segunda-feira, dezembro 1

VIH/Sida, Dia Mundial

De acordo com o relatório anual do Programa das Nações Unidas link, Portugal é o quarto país da Europa Ocidental que regista mais novos casos de infecções por ano, tendo sido diagnosticadas, 2.162 novas infecções em 2006. Estima-se que existam 32 mil pessoas a viver com o VIH no nosso país.
Portugal é ainda o país da EU com maior incidência de sida relacionada com o consumo de droga injectada, com 36 novos casos estimados por milhão de habitantes em 2005.

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domingo, agosto 3

AIDS

HIV/Sida, estatística regiões, 2007
Decorre de 03 a 08 de Agosto a "XVII International AIDS Conference" na cidade do México link link
Embora haja a registar alguns avanços, os números da epidemia continuam alarmantes:
a) Todos os dias, mais de 6.800 habitantes deste planeta são infectados com o HIV, e mais de 5.700 morrem de doenças relacionadas com a sida.
b) Globalmente a incidência do HIV (número de novos casos) tem diminuído (entre 2001 e 2007). A prevalência do HIV, no entanto, continua a aumentar devido ao acumular de novas infecções, conjugada com o maior tempo de sobrevida das populações infectadas.
c) O Investimento na prevenção apresenta resultados positivos num conjunto de países, que registam redução de prevalência do HIV: Costa do Marfim, Quénia, Zimbabué, Cambodja e Tailândia.
d) O número de mortes relacionadas com o HIV também tem declinado, devido, em parte, à maior disponibilidade de tratamentos com anti-retrovirais
e) A África Subsariana continua a ser a região do mundo de maior impacto da epidemia: Representando 67% do total da população infectada, 75% das mortes relacionadas com a Sida e cerca de 90% das crianças seropositivas do planeta. Onde 61% da população infectada são mulheres. Com um número estimado de 11,4 milhões de órfãos, devido a Sida .
f) Na Europa Oriental, o número de seropositivos aumentou 150% entre 2001 e 2007, embora o número de novas infecções anuais tenha vindo a diminuir (230.000 em 2001 para 150.000 em 2007) .
g) Desde 2001, as novas infecções por HIV têm-se mantido relativamente estáveis nos países das Caraíbas, América Latina, Médio Oriente, América do Norte, Norte de África e Europa Ocidental.
h) Na Ásia Oriental o número de novos casos aumentou 20% entre 2001 e 2007.
i) Estima-se em 15,4 milhões o número de mulheres portadoras do HIV em todo o mundo.

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EUA, incidência do HIV reavaliada


Um recente estudo do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) concluiu que os EUA registaram 56.000 novos casos de infecção por HIV em 2006, um valor 40% mais elevado que os dados oficiais existentes (40.000 novos casos no referido ano). link
Esta conclusão levou os responsáveis do estudo a reavaliar a população de infectados em mais 225.000 portadores de HIV. (subavaliação anual 15.000 casos X 15 anos = 225.000 casos).
A boa notícia: A incidência do HIV tem-se mantido estável na última década.
Não somos só nós a ter graves problemas com a informação de Saúde.

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sábado, julho 12

Novo coordenador

Das Doenças Cardiovasculares, Rui Ferreira aponta a falta de organização como o maior problema. link
...Tempo de Medicina (TM)Quando afirmou, há umas semanas, que o principal problema das vias verdes era de logística e de organização, estava a falar em áreas específicas do País?
Rui Ferreira (RF) — Estava a falar de uma maneira geral. Há uma grande problemática que vai ter de ser encarada de frente e que, neste momento, é um dos grandes problemas: o transporte inter-hospitalar. O INEM tem a sua actividade sobretudo dirigida para a assistência pré-hospitalar, que funciona bastante bem, sobretudo devido a uma modificação e progressão muito significativa nos últimos anos. Actualmente, o que há a fazer é verificar como é que esse esquema de emergência pré-hospitalar pode ser transposto ou avançar no sentido de se criar uma rede de referenciação inter-hospitalar de Urgência que funcione em moldes adequados, principalmente em termos de rapidez.
Há situações que necessitam de organização neste sentido. Por exemplo, estou num serviço onde há recursos subutilizados, com capacidade para fazer um maior número de intervenções em fase aguda e que, também a título de exemplo, poderia ter mais doentes que fossem submetidos a angioplastia primária. Tenho possibilidades técnicas e tenho recursos humanos para o fazer, simplesmente os doentes não nos chegam no número a que podemos dar resposta. Isso é claramente um problema de organização, porque acredito que em outras zonas do País, onde haja possibilidade em termos de distância e tempo, os doentes possam ser canalizados para centros que tenham maior folga na capacidade de resposta.

TM Que tipo de investimento é, então, necessário fazer?
RF — Tem de haver investimento a vários níveis. O primeiro, e mais simples, é nos centros que constituem os nós da rede, os quais têm de estar devidamente equipados. Além disso, tem de haver uma malha nacional, nomeadamente com unidades de AVC, que em alguns casos estão a arrancar, mas que é um processo que não está ainda no ponto óptimo de desenvolvimento. Por outro lado, há centros de urgência cardiológica com problemas de recursos humanos. Um centro com angioplastia primária precisa de funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana. Se num centro há apenas duas ou três pessoas a assegurar, única e exclusivamente, uma sala de hemodinâmica, então não há pessoal suficiente para garantir este tipo de funcionamento, pelo que é preciso intervir em termos de fornecimento dos recursos humanos adequados.
Além do investimento ao nível dos nós da rede, tem de ser garantido o transporte inter-hospitalar. Um doente chega a uma Urgência básica e tem de ser transportado para um centro de angioplastia primária. Quem faz o transporte inter-hospitalar neste momento? Os serviços de Urgência básica têm problemas de recursos humanos e transporte que não podem resolver caso a caso, por isso tem de haver regras de funcionamento e alguém que lhe garanta o transporte. E isto é também um problema logístico. Basicamente, são estes pontos que estarão na ordem do dia nos próximos tempos.

TM O financiamento é o grande constrangimento desta reforma?
RF
— Não tenho a certeza se esse é o principal constrangimento. Não temos um sistema ideal e há diferentes constrangimentos que se vão pôr, mas diria que não é essa a grande questão neste momento. Conheço vários países europeus que têm recursos equivalentes aos nossos, que dispõem de meios tecnológicos, em alguns casos, inferiores aos nossos e que conseguiram esquemas organizativos muito mais avançados. Portanto, não é exclusivamente o investimento financeiro que está em jogo no meio de tudo isto, até porque, como disse, temos já equipamento avançado e estamos melhor em muitas situações do que alguns países da Europa...
Tempo de Medicina, 14.07.08, Susana Ribeiro Rodrigues

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sábado, junho 28

À espera da gripe


“Most experts believe that is not a question of whether there will be another severe influenza pandemic, but when” .
Plano de contingência
link, stocks e site tamiflu, link vendas de muitos milhões.
Pandemia que tarda. Medo dissipa-se. Vendas a pique (10,86 bilhões de francos suíços no primeiro trimestre, contra os 11,35 bilhões do ano anterior) .

Nada escapa à crise.

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quinta-feira, junho 19

PNPCDO


A ministra da saúde, Ana Jorge, apresentou hoje (18.06.08) o Plano Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas (PNPCDO) 2007/2010. link
A elaboração do PNPCDO corresponde à necessidade de estabelecer uma estratégia global de acção nas diferentes áreas relacionadas com a prevenção e tratamento do cancro, de forma a obter maior qualidade e equidade de cuidados.

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segunda-feira, março 24

Luta contra TB



Can we meet the medical needs of our society?

O artigo de hoje do JP sobre este assunto levanta algumas inquietantes questões, principalmente num País onde, há cerca de 1 século, se encontrava pejado de sanatórios de todos os tipos e feitios, desde as altitudes madeirenses, ao Buçaco, no Caramulo, na Guarda, ao vale Algarvio, um dos únicos sanatórios profissionais ( de S. Brás de Alportel, pertença dos Caminhos de Ferro), etc.

Nessa altura, além do bacilo acopulamos a fama : A Impertariaz Sissi (Imperatriz Isabel da Áustria),estadiou (tísica ou afectivamente "zangada" com o Imperador?) na Madeira (e deu origem ao interessantíssimo livro "Corte do Norte" de Agustina), o Imperador Carlos de Habsburgo, I de Áustria e IV da Hungria,...

Bem, voltemos à luta contra a Tuberculose.

1.) uma infecção que provoca 4500 mortos por dia;
2.) 9,2 milhões de casos novos todos os anos (2006);
3.) 0,5 milhões de casos de tuberculose multiresistente;
4.) "novas formas" (n=?) extremamente resistentes (na província Natal Africa do Sul), próximas das multiresistentes.

Ao nível da inovação terapêutica não se prevê grandes avanços e uma eventual vacina estaria disponível (?) para depois de 2015.
Todavia a previsão epidemiológica de um recrudescimento da infecção provocada pela associação pelo vírus da imunodeficiência humana (SIDA) – Mycobacterium tuberculosis multiresistente às terapias antibacilares (TB-MR), pode tornar-se num problema epidemiológico alarmante!

Mas os problemas da inovação terapêutica, mesmo em África, são prementes, como são levantados pelo Centro de Inovação e Pesquisa da Universidade de Utrecht.link

Drug Innovation include:
- How do we discover new drugs to combat malaria?
- Can we measure specific molecules and interactions within a cell and explain the complex system of our bodies?
- Which genes are linked to depression?
- Can we deliver anti-cancer drugs to tumour cells only?
- Does lowering blood cholesterol make us live longer or healthier?


Mais poético:
Que negro mal o meu! estou cada vez mais rouco!
Fogem de mim com asco as virgens d'olhar cálido...
E os velhos, quando passo, vendo-me tão pálido,
Comentam entre si: - coitado, está por pouco!...

Por isso tenho ódio a quem tiver saúde,
Por isso tenho raiva a quem viver ditoso,
E, odiando toda a gente, eu amo o tuberculoso.
E só estou contente ouvindo um alaúde.

Cada vez que me estudo encontro-me diferente,
Quando olham para mim é certo que estremeço;
E vai, pensando bem, sou, como toda a gente,
O contrário talvez daquilo que pareço...

Espírito irrequieto, fantasia ardente,
Adoro como Poe as doidas criações,
E se não bebo absinto é porque estou doente,
Que eu tenho como ele horror às multidões.

E amando doudamente as formas incompletas
Que às vezes não consigo, enfim, realizar,
Eu sinto-me banal ao pé dos mais poetas,
E, achando-me incapaz, deixo de trabalhar...

São filhos do meu tédio e duma dor qualquer
Meus sonhos de neurose horrivelmente histéricos
Como as larvas ruins dos corpos cadavéricos,
Ou como a aspiração de Charles Baudelaire.

Apraz-me o simbolismo ingénito das coisas...
E aos lábios da Mulher, a desfazer-se em beijos,
Prefiro os lábios maus das negregadas loisas,
Abrindo num ancelar de mórbidos desejos.

E é vão que medito e é em vão que sonho:
Meu coração morreu, minha alma é quase morta...
Já sinto emurchecer no crânio a flor do Sonho,
E oiço a Morte bater, sinistra, à minha porta...

Estou farto de sofrer, o sofrimento cansa,
E, por maior desgraça e por maior tormento,
Chego a julgar que tenho - estúpida lembrança -
Uma alma de poeta e um pouco de talento!

A doença que me mata é moral e física!
De que me serve a mim agora ter esperanças,
Se eu não posso beijar as trémulas crianças,
Porque ao meu lábio aflui o tóxico da tísica?

E morro assim tão novo! Ainda não há um mês,
Perguntei ao Doutor: - Então?...- Hei-de curá-lo...
Porém já não me importo, é bom morrer, deixá-lo!
Que morrer - é dormir... dormir... sonhar talvez...

Por isso irei sonhar debaixo dum cipreste
Alheio à sedução dos ideais perversos...
O poeta nunca morre embora seja agreste
A sua aspiração e tristes os seus versos! José Duro
e-pá

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Dia Mundial da Tuberculose


Dia 24 de Março, o dia em que o Dr. Robert Koch, em 1882, descobriu a causa da Tuberculose, o bacilo da TB. Foi o primeiro passo para a cura da TB.

Incidência da TB em Portugal
link
Em 2007 foram diagnosticados 2916 casos de Tuberculose, incluindo casos novos e retratamentos, dos quais 2595 (89%) eram nacionais e 321 eram imigrantes. A incidência dos casos novos foi de 2724, ou seja 25,7/1000. Isto representa uma redução significativa em relação a 2006 (-14%) verificando-se já um decréscimo médio de 7,2%/ano nos 5 anos anteriore
Na UE a 27 foram notificados 87806 casos em 2006, o que corresponde à taxa de incidência de 17,8/1000 (variando entre países com 4,4 e 127) e a um declínio médio de 2%/ano nos últimos 5 anos.

Revisão do PNLCT «não é prioridade»link
Questionado pelo «TM» sobre a revisão do PNLCT de 1995 link, processo que está em curso desde o final de 2005, Francisco George, director-geral da Saúde, que em Junho passado chamou a si este programa, link delegou em Fonseca Antunes explicações sobre a matéria.O especialista não se mostrou «especialmente preocupado» com o atraso da revisão, pois «ninguém está à espera dela para desencadear os procedimentos mais correctos».Fonseca Antunes disse mesmo que a revisão «não é uma prioridade», uma vez que tem sido realizado um «esforço muito grande de desenvolvimento de planos de acção», o qual será agora reforçado ao nível de cada região. «Essa é a grande mudança que se quer implementar, ou seja, não ter um figurino único para todo o País, mas sim planos de acção regionais», reforçou.TM 24.03.08

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