria desses gestores foram mantidos no poder cerca de um ano, pelo Governo PS. O que veio a suceder com isso? Não obstante, o Governo ter aprovado uma Resolução que veio vedar o direito da opção das viaturas por esses indivíduos, a partir de Julho de 2005, esses indivíduos, ao terem sido mantidos na gestão dos hospitais, mais tempo do que o que deviam, terão «ganho» o direito de opção de compra daquelas viaturas. Por tuta e meia. Tramando os respectivos hospitais que agora têm de comprar outros carros.
Isto é, beneficiou-se o infractor!(e tramou-se o interesse público!)
Mas não foi por falta de avisos, aqui feitos, Professor!
3º Terão ganho também, alguns dos gestores que vieram a ser, mais tarde, afastados, com a demora na sua substituição, o direito a ser indemnizados. Escusadamente, Professor, escusadamente, se tivessem sido substituídos quando aqui foi clamado que o fossem!
4º Também aqui foi clamado que as mordomias dadas aos gestores não tinham razão de ser, estando o país em dificuldades. Não obstante, caro Professor, foi aprovado um despacho conjunto da Saúde e das Finanças que veio consagrar essas mordomias, nomeadamente o direito de uso pessoal de viatura de serviço aos membros dos CAs (cinco membros agora contra os três vogais executivos anteriores com esse direito). Não havia necessidade, mas ao dar-se esse direito, com que legitimidade vem agora criticar-se quem comprou os ditos carros? Como é, dá-se o direito e quer-se depois que as pessoas abdiquem dele? A que título? Por altruísmo em relação à Pátria? Bom, nesse caso, o melhor teria sido nomear frades franciscanos para os Conselhos de Administração. Talvez estes, com o seu voto de pobreza e com os conselhos sensatos do Padre Melícias, fossem mais comedidos. O que está mal, o uso de um direito, ou que esse direito, que ninguém pediu, lhes tivesse sido dado?
Serão os gestores do PS, gestores de segunda em relação aos do PSD, perguntarão alguns, com alguma razão?
5º A questão não está no direito, dirá V. Exª, mas na imoralidade, no abuso, desse direito! Todos concordamos, aliás o tema foi aqui bem glosado, a propósito da compra de carros desportivos num hospital, de que não digo o nome por algum decoro corporativo. Mas era conhecido o perfil de quem lá foi posto! Também não havia necessidade, Professor!
6º A questão dos carros foi levantada aqui, recentemente, neste blogg a propósito de um Hospital do Norte. Não sei se é verdade, se é mentira. Até gostaria que fosse mentira, nesse caso concreto. Em todo o caso, a ser verdade, apenas gostaria de perguntar aos responsáveis desse hospital: porquê, a compra agora, só agora, e não antes, no tempo do Governo PSD, se V. Exªs já lá estavam como gestores? Serão os euros socialistas mais fáceis de gastar do que os euros social-democratas? Ou foi o apenas uma questão de demonstration effect tardio (efeito de imitação: «a maior parte das pessoas não só procura elevar o seu nível de vida como tenta imitar os consumos das pessoas mais ricas com quem estão em contacto» - Teixeira Ribeiro, Lições de Finanças Públicas: 126)), agora desinibido por que o Governo não é da nossa cor!
MEU CARO PROFESSOR, DEPOIS DE TUDO O QUE AQUI FOI DITO NESTE BLOGG- E ALGUNS AVISOS, BEM PODIAM TER SIDO APROVEITADOS- TODA ESTA QUESTÃO PARECE-ME AGORA MAIS POPULISMO BARATO DO QUE UMA ATITUDE DA QUAL IRÁ RESULTAR QUALQUER EFICÁCIA REAL.
O MAL ESTÁ FEITO (JÁ FOI FEITO): o direito foi criado, os carros foram comprados, alguns gestores PSD continuam a fazer das suas, alguns dos novos gestores foram má escolha, e agora, o que fazer ?
PEANUTS, PROFESSOR, SÓ PEANUTS!
P.S. E quanto à carreira de Administração Hospitalar?
vivóporto
Vejamos:
1º Os gestores hospitalares do PSD banquetearam-se, durante o reinado de Luís Filipe Pereira, com diversas mordomias aqui oportunamente denunciadas, a maior das quais foi sem dúvida a aquisição de carros. Apenas num hospital, foram contabilizados nos 3 anos que durou o mandato laranja, para cima de 500 mil euros gastos, na compra de carros (mais de 230 mil euros), gasolina, seguros, impostos (sabia V. Exª que a compra de carros de luxo, em empresas deficitárias, pagam imposto sobre os valores que excedem determinado montante? Pois bem, alguns hospitais, deficitários, compraram carros de luxo, e com isso criaram para o hospital o dever de pagar impostos que se traduziram em custos desnecessários), etc.
2º Apesar disso, e conhecida, como era, a situação, a maioria desses gestores foram mantidos no poder cerca de um ano, pelo Governo PS. O que veio a suceder com isso? Não obstante, o Governo ter aprovado uma Resolução que veio vedar o direito da opção das viaturas por esses indivíduos, a partir de Julho de 2005, esses indivíduos, ao terem sido mantidos na gestão dos hospitais, mais tempo do que o que deviam, terão «ganho» o direito de opção de compra daquelas viaturas. Por tuta e meia. Tramando os respectivos hospitais que agora têm de comprar outros carros.
Isto é, beneficiou-se o infractor!(e tramou-se o interesse público!)
Mas não foi por falta de avisos, aqui feitos, Professor!
3º Terão ganho também, alguns dos gestores que vieram a ser, mais tarde, afastados, com a demora na sua substituição, o direito a ser indemnizados. Escusadamente, Professor, escusadamente, se tivessem sido substituídos quando aqui foi clamado que o fossem!
4º Também aqui foi clamado que as mordomias dadas aos gestores não tinham razão de ser, estando o país em dificuldades. Não obstante, caro Professor, foi aprovado um despacho conjunto da Saúde e das Finanças que veio consagrar essas mordomias, nomeadamente o direito de uso pessoal de viatura de serviço aos membros dos CAs (cinco membros agora contra os três vogais executivos anteriores com esse direito). Não havia necessidade, mas ao dar-se esse direito, com que legitimidade vem agora criticar-se quem comprou os ditos carros? Como é, dá-se o direito e quer-se depois que as pessoas abdiquem dele? A que título? Por altruísmo em relação à Pátria? Bom, nesse caso, o melhor teria sido nomear frades franciscanos para os Conselhos de Administração. Talvez estes, com o seu voto de pobreza e com os conselhos sensatos do Padre Melícias, fossem mais comedidos. O que está mal, o uso de um direito, ou que esse direito, que ninguém pediu, lhes tivesse sido dado?
Serão os gestores do PS, gestores de segunda em relação aos do PSD, perguntarão alguns, com alguma razão?
5º A questão não está no direito, dirá V. Exª, mas na imoralidade, no abuso, desse direito! Todos concordamos, aliás o tema foi aqui bem glosado, a propósito da compra de carros desportivos num hospital, de que não digo o nome por algum decoro corporativo. Mas era conhecido o perfil de quem lá foi posto! Também não havia necessidade, Professor!
6º A questão dos carros foi levantada aqui, recentemente, neste blogg a propósito de um Hospital do Norte. Não sei se é verdade, se é mentira. Até gostaria que fosse mentira, nesse caso concreto. Em todo o caso, a ser verdade, apenas gostaria de perguntar aos responsáveis desse hospital: porquê, a compra agora, só agora, e não antes, no tempo do Governo PSD, se V. Exªs já lá estavam como gestores? Serão os euros socialistas mais fáceis de gastar do que os euros social-democratas? Ou foi o apenas uma questão de demonstration effect tardio (efeito de imitação: «a maior parte das pessoas não só procura elevar o seu nível de vida como tenta imitar os consumos das pessoas mais ricas com quem estão em contacto» - Teixeira Ribeiro, Lições de Finanças Públicas: 126)), agora desinibido por que o Governo não é da nossa cor!
MEU CARO PROFESSOR, DEPOIS DE TUDO O QUE AQUI FOI DITO NESTE BLOGG- E ALGUNS AVISOS, BEM PODIAM TER SIDO APROVEITADOS- TODA ESTA QUESTÃO PARECE-ME AGORA MAIS POPULISMO BARATO DO QUE UMA ATITUDE DA QUAL IRÁ RESULTAR QUALQUER EFICÁCIA REAL.
O MAL ESTÁ FEITO (JÁ FOI FEITO): o direito foi criado, os carros foram comprados, alguns gestores PSD continuam a fazer das suas, alguns dos novos gestores foram má escolha, e agora, o que fazer ?
PEANUTS, PROFESSOR, SÓ PEANUTS!
P.S. E quanto à carreira de Administração Hospitalar?
vivóporto
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17 Comments:
Faz-nos falta a intervenção inteligente e certeira do Vivóporto.
Um grande abraço e boas férias.
Casa arrombada, trancas à porta.
Os abusos têm sido de vária ordem, quer dizer de vários luxos.
A intervenção de CC para moralizar é tardia é populista.
Queremos é ver os gestores responsabilizados pelos seus actos de gestão.
Que as coisas não estão a correr nada bem, é um facto.
É triste ver CC a reboque dos acontecimentos.
A medida é acertada mas devia ser desnecessária.
Quanto à CARREIRA dos AH é altura de perguntar ao MD.
POR TUTA E MEIA
A Resolução do Conselho de Ministros nº 121/2005, de 1 de Agosto, no seu nº 5 «resolve eliminar a possibilidade de exercício da opção de aquisição de viatura de serviço por parte dos administradores cujo mandato termine após a entrada em vigor da presente resolução». O nº 11 desta mesma resolução refere que a mesma se aplica «às sociedades anónimas de capitais exclusiva ou maioritariamente públicos e
às entidades públicas empresariais».
Esta Resolução entrou em vigor em Agosto de 2005.
Os CAs de Luis Filipe Pereira compraram carros de luxo numa altura em que os funcionários públicos não tinham qualquer aumento de vencimento.
Alguns não foram afastados quando o deviam ter sido.
Terão ganho o direito aos carros. No mínimo vergonhoso. Serviram-se e ainda lhe dão o prémio de levar os carros por «tuta e meia», é certo.
APESAR DA PROIBIÇÃO QUE CONSTA DAQUELA RESOLUÇÃO? APESAR DE ALGUNS DAQUELES CAs TEREM TERMINADO O SEU MANDATO DEPOIS DA ENTRADA EM VIGOR DAQUELA RESOLUÇÃO? O GOVERNO TEM ESTADO ATENTO A ESTA SITUAÇÃO? QUEM AUTORIZOU O DIREITO DE OPÇÃO?
DÁ-ME A IMPRESSÃO QUE ANDAM MUITOS SUBMARINOS LARANJAS INFLITRADOS NOS MINISTÉRIOS A FAZER JEITINHOS AOS COMPADRESA! O GOVERNO QUE SE CUIDE, PORQUE HÁ MUITA COISA A CHEIRAR A ESTURRO!
OS HOSPITAIS SÃO OBRIGADOS A VENDER VIATURAS DAS QUAIS TÊM NECESSIDADE. PROVAVELMENTE COMPRARAM OU VÃO TER DE COMPRAR OUTRAS. ISTO NÃO É BRINCAR COM OS DINHEIROS PÚBLICOS?
E aqueles tipos ainda vão ser indemnizados? Por quem? Pelos Hospitais que não tiveram responsabilidade nenhuma nem em mantê-los para além do devido, nem em afastá-los?
É no mínimo, caricato. País bizarro este!
ISSO SIM, É QUE PODE CHAMAR-SE GESTÃO CHUPISTA!
O Despacho conjunto do Ministro da Saúde e das Finanças nº 351/2006 (II Série, nº 81, de 26 de Abril), veio fixar a remuneração dos gestores EPE. No seu nº 4, alínea b) diz-se que os membros dos conselhos de administração «beneficiam ainda das seguintes regalias e benefícios complementares: utilização pessoal de viaturas de serviço (…) cujo valor máximo de aquisição não pode exceder os seguintes limites: i) 35.000 euros para os hospitais classificados como empresas públicas do grupo A».
PORQUE VEIO O GOVERNO DAR AQUILO QUE NINGUÉM LHE PEDIU? PORQUE NÃO FOI O GOVERNO MAIS INCISIVO A CORTAR CERCE O DIREITO DE OPÇÃO DE VIATURAS? PORQUE ACABOU POR CRIAR UM IMBRÓGLIO AOS HOSPITAIS?
PORQUE OS INDUZIU A COMPRAR VIATURAS, NUM CASO PORQUE FICARAM SEM ELAS, NOUTROS PORQUE LHES FOI CRIADO UM DIREITO?
O MAIS FÁCIL, AGORA É FAZER POPULISMO. ORA BOLAS!
Eu fui um dos que "berrei" em primeira mão quanto aos carros do H. Srª Oliveira.
Meu caro, o seu ponto 6 não está correcto. Os carros anteriores tinham sido comprados pelos mesmos personagens e há menos de quatro anos e com dinheiros, não PS, mas do POVO PORTUGUÊS. Capisk?
Não estou a perceber. Diz-nos o Jeronymo que já antes tinham sido comprados carrtos e voltam agora a comprar-se outros. Que foi feito aos anteriores? Foram trocados ou foram vendidos aos membros do CA ao abrigo do direito de opção e agora voltam a comprar-se outros porque o Hospital ficou, por via dessa venda (direito de opção)sem carros? A ser este o caso, então, CC que trate é de ver/rever muito bem o problema do direito de opção e atalhar o problema com alguma medida legislativa ou esclareceimento adicional à Resolução do Conselho de Ministros que dizia que o direito de opção tinha acabdo. Afinal, acabou ou não acabou?
Que saudades dos comentários certeiros do Vivóporto!Voltam a ser abordados assuntos do início do blog-O tempo passa e há que avaliar!
É bom que CC tenha tido esta medida. É triste que seja necessária.
É ainda mais triste que apareça depois das maiores desavergonhices terem acontecido em praticamente todos os HH deste país.
O que eu gostaria de ver era uma avaliação destes gestores todos. Nem me importaria que dessem um BMW série 7 ao que demonstrasse verdadeira eficiência de gestão no seu HH. Esta cambada gosta de se comparar com os gestores de topo das grandes empresas. Esquecem-se, no entanto, que a maioria dos gestores privados não chegam a admninstradores com 24 anos e recém-licenciados, como conheci alguns. Quando a meritocracia se instalar na administração pública talvez possamos ver algumas melhorias. Até lá.... vivamos na partidocracia!
Não estranham o momento deste despacho que todos classificamos de impróprio pelo tempo e pelo conteúdo?
Não vai alterar em nada o rumo da gestão hospitalar, quem quis adquirir artigos de luxo para uso próprio nos CA (s) já o fez e não há retorno!
Este “puxão de orelhas” de charme moralista que vinga algum sentimento recalcado de outros profissionais da saúde serve para apaziguar o efeito do decreto que revoga o pagamento das horas extraordinárias somente aos médicos sem exclusividade!
Dias duros se aproximam nas urgências dos Hospitais! E por inerência de funcionamento, alguns Serviços Hospitalares vão perder eficácia na resposta à necessidade dos utentes que servem!
Vai continuar a haver necessidade de recurso a horas extraordinárias que irão ser cumpridas pelos médicos “exclusivos” ou contratados especialmente para esse fim! A despesa não vai ser muito diferente e provavelmente será menos rentável. As gavetas do dinheiro vão ser diferentes mas o bolso é sempre o mesmo!
Não basta ao povo não ter meios para tratar da saúde e ainda vem o Sr. Ministro descaradamente apregoar que alguns dos CA (s) que nomeou ou reconduziu gastaram imoralmente dinheiro que podia ser utilizado para o tratamento dos utentes!
Há misérias que não vale a pena serem publicitadas, haja respeito!...
Qd CC for chamado para inaugurar a entrada sumptuosa em marmore do Chico Xavier, esquece-se disto ;-)
PN.
Revejam algumas das matérias tratadas aqui na saudesa desde que CC é ministro. Comentários. Posts. Análises de fundo.
Com a máxima humildade temos de reconhecer que a saudesa tem sido uma preciosa ajuda na governação de CC.
É a voz do povo de que CC necessita.
Era importante que o Jyrónimo respondesse ao vivóporto.
Conheço uma vogal de um dos hospitais do SNS que a primeira decisão que tomou, após ter entrado em exercício de funções, foi mandar fazer uma casa de banho de luxo.
Cada um sabe ao que vai.
Uma das formas de atacar estas salioadas é gozar, pôr a ridículo esta malta .Até rebentar.
Qd CC for convidado para inaugurar a entrada sumptuosa do Chico Xavier toda feita em marmore, esquece-se disso :-)
PN.
Não estou de acordo com o vivóporto.
A culpa agora é da lei ! ...
CC terá criado a ocasião para os pecados ocorrerem.
Gabinetes, casas de banho, computadores e telemóveis topo de gama, objectos de decoração, etc, etc! Tudo é pretexto para o exercício da ganância.
Não será antes devido ao facto de CC ter nomeado gente incompetente, sem perfil, para ocupar lugares de CA ?
Se queremos uma gestão hospitalar melhor, isto só lá vai com nova tentativa: substituição dos administradores incompetentes e chupistas e nomeação de novos gestores com a utilização de novos critérios de escolha .
Professor, senão não vamos lá !
Não é com peixaradas na praça pública que estas coisas se resolvem.
Apenas populismo puro e duro.
«Até ao final do corrente ano, os conselhos de administração dos Hospitais do Serviço Nacional de Saúde estão impedidos de realizar quaisquer despesas que não estejam directamente relacionadas com a missão prosseguida ou com o objecto daqueles estabelecimentos de saúde.»
Calma! Tenham calma! O fim de ano está quase a chegar. Depois também podem comprar um Audi...
Eu, se conseguir uma nomeação para GH, quero um Q7!
Depois de alguns meses de Governação, voltámos ao ponto de partida: a discussão das mordomias dos gestores hospitalares.
Sinal de que está tudo na mesma.
A gestão dos hospitais parece ser o sector de pior governação.
O que está em causa com esta intervenção do ministro da saúde é a Responsabilização dos CAs dos HHs.
Luís Filipe Pereira conseguiu de alguma forma restabelecer o poder hierarquico na gestão dos hospitais, através da nomeação de gestores fiéis e a criação da Unidade de Missão.
CC pretendeu seguir o caminho da autonomização e responsabilização das administrações dos hospitais.
Numa altura de reformas este propósito de CC já demonstrou não funcionar, "obrigando" o ministro a repetidas intervenções públicas para administrar puxões de orelhas correctivas.
O alarido público que este tema desperta é oportuno numa altura em que se discute o regime remuneratório do pessoal médico e se avizinha um período de greves.
CC continua a liderar a seu bel prazer o folclore dos media nacional.
Sempre em palco continua a ser a máxima do ministro.
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