Novas Taxas
Druída


Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a natureza das “taxas moderadoras” fica cabalmente esclarecido com mais esta habilidade de CC as aplicar ao internamento.
Como se a decisão de ser internado fosse do doente e a aplicação da taxa moderasse a utilização desta facilidade hospitalar.
Haja bom senso e honestidade. Se CC quer carregar ainda mais no esforço das famílias, como tem sido a sua prática, pelo menos não atire areia para os olhos do Zé Povinho e chame as coisas pelos seus nomes .
xico do canto
Como se a decisão de ser internado fosse do doente e a aplicação da taxa moderasse a utilização desta facilidade hospitalar.
Haja bom senso e honestidade. Se CC quer carregar ainda mais no esforço das famílias, como tem sido a sua prática, pelo menos não atire areia para os olhos do Zé Povinho e chame as coisas pelos seus nomes .
xico do canto
























6 Comments:
Os meios de diagnóstico são feitos a pedido dos utentes? Penso, na minha ignorância, que serão pedidos pelos médicos assistentes. Aí não verifiquei contestação. Aproveito para mostrar admiração pelo facto da Comunicação Social, numa entrevista onde foram focados muitíssimos assuntos (ranking de hospitais, horários de atendimento, tabagismo e o que mais se verá nas próximas notícias da Lusa) ter-se dado destaque á medida que eventualmente seria mais polémica. São formas opcões de tratamento da informação...
Caro Ministro,
Em recente entrevista disse que a TM no internamento não era uma medida económica, logo conclui-se estar em presença de uma medida reguladora.
Bom, se é uma medida reguladora, então existem internamentos inapropriados. Tal como Vexa sabe, já remonta aos tempos de Boston!
Uma de duas: ou os seus CA estão a ressonar profundamente e como está na moda, Vexa assobia, ou então não lhe restará senão, caro Ministro, eivá-los com um bom puxão de orelhas!
A terceira via terá como encanto o facto de Vexa substituir uma atribuição do médico.
Os riscos que se correm também não são grandes. Com a publicação veremos.
Existirá a possibilidade de termos como risco as isenções, a saber: será que vamos ver alguns Ministros isentos, pois como é normal os indigentes costumam estar isentos ( a não ser que a tradição deixe de ser o que era ).
Por mim, se não ficar isento pela causa anterior, pagarei e recatar-me-ei em Asylo apropriado 15 dias.
PS: Calma , como é norma, trata-se dum anúncio do anúncio!
CC vai espicaçando a opinião pública para ver a altura das ondas e calcular onde há-de meter a barcaça das reformas.
Há sempre o risco de ser submerso por um vagalhão capaz de o fazer mudar de azimute.
De registar esta opinião dissonante de MD
"a medida até poderá aliviar as despesas hospitalares, mas implica assumir que o utente está a co-financiar directamente o sistema. Aliás, a aplicação da taxa poderá vedar-lhe o acesso à terapêutica, pondo em causa o princípio da equidade, o que é inconstitucional".
"Não é através do doente que se corrigem abusos ou erros de gestão".
"não se sabe se a medida será diária, global ou até aplicada pelos rendimentos. O certo é que, se for para a frente, terá que se assumir politicamente que o que está a ser discutido é o sistema de financiamento da saúde".
DN 20.09.06
As praias da Ericeira e o Anglia
A entrevista dissonante de MD
Temo por CC.
O entrevistado é muito dado a estas coisas.
Vejamos ou relembremos,
Quando Furão Barroso era candidato a PM num dos debates da TSF sobre saúde quem foi o entrevistado que mais “cacete” deu no então Governo? Já agora, lembram-se qual era o Ministro ao tempo?
Quem fez várias apresentações sobre HH SA ressaltando as suas virtudes?
Em artigo publicado no Expresso, cujo autor é de parentesco próximo do actual Gabinete, passámos, por magia, à sua eterna condenação! Será que tal, teve como ruído o facto de LFP ter “dispensado serviços? Isto faz lembrar o Palácio da Pena em que por questões que desconheço a exoneração deu lugar, supostamente, ás “forças de bloqueio”.
Antes condenava-mos o ranking, agora, ouvido na mesma rádio, trata-se de uma medida positiva, pois os HH ficam a saber que lugar ocupam e qual o grau de satisfação da sua “procura”.
Esta coisa de navegar sempre ao sabor da onde tem os seus quês. É necessário ter atenção ao peso e tamanho do surfer caso contrário passa-se o tempo a subir para a prancha!
Antigamente existia um carro, para os que se lembram, de nome Anglia.
Quando se via a frente era conhecido por Anglia …fascinante!
Quando acabava de passar era inequivocamente tratado por Anglia…ora bolas!
Tal qual MD!
CC que não se cuide não!
Repito o comentário:
"Talvez por estas e por outras a popularidade de Blair está pelas ruas da amargura. Por cá...ainda é cedo mas lá chegaremos com a ajuda de ministros como CC.
A viagem ao Brasil deve lhe ter baralhado as ideias!
Taxas moderadoras nos internamentos e cirurgias do ambulatório só na cabeça de tão ilustre professor.
As consequências só poderão ser a degradação da qualidade e acesso dos Serviços de Saúde/SNS".
Esta coisa das taxas moderadoras não terem objectivos económicos é uma "patranha". E sempre o foi.
O seu objectivo primeiro é económico e só por razões de impopularidade das mesmas se veio a colar-lhes o rótulo de "reguladora do acesso". Na verdade com esse rótulo até há quem esteja de acordo com as taxas moderadoras "para evitar que aqueles malandros vão às urgências por tudo e por nada".
Mas alguém, no seu estado normal, vai a um SU por prazer ou para passar tempo? É que a necessidade de ir ao médico é uma situação absolutamente pessoal e conmo sabemos há quem viva permanentemente preocupado com as doenças (qualquer pequena indisposição é sinal de grave doença) e há quem mesmo doente entenda que "aquilo vai passar".
Mas são conhecidos com alguma frequência casos em que doentes mandados para casa pelo médico vêm a sofrer graves consequências de um diagnóstico errado, infelizmente por vezes a própria morte.
Aplicar taxas (moderadoras ou com outra designação) para evitar que os utentes procurem o médico pode ser uma boa medida para o Estado mas é certamente um má medida para os doentes.
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