domingo, julho 3

Factura de Consumo e Cartão de Saúde

No meio do pacote liberalizador do PSD para a Saúde, só refreado pelas exigências da Troika de privilegiar o SNS em detrimento dos subsistemas públicos, há duas medidas anunciadas que há muito se impunham e que os governos socialistas desprezaram: O envio ao doente da factura do consumo que fez na unidade de saúde e a de um cartão saúde onde constem os episódios (tratamentos e meios complementares de diagnóstico) a que foi submetido. link

Se devidamente utilizadas, ambas as medidas podem ser de grande utilidade para melhoria e reforço financeiro do sistema público de Saúde: para credibilização do SNS, a primeira, e para evitar consumos indevidos de actos de diagnóstico e terapêutica, a segunda.

Receio, porém, que se implementadas por um governo com o perfil do actual o seu objectivo possa ser outro. É que dar a conhecer ao doente quanto custa um serviço público tendencialmente gratuito tanto pode servir para consciencialização cívica como de justificativo para co-pagamentos e, um cartão, nos moldes do anunciado, para optimizar o consumo de cuidados de saúde como para restringir o acesso através do plafonamento da despesa.
Vamos pois ver qual o uso que a actual equipa do MS vai dar a estas duas medidas.

Tavisto

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3 Comments:

Blogger Mauro_G said...

Faz sentido ter um cartão com essas potencialidades e ter o RSE?

11:15 da tarde  
Blogger Clara said...

Já alguém deu pelo ministro da saúde?
Silence is golden, parece ser a divisa do novo MS. Parece-me sensato. A contrastar com alguns dos camaradas ministros idolatrados pelos órgãos de comunicação social. Com o ministro da economia e Miguel Relvas à cabeça.
Como não podia deixar de ser já começámos a coleccionar os disparates da nova maioris. Para mais tarde recordar.

11:28 da tarde  
Blogger Clara said...

Submarinos sem atracação

"O chefe de Estado Maior da Armada admitiu hoje que os dois submarinos adquiridos por Portugal à Alemanha, devido à sua configuração, só podem atracar na base naval do Alfeite, em Lisboa, não existindo condições nos outros portos do país.
(...)
"Os novos submarinos têm um problema", disse, argumentando que pela sua configuração, precisam de uma "proteção adicional", pelo que "só há uma possibilidade de atracarem", na base naval do Alfeite, na capital portuguesa.

Ah! então não é que os insignes crânios marinheiros que tanto porfiaram na compra dos submarinos, mais os insignes crânios políticos que tanto se empenharam em aliviar o erário público da soma farónica que eles custaram, se esqueceram deste despiciendo pormenor, o das especificidades atracantes dos submergíveis?...
Enfim, já se percebeu que não são para ir longe, nem fundo, estes submarinos. Foram ruinosamente caros, mas vão esquadrinhar-nos ao milímetro as profundezas do Tejo, ali pelas imediações do Alfeite. Se, ao menos, a crise ainda der "pró pitróleo" ...

ana gomes, causa nossa

11:34 da tarde  

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