DE a favor de CC
O colega Ricardo transcreve no seu comentário a "interpretação" que Mário Batista (MB) faz no Diário Económico (DE) das declarações dos (seus) entrevistados.link
Ora, salvo melhor opinião, parece-me forçada aquela interpretação (com excepção de MD, sem surpresa!) e um tanto fora do próprio título e subtítulo da notícia, a saber:
Parceiros da Saúde Dividem-se Sobre Medicamentos - Há uma divisão sobre a bondade da suspensão da compra de novos fármacos.
Talvez por coisas como esta, CC, no artigo hoje publicado no DE link considere que a crítica de André Macedo "surpreende face à linha editorial do jornal, sendo difícil reconhecer no texto pensamento anterior do seu autor". E diz ainda CC: "Subitamente, o prestigiado e reformista DE converteu-se no paladino do despesismo “à conta do Estado".
É assim.
Tal como fez com o Relatório da Primavera do OPSS, CC veio criticar (e é um seu direito) uma opinião que lhe é desfavorável.
Mas mais do que criticar a opinião do autor da crítica, saiu a criticar o próprio DE.
Que dirá CC da interpretação de Mário Batista? E de muitas outras notícias e artigos do mesmo DE que, sistematicamente, têm surgido em seu apoio ?
Ora, salvo melhor opinião, parece-me forçada aquela interpretação (com excepção de MD, sem surpresa!) e um tanto fora do próprio título e subtítulo da notícia, a saber:
Parceiros da Saúde Dividem-se Sobre Medicamentos - Há uma divisão sobre a bondade da suspensão da compra de novos fármacos.
Talvez por coisas como esta, CC, no artigo hoje publicado no DE link considere que a crítica de André Macedo "surpreende face à linha editorial do jornal, sendo difícil reconhecer no texto pensamento anterior do seu autor". E diz ainda CC: "Subitamente, o prestigiado e reformista DE converteu-se no paladino do despesismo “à conta do Estado".
É assim.
Tal como fez com o Relatório da Primavera do OPSS, CC veio criticar (e é um seu direito) uma opinião que lhe é desfavorável.
Mas mais do que criticar a opinião do autor da crítica, saiu a criticar o próprio DE.
Que dirá CC da interpretação de Mário Batista? E de muitas outras notícias e artigos do mesmo DE que, sistematicamente, têm surgido em seu apoio ?
tonitosa
Etiquetas: Tonitosa
























5 Comments:
Perfeitamente radical ou non sense ou ...?
"Ministro «nunca» vai ao centro de saúde" em http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=713761&div_id=291
O Ministro da Saúde conseguiu, uma vez mais, por um jornal a noticiar, 2 ou 3 porta-vozes oficiosos a apoiar e, finalmente, colocar-se quase no papel de comentador do que tinha induzido.
Não há nada de novo nisto tudo. Tal como não há nada de novo desde o dia em que a Lei do OGE foi aprovada.
Nem mesmo nada de novo sabendo-se que a factura com medicamentos tem vindo a ser uma responsável principal pelas derrapens orçamentais.
Mas há aqui muita coisa de novo. O quê ?
- O Ministério que diz que não paga. Mas não paga o quê ? Não sabe.
- a indústria (apodada de chantagista e culpada pelo descalabrado) tem uma reacção de marido enganado, atento, venerando e obrigado.
- a imprensa "cor-de-rosa" que dando "uma no cravo e outra na ferradura", como muito bem disse TonitoSa, demonstra que anda a toque de caixa.
- o fenómeno "peritos do INFARMED" que vão resolver num ápice o que 54 Comissões de Farmácia e Terapêutica andaram durante 30 anos a estragar.
- o deslumbramento de alguns quando designam por medida de coragem actos administrativos característicos de um clima de crise profunda, mas bem mitigada pela comunicação social "à ordem".
Ou não paga, ou transfere parte da conta para terceiros. Á política do medicamento ainda não passou daqui vão lá quase dois anos.
As coisas até parecem bater certo.
Como já foi aqui dito, a centralização da decisão agrada à Indústria.
Indústria farmacêutica quer que seja o Estado e não os hospitais individualmente a definir a quantidade e o preço dos novos medicamentos.
Mário Baptista
A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) defende que a escolha dos medicamentos inovadores a serem comprados pelos hospitais deve obedecer a um contrato-programa em vez de ser definida individualmente pelos hospitais.
Em declarações ao Diário Económico, o presidente desta associação diz que é essencial “a definição de um contrato-programa entre as empresas e o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento - Infarmed, que defina a quantidade e o preço a que estas novas moléculas devem entrar nos hospitais”.
DE, 07.06.06
O olhar clínico do tonitosa a funcionar.
Parece-me, após várias intervenções no mesmo sentido, que este caso do corte de novos medicamentos hospitalares, pôs a nu, uma vez mais, a promiscuidade existente entre o poder político e os media.
CC deu instruções a um número restrito de hospitais que suspendessem, não sabe bem o quê, até que voltasse de férias e nomeasse a comissão avaliadora de peritos.(os peritos também têem direito a férias).
Passados três meses na paz do senhor, eis senão quando, CC , regressado de férias, faz anunciar através do DE essa radical medida, susceptível de agitar, revolver os pávidos e chatos dias de Agosto.
Não esquecer que CC havia sido arredado da ribalta pouco antes de ir de férias pela sua colega da Educação.
Para a coisa ser mais excitante, nada melhor do que a encenação de um combate à Tarzan Taborda (Deus o tenha em paz).
Artigo lá, artigo cá, e aí temos lançada mais uma vibrante discussão, sobre a incapacidade próxima de o Estado assegurar o tratamento de todos os cidadãos.
Mais umas tantas farpas para destroçar o mito do Estado Social.
E quem nos pode valer,afnal...
Pois claro:
As empresas privadas que fazem fila à porta do MS à espera do naco do sector público que lhes há-de caber.
Foi assim no tempo da Margaret e do tio Reagan.
O mal do senhor Figueiredo é que hoje os mancebos não vão à tropa. Sobra-lhes tempo para lêr muita literatura de merda, dita cor de rosa, ficando só com uma parte das meninges a trabalhar.
No meio deste caldeirão de primas donas o nosso ministro avança efabulando sobre o DE, considerando-o "reformista e prestigiado"
Ao que isto chegou.
Vou tomar umas aspirinas que comprei no supermercado. Talvez vasodilatando, rebente.
Estou, em definitivo, a perder a alegria de viver.
Se não der, vou tentar o paracetamol. Está em promoção na farmácia do meu bairro.
Uma cigana vaticinou-me a morte por excesso de automedicação.
É o que está a dar.
Só para esclarecer dois ou três pontos que ressaltam da leitura dos posts e dos comentários:
1. O ministro da Saúde, ao contrário do que diz o guidobaldo, não "conseguiu, uma vez mais, por um jornal a noticiar". A notícia dos medicamentos nos hospitais não teve origem no Ministério da Saúde.
2. Logo, ao contrário do que diz o joaopedro, o ministro não "faz anunciar através do DE essa radical medida" (de cortar medicamentos novos nos hospitais).
3. O facto de os editoriais traduzirem, geralmente, uma opinião favorável da actuação deste ministro, não faz com que o jornalista que assina os textos esteja ao dispor do Governo para "fazer anunciar" nem "pôr um jornal a noticiar". No entanto, convém lembrar que um jornal vive de notícias.
4.A parte importante do comentário do joaopedro (descontando os impropérios irrelevantes) têm a ver com a falência do modelo social europeu. Mas já que está contra tudo e todos, pergunto-lhe: que medidas propõe para controlar a despesa mantendo a qualidade do atendimento e tratamento, aumentar a eficiência dos hospitais e, ao mesmo tempo, combater os lóbis que legitimamente (ou não fosssem empresas privadas cujo objectivo primordial é o lucro) têm interesses na Saúde? Talvez possamos, com a sua resposta, passar a discutir o essencial.
Mário Baptista
Enviar um comentário
<< Home