terça-feira, novembro 9

Hospitais querem poupar na informática

Administradores estão a questionar custos do programa para gerir fluxo de doentes. Aveiro já desistiu do ALERT link

Obrigados a mais cortes no orçamento, responsáveis de hospitais públicos estão a questionar a continuidade de uma das ferramentas informáticas que mais têm contribuído para modernizar a gestão hospitalar. Dizem que o ALERT é muito caro e hoje existem versões mais baratas, fornecidas pela própria tutela.
A primeira desistência já aconteceu no Hospital Infante D. Pedro, Aveiro. “A substituição foi uma opção de gestão”, justifica o presidente do conselho de administração, Francisco Pimentel. A unidade dispõe agora de um sistema fornecido pela Administração Central do Sistema de Saúde e gasta menos €62 mil por anopreço do contrato de manutenção do ALERT.
semanário expresso 06.11.10

No mínimo estranho o facto de os administradores hospitalares decidirem trocar o Alert pelo velhinho SAM (Sistema de Apoio ao médico) da ACSS.
Há quem pense que a crise está a levar os gestores hospitalares a reporem uma situação estranha que nunca foi devidamente explicada: Gastar uma pipa de massa numa ferramenta imposta com resultados sofríveis.

Libânio

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25 Comments:

Blogger Mauro_G said...

Que dados tem o Libânio para afirmar que o desempenho do Alert é sofrível?

Tem algum estudo acerca disso?

Trabalha com o Alert?

Não me parece senão não diria tal coisa...

Um programa muito longe do ideal mas com uma usabilidade a milhas do SAM...

11:15 da tarde  
Blogger saudepe said...

Um programa muito longe do ideal...
E será que vale o preço?

11:27 da tarde  
Blogger Jorge said...

O Alert é uma ferramenta muito mal aceite pelos profissionais de saúde, que tem custos demasiado altos e que só foi adoptado pelas instituições por razões óbvias que todos conhecemos.
Não evolui e não responde às necessidades das instituições.
Não é o marketing que trata os doentes...
Pelo valor com que foi vendida (porque agora as vendas acabaram) e pelos custos cobrados pela manutenção, teria de ser muito mais evoluida, porque desde o seu início foram dadas as condições ideais que qualquer empresa sonha, mas nem assim.
Só quem não conhece pode dizer bem, veja-se a título de exemplo o caso do Alert P1 e os problemas com que os cuidados primários e os hospitais se debatem.
Ainda estamos a aguardar a posição que a ERS vai tomar depois de ter conhecimento destes problemas.
Uma característica da empresa com que as administrações pactuam é o facto de obrigar as instituições e os serviços a moldarem-se às ineficiencias das suas ferramentas.
Como é possível num ministério que tem uma ferramenta própria, muitissimo melhor (informação dada pelos profissionais que conhecem os 2 programas) com custos de desenvolvimento e manutenção infinitamente menores, se tenha autorizado e inclusivamente criado linhas de financiamento dedicadas à aquisição do Alert?
Parabéns aos responsáveis do Hospital de Aveiro, que demonstraram ser de facto gestores.
É desta gente que Portugal necessita para sair do buraco onde nos meteram com negócios deste tipo.
Será que agora os restantes colegas gestores das outras instituições de saúde também demonstram ter a mesma seriedade e profissionalismo?

12:47 da manhã  
Blogger Miguel said...

Não percebi, desde o seu início, o contrato celebrado entre o Ministério da Saúde (IGIF) e a empresa detentora do ALERT e, já agora, a extinta CPCis (actual GLINTT).
Os hospitais estão agora presos a soluções que custam uma pipa de massa anualmente em contratos de manutenção. As administrações eram livres de escolher, mas o próprio MS não pode sacudir "água do capote"

10:24 da manhã  
Blogger Joaopedro said...

O MS tem promovido muitas destas verdadeiras armadilhas, onde se esbajam rios de dinheiro dos contribuintes, para mais tarde vir acusar os administradores hospitalares de má gestão.

11:57 da manhã  
Blogger saudepe said...

«Apesar dos custos, os administradores reconhecem a qualidade. O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Pedro Lopes, confirma que “houve muitos ganhos” com o ALERT. Ainda que alguns o tenham entendido como “uma imposição da tutela”.»

Como sempre o nosso Grande Líder não acerta uma e vem a público defender o custo benefício do Alert.

12:11 da tarde  
Blogger Saloio said...

O Mexilhão...

Este é mais um de muitos dos tristes episódios em que a tutela foi empurrando os hospitais para situações de duvidosa legitimidade para depois alijar responsabilidades, sacudindo a água do capote e fazendo verter (como de costume) as responsabilidades sobre os administradores hospitalares. Veja-se o que aconteceu, por exemplo, com a imposição política para que os hospitais aderissem “à força” à defunta Central de Compras, com parceiros privados metidos “a martelo” sem concurso e contra a vontade dos próprios hospitais. No final, para variar, o TC criticou os dirigentes deixando de fora as responsabilidades políticas. Neste MS aplica-se muito o velho princípio do “mexilhão”…

12:46 da tarde  
Blogger ochoa said...

Será por isso que o Alert contratou o Miguel Relvas, braço direito de PPC, como consultor da empresa na mira que melhores dias virão.

5:09 da tarde  
Blogger Paco said...

O que vem sendo exposto (decisões dos CA, que tinham e têm autonomia para tal / alegada "imposição" da tutela, sob qualquer forma) é demonstrativo da realidade com que se vive no nosso país ao nível de muitos cargos de gestão nomeadamente no SNS), quando se depende hierarquicamente de certas personalidades: - é como no circo "o artista" estar a "trabalhar sem rede"....
Se não fosse por todas as razões de rigor, esta deve merecer especial atenção na tomada de decisões...

9:44 da manhã  
Blogger r00ki3 said...

Estou a ver que a generalidade das pessoas que comentaram contra o Alert gostaria ainda se usar MS-DOS nos seus PCs em casa.. lol

É tudo contra a evolução, ahh é verdade, mas se fosse a Microsoft a criar uma ferramente que custasse milhões ao Estado por ano já tudo estaria bem, porque afinal é a Microsoft que não é nacional, porque tudo o que é nacional é uma porcaria... enfim!

10:44 da manhã  
Blogger Carmo said...

De facto o SAM - no seu módulo de Urgência - não constitui um sistema de gestão do fluxo do doente no serviço de Urgência. É exclusivamente um sistema orientado para o registo clínico dos médicos. Não integra os registos dos restantes profissionais que trabalham no ou para o Serviço. Ao substituir o Alert-EDIS ou Alert-ER pelo SAM, onde passarão os enfermeiros, os técnicos de TDT ou os assistentes sociais a efectuar os seus registos? Onde será feita a prescrição e o registo da administração terapêutica? Há integração das prioridades de Manchester e da queixa no SAM-Urgência? O SAM por si só e isolado não constitui um processo clínico integrado e interdisciplinar, que é como tem que ser pensado qualquer sistema na área da saúde.
Já a questão da análise custo-benefício é muito pertinente. De forma a ultrapassar esta eterna desconfiança e para que outras instituições possam tomar decisões informadas no momento da adjudicação de sistemas clínicos, deveriam ser feitos esforços para ter um estudo sério e bem feito, em que sistemas clínicos informáticos, realmente alternativos, sejam comparados. É claro que os resultados (eficiência, qualidade na prestação de cuidados, etc.)da implementação destes sistemas dependem muito do aproveitamento que os profissionais e Conselhos de Administração fazem deles.

12:33 da tarde  
Blogger Carmo said...

EuroRec - EHR-QTN is a Thematic Network project that prepares the health community across Europe for systematic and comparable quality assurance and certification of e-Health products, more specifically of the Electronic Healthcare Record systems. http://www.eurorec.org/RD/index.cfm

1:16 da tarde  
Blogger Carmo said...

Um passo no caminho que defendia no meu post anterior:
EuroRec - EHR-QTN is a Thematic Network project that prepares the health community across Europe for systematic and comparable quality assurance and certification of e-Health products, more specifically of the Electronic Healthcare Record systems. http://www.eurorec.org/RD/index.cfm

1:18 da tarde  
Blogger Gaspar said...

A Estória do Alert: Num 1º momento, LFP, tentou impôr. Houve aderência e recusas! Depois com CC acho, n tenho a certeza, foi imposto, ao q julgo até por telefonemas aos mais reticentes. Dizem agora que os custos s incomportáveis, bom, mas já eram no início, era apenas uma questão de contas! Qto à substituição desse e de outros softwares, excluindo o SAM, convinha saber: antes de atirar, quem adequiriu os anteriores, com q custos, porque o fez, porque razão foram "agora" substituídos, quem são e donde são os fornecedores

3:35 da tarde  
Blogger Mauro_G said...

Mais uma vez emitem-se opiniões como se fossem notícias e factos...

Alguém fez algum teste de usabilidade ao Alert e a outros programas que "dizem" ser melhores?

Estudos de satisfação dos profissionais com o sistema de informação?

Ineficiências de cada um dos programas?

Integração no workflow?

Factor tempo?

Duvido que um só comentador deste blogue tenha usado o programa ou outro...

Dizer que é caro é uma coisa... dizer que o programa é mau e existem melhores alternativas é outra coisa...

7:35 da tarde  
Blogger Jorge said...

Quem diz mal do Alert, fá-lo porque o conhece e o usa, este grande número de comentários é disso prova.
Será que as criticas e alertas feitos para a realidade que todos conhecem e vivem, têm de se basear em estudos?
Isto é tão básico que o senso comum é suficiente!
Ninguém diz bem dos produtos alert.. ou melhor, quase ninguém porque há umas personagens que recebem uns bons dinheiros para dizerem bem... como se pode ver por alguns comentários aqui feitos.
Eu bem gostava de ver estudos feitos por entidades credíveis para saber até que ponto os utentes, os profissionais e as instituições são prejudicadas com as ferramentas alert!!!
Isso sim era serviço público!

11:17 da tarde  
Blogger El Unclo said...

Independentemente da qualidade (ou falta dela) do ALERT EDIS, dizer que o SAM é uma alternativa é tão absurdo como dizer que uns patins são alternativa a um carro...

Dos vários sistemas que conheço para gestão de fluxo de doentes, todos têm um ponto em comum: são depreciados pela maioria dos profissionais que os usam!
Isto acontece porque as mais-valias não são evidentes para todos. Os profissionais sentem o seu trabalho sob constante escrutínio (o que aliás é verdade) e consideram as aplicações pouco práticas, porque a necessidade de obter informação estruturada, leva a que não baste escrever 4 ou 5 palavras em campos de texto livre...

O ALERT não é excepção, apresenta falhas e é pouco flexível... esta falta de flexibilidade leva a que os serviços de urgência acabem por ter de se adaptar à aplicação.
Não obstante, ao forçar determinados processos, esta adaptação leva (por norma) a melhorias, levando definição de vários procedimentos que muitas vezes não estavam ainda pensados.

É uma situação em tudo semelhante ao que aconteceu no início da década com a profusão de sistemas de ERP (e.g. SAP) nas mais variadas indústrias. A aplicação força o processo... e desde que a aplicação seja bem pensada, isso acaba por ser útil.

2:58 da tarde  
Blogger Mauro_G said...

Jorge:

A meu ver e a bem da credibilidade de qualquer opinião mais fundamentada de facto os estudos são mais do que necessários... São essenciais!

O senso comum que diz usar no seu argumento diz-nos que não usa o Alert pois , à imagem do que disse Carmo, o SAM por exemplo não é uma solução e seria até um problema com contornos dramáticos usá-lo simplesmente abandonando o Alert.
Quem diz o Alert diz qualquer outro sistema que seja de acesso a qualquer profissional.

Seria interessante fazer um estudo retrospectivo que nos mostrasse o tempo de estadia média num serviço de Urgência antes e depois do Alert.
Qualidade da informação
Usabilidade face a outras alternativas
Custo benefício... Esta iria mostrar muitas surpresas.

PS: Sou um mero utilizador e até lhe digo que o Alert ER ( a versão que uso)está cheia de erros e problemas mas que mesmo assim preenche melhor as minhas necessidades enquanto profissional do que qualquer uma das alternativas, isto adaptada ao contexto do serviço de Urgência.

Já agora perguntaria a quem diz que o ALERT é mau se conhece uma alternativa melhor? Se sim agradecia...

3:05 da tarde  
Blogger xpto_epe said...

ALTERNATIVAS?
Boas e mto mais baratas:
O H. Prof. Fernando Fonseca (Amadora/Sintra), por exemplo, está neste preciso momento a instalar um sistema da Siemens (o Soarian) nas suas Urgências!
E pelo preço de um Alert numa Urgência (quase 1 Milhão em média), o Amadora/Sintra INSTALA NO HOSPITAL TODO!
Um programa único, acessível a todos os profissionais e para todas as áreas do Hospital!
Alternativas existem, basta procurar... abrir os olhinhos e não seguir com a "carneirada"...
Fica uma primeira sugestão, para não parecer que só estamos a "botar abaixo".

9:54 da manhã  
Blogger El Unclo said...

Caro XPTO_EPE,

Denoto algum "Sebastianismo" no seu comentário... mas não tenha dúvidas: o SOARIAN não é alternativa ou solução para nada!
É um sorvedouro de recursos e os médicos detestam-no (ainda mais do que ao Alert).
Mais sugestões? Alguém?

11:37 da tarde  
Blogger ochoa said...

Desktop Médico da Glint.

11:55 da tarde  
Blogger Carmo said...

O Sorian? Uma regra há muito aprendida nos hospitais: nunca tecer comentários sobre a eficácia dos sistemas informáticos antes de, pelo menos, 4 meses de utilização. Quando o sistema estiver implementado e em pleno funcionamento no Fernando da Fonseca aí poderemos dizer se é uma alternativa. Ou, porque não ir hoje ao Hospital da Luz? Não me parece que os profissionais (atenção que este universo não se restringe aos médicos) estejam muito entusiasmados com o Sorian. Mais uma informação pertinente: qual o custo da assistência técnica anual dessa implementação que refere do SORIAN no Fernando da Fonseca? Sabe que a SIEMENS não é propriamente barata nos seus serviços de assistência. Longe disso!

11:10 da manhã  
Blogger Carlos Sousa said...

Este comentário foi removido pelo autor.

4:48 da tarde  
Blogger teimoso said...

tudo isto é engraçado...
bem se calhar eu tenho alguma experiencia, 4 anos de alert!...
algumas considerações...
tudo era deles, até o instinto igif eles iam comprar....
não valia a pela consultar mais ninguem, pois só os mpc corriam o alert... 4000 euros cada posto de trabalho... deviam ser em ouro ou platina...
ligações a outras aplicações? para quê? o alert ia ser o futuro do sonho...

bem pensem no seguinte? o que é importante na construção de uma aplicação? não será a análise de requisitos? quem melhor que ninguem, a não ser os os profissionais do sns o poderia fazer melhor?
somos todos burros? ignorantes?
Vejam o exemplo do ministério das finanças, o salto enorme que dei em sistemas de informação...
quanto dinheiro deitado á rua, ou não...
80.000 ano * 40 hospitais 3.2 milhoes de euros, o ms se quisesse negociava o pacote por 300.000 euros para todos e ainda sobrava dinheiro.
a quem isto interessa?
a mim não de certeza...

9:01 da tarde  
Blogger blackjack said...

conheço o alert e o sam ...
Estou em crer que o Alert, Sysqual (pontómetro) foi uma golpada igual àquela das empresas de publicidade que fazem contratos chorudos com o governo ...
Volta Oliveirinha de Santa Comba para correr com esta corja de licenciados na 4ª década de vida, com cursos tirados em instituições de reputabilidade duvidosa ... e não me estou a referir somente ao transmontano do inglês técnico ...

1:40 da tarde  

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