segunda-feira, dezembro 12

Acompanhamento

A Unidade de Missão dos Hospitais SA foi muito mais uma entidade de dirigismo central sobre os hospitais do que de acompanhamento. Coarctou liberdade de gestão quando a devia ter estimulado, embora face à qualidade de alguns gestores que foram colocados em certos SAs seja duvidoso que ter mais liberdade de gestão fosse bom. Há aqui então uma contradição: como princípio, um papel interventor da Unidade de Missão dos Hospitais SA não era desejável; face às nomeações que houve, já tão criticadas no SaudeSA, pode ter sido melhor do que dar total liberdade. Naturalmente que melhor seria ter tido boas nomeações, e liberdade de gestão. É isso que agora se espera.

O papel que convém não deixar cair é o de acompanhamento dos hospitais EPE.
Aqui a questão que se coloca é se deverá ser uma estrutura já existente no Ministério que o deve fazer, ou se deve ser criada um Grupo Técnico, como propõe o tonitosa. Afinal, existe ou não massa crítica de análise no seio do Ministério da Saúde?

Pessoalmente, julgo que haveria vantagem em ter um Grupo Técnico, integrando certamente pessoas do Ministério e eventualmente mesmo dos hospitais, liderada por alguém de perfil técnico, para evitar a tentação de o transformar em máquina de propaganda.
lisboaearredores

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2 Comments:

Blogger ricardo said...

Parabéns ao lisboaearredores por este Excelente Post.

Estou de acordo que deve ser criado um corpo técnico sediado nas ARS para fazer o acompanhamento dos hospitais EPE.

A ideia do LFP com a criação da Unidade de Missão SA, que se transformaria numa holding dos hospitais empresarializados a partir de janeiro de 2005, era fazer o "by pass" à estrutura de tutela que caracteriza o SPA.

A ideia de CC é mais a da criação de uma Administração Nacional da Saúde centralizando nas ARS as funções de coordenação dos hospitais empresarializados (todos do SNS).

Não esquecer que está em formação um poderoso sector de hospitais privados pertencentes ao SNS, cujos contratos vão necessitar também de especial acompanhamento.
Assim como os Centros de Saúde concessionados a cooperativas de médicos e a outras entidades privadas.

3:11 da tarde  
Blogger tonitosa said...

Concordo com que nem sempre a Unidade de Missão dos HH SA's desempenhou (tem desempenhado) as suas funções da melhor forma. Houve mesmo tentações de centralismo, atentando contra a autonomia dos Hospitais e tentativas de chamar àquela entidade competências que eram dos Conselhos de Administração.
Mas, sem paixão e com justiça, devemos reconhecer que o balanço da sua actividade é positivo.
Não me parece que pelas críticas de alguns, aqui no Saúde SA, aos gestores dos HH SA's se possam tirar as ilacçãoes do lisboaearredores. Na melhor das hipóteses, os críticos dos gestores SA's são tão competentes quanto aqueles e isso não lhes confere especial autoridade para julgarem das suas competências. E mesmo que alguém se julgue ter sido "vítima" do CA do seu hospital, não é esse facto só por si que é sinónimo de incompetência dos gestores.Conheço um caso em que, o erro cometido pelo CA de determinado hospital foi não retirar funções a determinado colaborador. Provavelmente até a mais do que um. E isso acabou por ser um mau acto de gestão, de resto criticado por colegas do próprio colaborador. E quem de nós não conheceu já na vida casos idênticos. Muitas vezes, como sabemos, pior que uma má decisão é a não-decisão .
Quanto ao acompanhamento dos HH EPE's é bom não esquecermos o papel fundamental que deve caber a uma Entidade Reguladora da Saúde.
Não vejo propriamente as ARS a desempenhar o papel de acompanhamento e apoio dos EPE's e parece-me que deve haver uniformidade nesse acompanhamento, o que excluirá à partida a atribuição dessas funções às ARS's.

7:50 da tarde  

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