sexta-feira, junho 17

Paulo Macedo

Todos devem estar lembrados dos episódios chocantes protagonizados por Ana Jorge quando se tratava de abordar em público as contas da saúde. Para não falar dos inúmeros puxões de orelhas de Teixeira dos Santos.
Pois bem, nos próximos tempos estaremos em princípio livres de humilhações semelhantes. O próximo ministro da Saúde, uma surpresa, é Paulo Macedo um técnico experiente que sabe de contas.
A colocação de PM na Saúde tem uma leitura imediata óbvia: As Contas da Saúde são matéria da máxima prioridade do novo Governo de maioria PSD CDS-PP

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15 Comments:

Blogger saudepe said...

O contra-exemplo: Paulo Macedo. É economista, gestor, administrador de banco, foi director-geral dos Impostos. O novo ministro da Saúde nunca deu uma injecção a um doente e roga-se que nunca o faça, mas não haverá neste momento médico nem director hospitalar em Portugal que não esteja com medo da sua tesoura e bisturi. Porque Paulo Macedo tem do seu lado a autoridade da experiência passada e do seu sucesso reconhecido e aplaudido nas Finanças. Aqui não há qualquer equívoco: vem para cortar nas despesas da Saúde, onde se suspeita de haver uma espécie de “Face Oculta” nas compras de material, e onde há lóbis poderosos numa actividade que também é um negócio e que tem sido pior negócio do que muitos pensavam (basta ver o prejuízo da Caixa Geral de Depósitos nos seus hospitais). Macedo é uma escolha polémica e vai ser contestada mas é uma boa escolha precisamente por isso: o Serviço Nacional de Saúde português é um sucesso, mas é demasiado dispendioso. Paulo Macedo não vai tratar da Saúde, vai racionalizar o Serviço – vai mantê-lo Nacional (isto é, público)?link

pedro santos guerreiro JN

9:33 da tarde  
Blogger tonitosa said...

Pois é. Afinal houve críticas antes do tempo. E agora?
Espero que a Saúde não seja só números, co-pagamentos, impostos e seguros.
E atenção: a Médis faz-me lembar que algo pode surgir a nível de SE's.
E espero que a "censura(?)" também deixe de existir (para bom entendedor...).

9:39 da tarde  
Blogger e-pá! said...

A 9 de Junho num post/"palpite" sobre o próximo ministro da Saúde, escrevi: "A minha sugestão é que o actual MS passe a uma Secretaria de Estado dos Negócios Sociais . Para seu titular será melhor indicar um contabilista [sem qualquer menosprezo pela função governamental, nem pela profissão, mas tão somente com a finalidade de tornar menos penosas as auditorias da "troika"]. link
Ora, ele aí está!

10:35 da tarde  
Blogger saudepe said...

Maria de Belém Roseira disse hoje, na RTPN, que "é importante conhecer a Saúde" para desempenhar o cargo de ministro dessa Pasta. Apesar disso, salientou que também é preciso "rigor" para estar naquela função. A declaração foi feita depois de ter sido conhecido que o administrador do Banco Central Português, Paulo Macedo (na foto), será o responsável pela Saúde no Executivo liderado por Pedro Passos Coelho.

"Sempre defendi que a questão financeira da Saúde controla-se através da Economia da Saúde", comentou à estação de televisão. "Por isso, é importante conhecer a Saúde", acrescentou.

Apesar disso, salientou que tem "a melhor das impressões" sobre Paulo Macedo, que foi já director-geral de Impostos, e que "também é importante rigor" para se ser ministro da Saúde.

JN 17.06.11

10:39 da tarde  
Blogger tambemquero said...

A grande questão com que Passos Coelho se defronta é a de saber quem vai mandar no Governo. Há, como se sabe, três candidatos: o próprio, que se considera legitimado pelo voto popular para exercer as funções de coordenação e direcção do executivo; Paulo Portas, que pela primeira vez chega ao poder com um líder do PSD mais fraco do que ele e que, além disso, se considera muito mais preparado e capaz; e, por último, Belém, que quer ter um papel preponderante no próximo executivo não apenas pela informação segura que quer recolher a tempo e horas, mas fundamentalmente pela presença nele, em pastas importantes, de gente da sua confiança com que possa falar e aconselhar à vontade sem peias institucionais.
Neste jogo complexo, Portas tenderá a apoiar conjunturalmente Belém, insistindo em nomes próximos de Cavaco ou por este aceites sem reservas. Quer dizer, Portas não só está tendo inteira liberdade na escolha dos ministros do CDS como está opinando sobre os do PSD.
Perante este cenário, o desamparado Passos Coelho – ele está amparado em Relvas, mas isso conta pouco – começa por jogar a sua credibilidade na composição do Governo, mais do que da sua orgânica. Se as pastas-chave forem ocupadas por nomes próximos de Cavaco e do CDS, como muito provavelmente vai acontecer, o indigitado Primeiro Ministro dificilmente recuperará a autoridade que à partida perdeu.

JM Correia Pinto

10:50 da tarde  
Blogger tambemquero said...

Um profissional da banca infiltrado na Saúde o que quererá dizer?

Ñunca é demais relembrar que a troika mandou vender os hospitais da CGD.

Como se costuma dizer: Será que isto está tudo interligado?

10:56 da tarde  
Blogger tonitosa said...

Só para que conste. Mas este elogio pode "trazer água no bico". Será por isto que as críticas futuras (que se adivinham) serão mais credíveis?
Na verdade, "quando a esmola é grande o pobre desconfia!"
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Em declarações à Agência Lusa, Correia de Campos realçou a "boa capacidade de gestão de recursos humanos e de gestão financeira" de Paulo Macedo, considerando-o por isso "uma boa escolha".

"Pode parecer estranho um homem da banca ir para a saúde, mas não podia ser melhor", adiantou.

12:35 da tarde  
Blogger DrFeelGood said...

Penso que houve respeito pela Saúde. Trata-se em principio de uma boa escolha.
O pior é a política liberal-social a executar.

1:21 da tarde  
Blogger tambemquero said...

O candidato a secretário geral do PS, Francisco Assis, afirmou hoje que o novo Governo tem um projeto de recuo profundo das funções sociais do Estado, é ultraliberal e a sua composição apresenta algum amadorismo.

Em declarações à agência Lusa após a primeira ação de contacto com as bases do partido, numa sala de Abrantes que se revelou pequena para acolher aqueles que o quiseram ouvir, Francisco Assis revelou "algum medo do que aí vem", criticando a composição anunciada do novo Governo e alguns dos titulares de pastas ministeriais.

"Desde logo a composição deste Governo revela que a direita tem um projeto de recuo profundo das suas funções sociais e é um projeto que mistura um preconceito ideológico anti Estado social, é ultraliberal, e revela algum amadorismo que se vai começar a notar", afirmou.

expresso, 18.06.11

7:14 da tarde  
Blogger tambemquero said...

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Na Saúde, a primeira pergunta que se impõe é: Quanto vai ganhar Paulo Macedo? Pois se nunca se conheceu o fundamento jurídico da sua remuneração enquanto esteve no tesouro e se sabe que deixou o lugar quando cessou a possibilidade de continuar a ser remunerado nos mesmos termos em que era no governo PSD/CDS, a questão tem todo o fundamento e exige um esclarecimento público. Claro que com tão altos ordenados, alguns de legalidade muito duvidosa, não admira que o novo ministro entenda que a “crise é a maior bênção”que pode acontecer a países como Portugal. Fica a expectativa do que fará na Saúde: se vai cortar no supérfluo e no desperdício ou se vai entregar o que é negócio aos privados. E a que tipo de “lobbies” vai ele fazer frente no ministério…Dentro de dias se saberá.
...

Em conclusão: a orgânica e composição do governo obedecem a uma ideia bem estruturada que não deixa qualquer espécie de dúvidas quanto ao que vai ser a sua acção política.

JM Correia Pinto

7:41 da tarde  
Blogger Brites said...

Com o Tonitosa não há que saber: preso por ter cão e preso por não ter.

8:56 da tarde  
Blogger Clara said...

Vamos esperar para ver.Mas um bom cobrador de impostos é dificil dar um razoável ministro da Saúde.
Depois vamos ter a frente do dito sector social com as misericórdias à cabeça, encorajadas por aníbal cavaco silva, e a frente dos ditos investidores privados com bancos a comandar a investida.
Eu acho que isto vai redundar tudo numa grande negociata de milhões a perder de vista.

Nota: Quando é que o Xavier manda o amigo Tonitosa de vez à pesca das ... corvinas. That´s a very poor sick man. Estou disponível para o atender no meu consultório

11:00 da tarde  
Blogger tonitosa said...

Como se pode verificar, uma das mais importantes medidas do anterior governo, a que deve ser dada continuidade, tem a ver com os cuidados continuados. Particularmente na área da Psiquiatria. Ainda andam por aí alguns doentes que, depois de terem tido alta (eu sabia que teria ido ao médico), não podem ser mandados para casa!!!

11:53 da tarde  
Blogger ochoa said...

Um cobrador de impostos na Saúde é muito mau prenúncio.
Para já o aumento das taxas moderadoras indexadas à inflação. Posteriormente indexadas ao rendimento de cada cidadão. Por fim o "opting out".
E assim temos o fim do SNS.
Porreiro, pá!

1:14 da manhã  
Blogger Clara said...

...
Ao longo destes cinco séculos de história comum, nem sempre o desejável espírito de cooperação e a autonomia institucional foram respeitados. Há que reconhecê-lo!

Já na vigência do actual regime democrático, essa relação, que deveria ser de confiança e de partilha na busca de soluções para os problemas que afectavam a população portuguesa, foi fortemente abalada pela concepção estatizante de alguns governos.

O que se passou no domínio dos cuidados de saúde é um bom exemplo dessa quase obsessão de tudo sujeitar à tutela e à administração directa do Estado.

As consequências desses excessos são hoje sobejamente conhecidas.

Perdemos muitos anos a recriar o que já estava criado, a recuperar experiência e competências que já existiam, a esbanjar recursos que poderiam ser canalizados para domínios mais carenciados e de maior urgência social.

Felizmente, tomou-se consciência dos erros e, lenta mas pragmaticamente, foi-se arrepiando caminho.

A recente celebração de um protocolo entre as autoridades de saúde e um considerável número de misericórdias portuguesas, visando a contratualização de serviço público por parte destas, é um passo que me apraz assinalar. Esse passo pode representar uma valorização significativa do sistema nacional de saúde, tornando-o mais eficaz, com maior qualidade de serviço e maior satisfação dos utentes.

Temos de reinventar o conceito de serviço público, nomeadamente na diversidade das áreas sociais. Um novo conceito que atenda mais à necessidade de dar uma resposta rápida e adequada aos crescentes problemas sociais da população portuguesa, do que ao respeito de uma visão ideológica que os tempos tornaram obsoleta.
...

PR na Sessão de Encerramento do X Congresso Nacional das Misericórdias, Arganil, 18 de Junho de 2010

ACS a radicalizar a sua faceta neo liberal em sintonia com a nova política liberal pacotilha do XIX Governo. Tudo a bem da privatização da Saúde em Portugal.
O pai do monstro a dae a sua ajudinha no escavacar do pouco de bom que existe no nosso país.

1:30 da manhã  

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