segunda-feira, maio 2

ANF à Troika

A Troika da nossa humilhação parece apostada em fazer descer o preço dos medicamentos em seis por cento. À custa da redução do lucro das farmácias dos actuais vinte para catorze por cento. Medida que se traduzirá na redução directa do PVP dos medicamentos. E no encaixe de milhões de poupança por parte do Estado.


Ficamos a aguardar com expectativa as medidas concebidas pela TroiKa dirigidas à Indústria Farmacêutica.
drfeelgood

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4 Comments:

Blogger e-pá! said...

Em Agosto, do ano passado, João Cordeiro classificou a situação económica e financeiras das farmácias como “preocupante”… link
Alertava, na altura, para um crescente número de farmácias com os “fornecimentos em suspenso”, segundo este dirigente, reflexo da crise económica e financeira que atinge o sector.
Apontava, também, as “magras” margens de lucro e a quebra do volume de negócio consequência das medidas administrativas que baixaram os preços dos medicamentos, bem como da diminuição receitas decorrente do progressivo aumento da introdução de genéricos no mercado. Denunciava, ainda, uma inversão do consumo constatando uma descida das vendas em ambulatório e um aumento do sector hospitalar.

Ora bem. Há cerca de 1 ano o lobby da ANF foi posto a funcionar. Resultou.
No encerramento do 9º Congresso Nacional de Farmácias, a Ministra declarou: "não é indispensável a intervenção do Governo na fixação das margens de cada agente económico no sector do medicamento". Para Ana Jorge, ao Estado cabe "salvaguardar o direito ao acesso do cidadão" aos fármacos e que para isso basta-lhe "fixar os preços máximos".
Deixa, assim, à indústria, farmácias e distribuidores o ónus da definição das "margens adequadas ao seu próprio negócio". link
Enfim, a solução da liberalização do mercado medicamentoso, acordada entre os actores económicos e o Governo, vai de encontro à ideologia neoliberal que norteia a actuação e o gizar de propostas da "Troika" em "serviço" no nosso País.

O trabalho de casa foi sendo, paulatinamente, feito.
Os diferentes agentes do mercado medicamentoso vão começar a funcionar, “livremente”.

Difícil será estabelecer o preço máximo dos medicamentos de modo a proteger os consumidores finais, i. e., os utentes. A pretensão de descida dos medicamentos em 6% é, neste quadro, uma mera intenção ou um objectivo estimável. Para as Kalendas gregas...
Praticamente impossível será, por outro lado, garantir a acessibilidade de todos os portugueses aos fármacos. Mas essa será a tarefa do Infarmed e do Governo. O mercado não tem nada a ver com isso. Desde que não seja regulamentado ou regulado.

Mas o problema da liberalização das margens de comercialização e de distribuição [esta também não indiferente à ANF] vai de vento em popa.
Estas conjunto de circunstâncias deve bastar para responder às preocupações da “Troika”…

Outro problema será o respeitante ao pontencial conflito entre a IF, (Apifarma) e a ANF, problema a resolver em conformidade com os preceitos da livre concorrência.

Enfim, tudo livre! Num País penhorado.

10:43 da manhã  
Blogger alberto s said...

porque não fecham as farmácias?
estão a matá-las aos poucos o que é muito doloroso.
Silva

12:39 da tarde  
Blogger Vareja said...

Se é descer 6%, então de 20% passará a 14%.

9:22 da tarde  
Blogger Vareja said...

Se a 20 tirar 6 ficam 14

9:23 da tarde  

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