sábado, outubro 9

Vicissitudes…

Se este (des) acerto na escolha tivesse ocorrido com ACC…

Foi a primeira nomeação da então nova ministra da Saúde, Ana Jorge. Em Fevereiro de 2008, Abílio Gomes foi escolhido para a presidência do Instituto Nacional de Emergência Médica, em substituição de Cunha Ribeiro, afastado no auge da polémica do encerramento das urgências hospitalares. Médico cardiologista e coronel na situação de reserva, o ex-presidente do INEM veio do Ministério da Defesa.

A Ordem dos Enfermeiros (OE) elogia a decisão da ministra da Saúde de substituir o coronel Abílio Gomes por Miguel Soares de Oliveira na chefia do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

«Esta exoneração é o corolário de um conjunto de erros que a OE atempadamente identificou e denunciou junto da tutela, tendo os mesmos prejudicado significativamente a Emergência Pré-hospitalar em Portugal», defende o organismo, em comunicado. Os enfermeiros esperam agora «que o novo Conselho Directivo assuma uma atitude mais dialogante e integradora com os vários grupos profissionais que exercem no INEM»

isilda

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2 Comments:

Blogger Magistral Estratega said...

Já aqui alertei para as diversas implicações do plano estratégico para a Emergência Pré-hospitalar , da autoria do INEM:
- Da proposta de criação de uma carreira redundante em funções com outras classes profissionais, que apenas contêm uma carga horária mínima face àquilo que se propõem ser competentes (vide realização de toracocenteses)
- Do acréscimo de despesa envolvida na formação destes futuros profissionais quando já existem tantos milhares no desemprego que podem exercer a mesma missão e cuja formação é melhor e mais abrangente (enfermeiros).
- Das novas exigências salariais que tal classe iria ter em função do upgrade formativo, deitando por terra o argumento de serem mais baratos.
- Da diminuição da qualidade da assistência por substituição de profissionais mais qualificados (enfermeiros e médicos) fruto da evntual confusão semântica associada à sua formação (especialistas em emergência pré-hospitalar).

No fundo em vez de querermos reinventar a roda continuamente não nos deveríamos preocupar em aproveitar melhor os recursos que já temos e que até são melhores que a solução proposta?

Se esta medida avançar tal dever-nos-ia questionar quem vai ganhar com formação? Quem são os proprietários das escolas que leccionarão tais cursos?

2:39 da tarde  
Blogger e-pá! said...

Tanto quanto é possível ao vulgar cidadão aperceber-se a abrupta demissão do presidente do INEM deve-se a mais um insanável conflito interno num departamento governamental.
Isto é, entre a tutela [MS] e a gestão do INEM.

O Secretário de Estado Adjunto da Saúde, o presidente do INEM, o Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE) e a Directora de Recursos Humanos do
INEM, criaram - colectivamente - um "ambiente" propício a mudanças e reorganizações. E, nestas situações, não vale a pena [re]contar a história do mexilhão...

O novo presidente do INEM [Miguel Soares de Oliveira] sendo um homem da casa [foi director regional do Norte do INEM] tem, em princípio condições [conhecimento técnico e experiência de desempenho] para remodelar este sector da emergência pré-hospitalar.

É que a situação da rede nacional de urgências parece viver um compasso de espera que, a qualquer momento, pode trazer à tona novas [velhas?] turbulências... que, a todo o custo, a actual equipa ministerial quererá evitar.
E como estamos às portas do Inverno começaram as terapêuticas preventivas...

6:02 da tarde  

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