quinta-feira, setembro 15

Macedo a PM

Portugal, esbulhado por governantes e seus amigos, está em bancarrota. Vive à custa de uma Troika necessariamente implacável com um país que não soube governar. Face à dramática situação financeira, entendemos a imposição de poupar.

O SNS tem de contribuir, com um maior rigor de gestão, para o esforço nacional de equilíbrio económico. Por isso, a Ordem dos Médicos, com discordâncias de pormenor, apoiou as medidas da Troika para a Saúde. Mas, ir além do preconizado pela Troika é colocar em causa a resposta do SNS aos Doentes.
Paulo Macedo, que admiro pelo seu percurso profissional, inteligência, rigor e capacidade de trabalho, demonstrou uma invulgar produtividade em produzir cortes no SNS.

Mas precisamos é de cortes profundos na gordurosa estrutura e clientelismo partidário do Estado e Autarquias. Aí ainda pouco se viu!
Daí a sugestão de PM a PM. Portugal precisa de um Primeiro-Ministro mais eficiente no corte das gorduras, mordomias e corrupção do Estado.
O País beneficia da Qualidade do SNS. Deixem--nos trabalhar.

José Manuel Silva, Bastonário da Ordem dos Médicos, CM 15.09.11

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7 Comments:

Blogger e-pá! said...

Deixem-nos trabalhar...

Todos sabemos que existem tiradas inoportunas. Grande parte delas porque estão irremediávelmente conotadas com o mais bacoco da política.
Esta do "Deixem-nos trabalhar" para quem viveu os inefáveis anos do "cavaquismo" é, incontestavelmente, uma delas...

12:27 da manhã  
Blogger tambemquero said...

... Vi muitas: Vitor Gaspar regressará, mais tarde ou mais cedo, ao Banco de Portugal e não voltaremos a ouvir falar dele (nem a ouvi-lo falar); Passos Coelho a Massamá e às intrigas do PSD; Álvaro voltará ao Canadá e deixará de vender soluções milagrosas para o país na Internet; Nuno Crato nunca mais tornará a dar "bocas" sobre Educação; e por aí fora (isto supondo que todos estejam dotados daquele mínimo de vergonha com que o ser humano médio nasce habitualmente equipado). A esperança é, de facto, uma coisa muito bonita; mas porque é que fiquei ainda mais deprimido? link

MP, JN 15.09.11

E PM regressará ao BCP, farto da penúria de servidor público, com Joe Berardo como CEO.

12:48 da manhã  
Blogger saudepe said...

Vamos colocar na Constituição um limite ao número de infectados com doenças sexualmente transmissíveis

A ideia é simples e resume-se ao que diz o título deste post. Já a explicação é um pouco mais demorada, pelo vamos a ela sem delongas.

Como é público, as doenças sexualmente transmissíveis prejudicam as pessoas e a sociedade em geral. Defendo por isso que se deve inscrever na Constituição um limite de 3% como tecto para o número de contágios devidos a esta doença.

Esta abordagem tem ainda a vantagem de ser familiar aos portugueses, o que facilita a respectiva adopção, já que segue o habitual padrão de se fazer uma lei sempre que há um problema e é preciso dar a impressão de se estar a fazer algo para o resolver.

Finalmente, assim defendidos pelo latex protector da lei das leis, outras liberdades naturalmente virão. Por exemplo, pode-se passar a morrer mais por insuficiência renal, já que, ao que parece, há que cortar nos transplantes dos rins.

jorge fliscorno, aventar

12:52 da manhã  
Blogger Entre coutos e coutadas said...

LUÍS CASTANHEIRA NUNES apontado como novo presidente da ARS Norte (link)

Pelos vistos, hoje, já era oficial que este senhor seria o presidente do Conselho Directivo. Depois do Centro Hospitalar do Porto, Centro Hospitalar de Gaia/Espinho, Hospital da Prelada e SUCH, entra em jogo numa coutada de dimensão regional.
Entra numa fase de grande turbulência e de um avizinhar de medidas surreais, impopulares e com grande impacto na qualidade assistencial às populações. Para onde caminhará a reforma dos Cuidados de Saúde Primários, a reestruturação hospitalar e a integração da Rede Nacional de Cuidados Continuados ?
Sabendo de antemão que foi material de segunda escolha, é caso para perguntar: o que levou os de primeira a declinar tão apetecível convite ?

9:21 da tarde  
Blogger e-pá! said...

Qual será a razão porque a Direita ao tentar impor na Constituição um limite ao defice e ao endividamento ao mesmo tempo nada fala sobre a responsabilidade dos políticos na génese destes factos?

Na proposta desta abusiva alteração constitucional (a reboque dos desejos da srª. Merkel) não deveriam, simultaneamente ficar inscritas (no texto da Lei Fundamental) penas de prisão, (não comutáveis) aos prevaricadores?

Não é verdade que o exemplo consistente destas medidas vem da Islândia com o julgamento do ex-primeiro-ministro da Islândia Geeir Haarde acusado de negligência grave devido ao colapso do sistema financeiro do país, em 2008?

De resto, a Constituição está pejada de boas intenções, sob a forma de princípios, nomeadamente, em relação aos direitos sociais que são de modo avulso contornadas por motivações neoliberias, justificadas pela crise...

9:53 da manhã  
Blogger Sasseti said...

O actual presidente do instituto português do sangue Álvaro Beleza e um dos elementos que vai integrar o núcleo duro de Antonio Jose Seguro no secretariado nacional. Um bom reforço para a assessoria política do actual Ministerio que bem precisado esta...

10:15 da manhã  
Blogger e-pá! said...

Álvaro Beleza encaixa-se bem nesta fornada de "vencidos da vida"...
Se Abel Botelho fosse vivo teria um manancial de novidades para o seu jornal "O Tempo".

4:13 da tarde  

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