terça-feira, novembro 20

Transformação de células da pele


Em células estaminais
Duas equipas de cientistas japoneses e americanos descobriram a maneira de transformar células da pele humana em células estaminais, abrindo possibilidades quase ilimitadas futuras na regeneração de órgãos e tecidos danificados, segundo dois estudos publicados na revista Science. link link.

4 Comments:

Blogger helena said...

Michael Bublé - I've Got You Under My Skin

Cole Porter

I´ve got you under my skin
I´ve got you deep in the heart of me
So deep in my heart, that you´re really a part of me
I´ve got you under my skin

I´ve tried so not to give in
I´ve said to myself this affair never gonna swing so
well
So why should I try to resist, when baby will I know
damn well
That I´ve got you under my skin

I´d sacrifice anything come what might
For the sake of having you near
In spite of a warning voice that comes in the night
And repeats, repeats in my ear

Don´t you know little fool, you´ll never win
Why not use your mentality, come on step up to
reality
But each time I do, just the thought of you
Makes me stop before I begin
´Cause I´ve got you under my skin

2:17 da manhã  
Blogger e-pá! said...

Vamos esperar a publicação dos trabalhos do Prof. Yamanaka na revista "Cell".
O seu grande alcance parece, num primeiro olhar, ser na área oncológica e na doenças degenerativas crónicas.

Esta investigação, à boa maneira e na metodologia expedita dos orientais, é extremamente prática e economicamente reprodutiva, já que abrange um enorme campo de aplicação terapêutica, se considerarmos a previsível evolução da esperança de vida e as consequências que daí advirão em termos de incigência e de morbilidade destes 2 grandes grupos de doenças.
Os avanços científicos e as inovações que vão - sistematicamente - aparecendo, modificarão, no espaço de uma década, modificar radicalmente o arsenal terapêutico disponível, com insondáveis consequências de toda a ordem: científicas, sociais e económicas.

Por outro lado, na senda do aquecimento global, são de prever situações nosológicas inesperadas, epidémicas, como p. exº., as doenças provocadas por vectores.
'The Lancet', prevê que até 2085, cerca de 50% a 60% da população mundial — algo em torno de 6 bilhões de pessoas — viverá em áreas de alto risco de transmissão de dengue (que, p. exº., já chegou à Madeira).
Outra situação será a malária que com toda a probabilidade voltará aos nossos campos. As "sezões" que prevaleciam nas áreas imundaddas (campos de arroz, p. exº.) estarão a caminho;
Nas áreas do sul do País, mais próximas do arco mediterrânico, será de prever o aparecimento de surtos de leishmaniase, etc.

É interessante todo este "vai-vem" de situações patológicas que, permitindo em termos técnico-científicos interessantíssimas especulações acabará por impossibilita qualquer planeamento a longo prazo...

Um bom assunto para ser tratado na Conferência de Economia da Saúde.

10:21 da manhã  
Blogger tambemquero said...

Se a ciência tem ou não limites e, tendo, se estará porventura a aproximar-se deles ou a esgotar-se, foi o tema, legítimo, da conferência internacional que decorreu com enorme sucesso e participação do público na semana passada na Fundação Gulbenkian. A questão, proposta por George Steiner para debate, foi assumida com entusiasmo por uma plêiade de conhecidas personalidades, da ciência e das ciências sociais às humanidades e aos media.
Curiosamente, ou talvez não, a mensagem transmitida pelos cientistas foi a de que o progresso científico não está limitado na actualidade nem no futuro previsível. Isto é, observadas de dentro, a ciência e a investigação científica não têm limites. Em termos cognitivos não se vê como se podem esgotar as interacções e a nossa apreensão da natureza. Pois não vivemos nela? Mais, mesmo que houvesse uma hipotética barreira (constante, como gostam os filósofos, ou então uma curva em expansão no tempo) a convergência assimptótica implicaria saltos crescentes até ao infinito. Isto é o que dizem os cientistas. O PÚBLICO, na sua edição de domingo de 28 de Outubro, bem poderia, pois, ter contrastado a opinião de John Horgan sobre o fim da ciência com o conteúdo da inspirada apresentação de Gerald Edelman (Prémio Nobel da Medicina), cujo título era significativamente Da dinâmica do cérebro à consciência: nenhum limite à vista. Ou ter dado realce à bela intervenção final de Freeman Dyson (que muitos dizem dever ter partilhado o Nobel da Física em 1965, mas sabemos bem quanto revelam e escondem estes prémios) denominada A ciência perto dos seus limites: nem pensar! Mas não o fez e foi pena.
É que os limites, barreiras, fronteiras, demarcações, condicionantes e condições aparecem quando se olha de fora para a ciência. Estão ligados com o facto de a ciência ser, como todas as outras, uma actividade social que é praticada numa sociedade altamente mediatizada. É que a investigação científica não é uma actividade especial praticada por sábios encastrados nas suas torres de marfim. A ciência, hoje, é um conjunto larguíssimo que envolve a investigação, a aplicação, a gestão, a aprendizagem e a divulgação de conhecimentos, atitudes e expectativas científicas. Naturalmente, a perspectiva social da ciência (que data dos anos 1970), mais recente do que a cognitiva, que nasce no século XVII, revela condicionamentos à prática alargada da ciência, exactamente provenientes da própria existência de comunidades científicas e da sua relação com as sociedades em que estão inseridas. A percepção societal do valor da ciência e o modo como na cultura de cada nação se incorporam a atitude e o pensamento científicos são factores externos, reais, condicionantes do desenvolvimento científico nesses países. Por exemplo, através dos níveis de financiamento público e privado que lhes são afectados anualmente. E, last but not least, pela invenção de regimes mais ou menos predadores da propriedade intelectual.
Finalmente, uma perspectiva comunicacional da ciência, relacionada com a problemática da existência de inúmeras linguagens especializadas correspondentes à diversidade de disciplinas e subdisciplinas (ainda mais recente, pois data do fim dos anos 1980) mostra como as barreiras à comunicação, à interdisciplinaridade e à transdisciplinaridade podem afectar as trajectórias e a conectividade das redes científicas. Tudo isto é real e merece ser debatido, o que pressupõe uma discussão alargada que não exclua, evidentemente, os cientistas.
Uma questão central que se põe à ciência hoje é a da existência de duas modalidades de investigar, a da motivada pela curiosidade ou curiosity-driven (a ciência que vem desde Galileu e Newton e que procura compreender as leis da natureza) e a impulsionada pela necessidade de produzir tecnologia de alta intensidade ou technology-driven (mais conhecida por "tecnociência" e que nasceu por alturas da Segunda Guerra Mundial). O balanço entre ciência e tecnociência está longe de estar resolvido e é causa de interrogações pertinentes sobre a capacidade de atrair os cérebros jovens mais aptos para resolver problemas intrincados, quando o isco de sucesso garantido e de segurança financeira é lançado do lado "tecnocientífico", guiado pelo mercado.
Penso que é o peso excessivo desta tecnociência nos Estados Unidos da América que motiva a percepção errada do fim da ciência. Realmente, o que há para reportar sobre os avanços tecnocientíficos pelos media não é espectacular, e o que tem foros de espectacular não é científico. É a pressão da mediatização - com que os cientistas têm de se habituar a conviver - que interpreta a falta de escândalos ou de situações dramáticas como um fim da ciência. Só os que acreditam no mito da criatividade sem mestre (a exemplo dos nossos antepassados do paleolítico quanto à fertilidade da terra) afirmam que a imaginação dos cientistas se esgotou.
No livro que publiquei em 2001 (na Quimera) sobre o que é ciência, defendo que a ciência é um elemento essencial do diálogo interminável entre o homem e o seu mundo. Não se vê, no século XXI nem nos próximos, como se conseguirá manter este diálogo de modo razoável e sustentável sem a participação da ciência. Não, a ciência não está perto do fim: e é a continuação do estímulo ao gosto pela sua prática pelos mais jovens, como vemos ano após ano, que constitui a melhor aposta face às incertezas do futuro. Director do serviço de ciência da Gulbenkian
João Caraça, JP 21.11.07

4:00 da tarde  
Blogger chuva miudinha said...

O e-pá não se esticou.

Sendo um especialista em anatomia e fisiologia cutânea, há muito que sabe que existem células da camada basal totipotenciais.

São as dos vales das cristas epidérmicas ? não ?. Deste modo temos 1,7 m2 de pele para buscar células "estaminais" - isto é totipotenciais com capacidade para darem origem a todos os tecidos possíveis desde que em presença das citocinas adequadas.

Vá lá e-pá estique-se e ensine-nos umas coisas disso.

É que você é um poliglota - tanto fala gestionês, com organizacionês, como culturês etc ..

Como dizia Abel Salazar, quem só sabe de Medicina nem de Medicina sabe.

E você sabe muito de Medicina e, sem ter andado em nenhuma Escola própria dá cada malha nesta malta que quando você adere publicamente à Greve referem pela primeira vez um indice de saúde - infecção VIH que nos dá uma ideia até onde foi o SNS.

Quando referirem a morte das crianças a partir dos dois anos, a tuberculose, a sifilis congénita, a gravidez da adolescência, chegarão ao ponto de até onde levaram o SNS.

A propósito, alguém viu por aí a Comissão de Luta contra a SIDA ?

11:20 da tarde  

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