quinta-feira, novembro 17

Prá Angola e em força

Para uma pessoa que ostenta e tem uma imagem de rigor, dizer que há mil médicos a mais nos hospitais, link quando um documento oficial de próprio ministério diz o oposto, é pouco abonatório do perfil que cultiva. link

Numas especialidades haverá profissionais a mais na maioria a menos que o necessário às necessidades do País. Este processo de deve e haver é aliás difícil de estabelecer tendo em conta os diversos regimes de trabalho no SNS. Há especialidades como a Medicina Interna, em que a maioria estará em exclusividade (42 horas) enquanto noutras, Radiologia por exemplo, a prática é do tempo parcial (35, 20 horas; menos por vezes). Por outro lado, é necessário saber como se estabeleceram esses ratios (baseados no SNS Inglês, noutro qualquer, definidos pelos colégios de especialidade da OM?).

O que dá mesmo para perceber desta conversa de Paulo Macedo é que o seu ministério arranca para 2012 com um deficit assumido e consentido, de 200 milhões de euros. Portanto, como quem não tem dinheiro não tem vícios, convém ir avisando o pessoal (leia-se jovens especialistas) que novas admissões no SNS vão ser só para alguns (imaginem-se os critérios).

Será pois conveniente que a maioria vá pensando em saídas noutras paragens. Mendes Ribeiro já foi mais explícito nesta matéria ao dizer que em Angola há três hospitais construídos por Espanha encerrados por falta de profissionais. Portanto, para Angola rapidamente e em força


Tavisto

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2 Comments:

Blogger e-pá! said...

Uma correcção (não relevante e formal).

Quando se escreve que: "Radiologia por exemplo, a prática é do tempo parcial (35, 20 horas; menos por vezes)..." passa-se ao lado que para os médicos especialistas do quadro (uma espécie em extinção), as 35 horas/semanais representam o tempo completo. A verdade é que uma parte significativa dos jovens especialistas trabalha nos HH's em regime de CIT, portanto, com um horário definido contratualmente, em regra, 42 horas.
Todavia, neste momento, ter um horário semanal de 42 ou de 35 horas, não é indiferente para os sinuosos cálculos sobre recursos humanos (neste caso médicos especialistas) especialmente quando se importam dados do exterior.

Finalmente, julgo que a discrepância de números, contingentes e necessidades, salientada pelo deputado João Semedo e imputada ao SE (ex- ACSS), deve ser estendida ao plano de reestruturação hospitalar do inefável Mendes Ribeiro, onde a mobilidade especial, deverá ser um corriqueiro instrumento de gestão (... perdendo todo o carácter "especial"!).

12:08 da manhã  
Blogger tambemquero said...

«Estou convicto de que essas declarações revelam um desconhecimento completo da realidade do sector. Não podem assentar, naturalmente, em quaisquer dados concretos e objectivos e prefiro optar por considerar que se trata de ignorância e desconhecimento da realidade do sector »

Mário Jorge Neves, vice-presidente da FNAM , TSF, 16.11.11

11:24 da tarde  

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