sábado, março 1

Saúde e virtuosismo policial…

O ministro Paulo Macedo, presente numa conferência organizada pela rádio TSF e o laboratório AbbVie sobre a sustentabilidade na saúde, link  aproveitou o ensejo para fazer mais um balanço virtual da actividade do seu ministério, alinhando pelo diapasão a que este Governo já nos habituou de debitar números favoráveis da estatística oficial,  desinseridos da realidade e expurgados de consequências sociais.
Assim, transformado em diácono da liturgia deste governo que privilegia o impacto mediático, omitindo o que de facto se passa, Paulo Macedo juntou-se aos que, ultimamente, eufóricos, declaram o país estatisticamente saudável enquanto as pessoas a custo (sobre)vivem. 
Verdadeiros diagnósticos de ficção.
Não faltaram taxas de execução do programa de ‘resgate’, colocadas, sintomaticamente, na fasquia dos 69% e de ‘repartição de esforço’ nacional da Saúde: IF - 38%; MCDT- 12%; RH- 12% e Utentes - 3%. Notável preocupação de ‘assépsia ministerial’ de fazer inveja à imagem que guardamos dos ‘guarda-livros’.
Sobre poupanças, abjurou ‘cortes cegos’, engenhosamente reclassificados de ‘virtuosos’. Convenientemente, passou ao lado dos números relativos às reduções de financiamento público (queda de transferências do OE para o SNS), onde de facto se enxerga a cegueira dos cortes (passe o trocadilho). Mas, espante-se, ‘contabilizou’, sem pejo, como (cortes) ‘virtuosos’ os meros casos de polícia (combate às fraudes) que, ultimamente, à falta de notícias da reforma da Saúde, têm preenchido diariamente as parangonas dos media.
Caso para gritar: Ó da guarda! Chamem a polícia!
É-Pá!

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1 Comments:

Blogger xavier said...

Paulo Macedo aparece numa separata publicitária de empresas de saúde do Expresso, deste sábado, escrevendo umas coisas sem grande profundidade ou importância.

Adevinhem com quem segue ele na cégada carnavalesca?
* Com a "Sanfil", que é acusada de crimes pelo Ministério e tem a IGAS à perna e brevemente também o ministério público.
* Com o hospital de São Luís, que está envolvido num processo de prejudicar o estado pela judiciária militar.
(e também com a barriguitas, faça-se justiça.)

Qual o sentido de um representante do estado que se quer afirmar como paladino contra a corrupção aparecer deste modo numa publicação? Será que já lhe estão a preparar o funeral?
Hoje no diário económico saltou mais um candidato a ministro.

7:56 da manhã  

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