sexta-feira, outubro 1

A culpa é dos AH

A Gestão Hospitalar - número 46 - publicou uma entrevista com a Senhora Ministra da Saúde, estranhamente pouco comentada neste blog. link
Confesso que não tinha muita esperança em poder lavar a alma nesse texto. Mas também não esperava ficar tão melancólico depois de o ler.

Falou-se de hospitais na entrevista. Os hospitais são sistemas abertos e complexos; a Dr.ª Ana Jorge abordou-os como se fossem simples e fechados.
Fechados, porque ignorou por completo a envolvente externa. Simples, porque descobriu, num único factor, a razão fundamental das deficiências na gestão.

A culpa é dos administradores hospitalares.
Que administradores? Os comummente referidos pela comunicação social, que abrange, nessa designação, os elementos dos CA? Não, nada disso.
Diz a entrevistada: “Repare que os administradores hospitalares quando terminam o curso entram directamente no mercado e nos hospitais; não fizeram nenhum percurso anterior e vão, directamente, para um lugar de chefia, sem nunca terem dado provas concretas de que sabem gerir, neste caso um hospital.”

A Senhora Ministra está portanto a referir os administradores formados pela ENSP.
Procurar atribuir aos administradores da carreira hospitalar a responsabilidade da ineficiência dos hospitais não é original. Já nos anos oitenta isso foi feito, curiosamente numa fase em que a carreira de administração obedecia às regras que a Sr.ª Ministra agora reclama. De verdadeiramente original só tivemos, desta vez, o enunciado duma improvável teoria topográfica da gestão hospitalar: “ Até em termos físicos deveriam estar (os administradores) no mesmo patamar que os restantes membros do Conselho de Administração.”
Em 87 o governo da altura também entendeu que o mal estava nessas sinistras personagens e, por isso, publicou o decreto-lei 16/87 que alargou o recrutamento, para o cargo de Administrador Geral, a “gestores de reconhecido mérito, vinculados ou não à Função Pública”.

Que não estava aí a solução era fácil de prever. Sobre o assunto publiquei então no JN o artigo “A nova lei de gestão hospitalar: “pára-quedistas” porquê?”, procurando mostrar que a decisão do Governo era um erro.
link

Longe estava de pensar no que viria a seguir. Salvaguardadas as poucas excepções, que sempre servem para confirmar a regra, só por ironia poderíamos chamar gestores à maior parte das pessoas nomeadas.
A partir daí, e independentemente da cor do Executivo, as nomeações de cariz partidário - uma desgraça que corrói a nossa Administração Pública – passaram a ser a norma.

Quando foram criados os Hospitais SA assisti a uma sessão pública onde ouvi o Dr. Luís Filipe Pereira garantir que para os Conselhos de Administração iriam ser nomeados “os melhores”. Até acredito que gostaria de o ter feito. Só que a política tem razões que a racionalidade desconhece e sabemos o que aconteceu (e continua a acontecer).
Escrevi então novo artigo, “A Revoada”, para o mesmo diário, onde tentava mostrar que as nomeações, com base em critérios de natureza política, acabavam por ser, afinal, um obstáculo à concretização dos programas governamentais.
link

O espírito duma organização é criado a partir do topo. Acabo de citar Drucker, que a este propósito, recordava um dito popular; as árvores começam a morrer por cima.
A nomeação do CA dum hospital deve ser objecto do maior rigor, basear-se no mérito das pessoas e na preocupação de reunir um grupo que, sem prejuízo da diferenciação dos saberes e aptidões de cada um dos seus membros, possa, efectivamente, constituir uma verdadeira equipa.

Os Conselhos de Administração dos EPE são constituídos por Médicos, Enfermeiros e Gestores vindos do exterior ou da Carreira de Administração Hospitalar, nomeados pelo MS, sob as mais diversas pressões.
- A forma como os CA são formados não garante que possam funcionar como equipa e não faltarão exemplos à Senhora Ministra do funcionamento conflituoso de alguns deles, algumas vezes encoberto pela mão de ferro de líderes pouco apreciadores das virtudes do diálogo.
- Acresce que os CA, no início das suas funções, não estabelecem com o MS um contrato de gestão que defina a estratégia de desenvolvimento do Hospital (devidamente compatibilizada com as necessidades da rede de serviços) e sirva de referência à avaliação da sua performance.
- A disponibilidade de capital social e a ausência do contrato de gestão têm permitido o desenvolvimento de projectos ao arrepio das mais elementares normas de planeamento.
- A avaliação dos CA dos Hospitais EPE, inúmeras vezes anunciada, continua por fazer: o modelo construído pela Comissão nomeada pelo Despacho nº 3596/2008 jaz numa qualquer gaveta da João Crisóstomo.
- Do Código de Conduta dos Gestores nem sequer se ouve falar.
- A ACSS, uma organização obesa, a necessitar, urgentemente, de cirurgia bariátrica, mantém com os hospitais uma relação comando-controlo típica da Administração Pública Clássica, anulando as virtualidades da descentralização administrativa, emblemática da Nova Administração Pública (New Public Management).
- As Agências de Contratualização não dispõem da autonomia e dos meios técnicos necessários para contratar a produção justificada pelas necessidades em saúde e ficam reféns da oferta disponível pelos serviços.
- O modelo de financiamento tem falhas graves. Tantas, que um novo Secretário de Estado, sem o pecado original de ser formado na ENSP, mal chegado ao Governo, pretendeu pôr a funcionar um outro. As coisas na saúde são, afinal, mais difíceis do que se imagina e o novo modelo não resistiu ao “princípio da melhoria incontestável”.
- O Acordo Colectivo de Trabalho, capaz de acomodar a regulamentação das carreiras e fixar retribuições fixas e variáveis, foi remetido para as calendas gregas, deixando por cumprir a promessa da instituição de incentivos.
- A manutenção do regime de funcionário público promoveu a extensão aos médicos das políticas de aposentação na AP, fazendo-os desertar para o sector privado.
- A demissão do MS da função distribuição de cuidados, permite o inflacionamento da oferta privada nas áreas metropolitanas, que alimenta a deserção médica e potencia o aumento da procura desnecessária.

Salvaguardando a referência à carreira (no singular) - “Na questão da carreira temos estado a trabalhar e estamos no bom caminho” - nenhum destes aspectos foi referido na entrevista.
Nada disto será importante. O problema está (ainda?) nos Administradores formados na ENSP, que não sabem trabalhar em equipa. Diz a Senhora Ministra.
Tão fácil arranjar bodes expiatórios!

Meneses Correia, Administrador Hospitalar.

Etiquetas: , ,

18 Comments:

Blogger xavier said...

Tive o privilégio de ter o Dr. Meneses Correia como coordenador de um estágio no Hospital de São João quando era ainda aluno da ENSP.
Acho que nunca lhe agradeci os ensinamentos e exemplo de profissional competente e dedicado.
Por isso, ao fim destes anos todos, aqui vai um grande abraço.

10:00 da tarde  
Blogger Joaopedro said...

O povo é sábio.
O povo costuma dizer: Vozes de burro não chegam ao céu!

10:14 da tarde  
Blogger DrFeelGood said...

A partir de Março, os doentes vão poder escolher qual a marca do medicamento que compram, desde que respeitem a substância activa prescrita pelo médico, anunciou hoje o secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar.

“A ideia é atribuir ao cidadão a capacidade de escolher os medicamentos mais baratos dentro da terapêutica que o médico prescreveu”, afirmou aos jornalistas Óscar Gaspar à margem da cerimónia que assinala o Dia do Farmacêutico.

O Ministério da Saúde vai avançar para a elaboração de protocolos terapêuticos em conjunto com a Ordem dos Médicos e com a comunidade científica para permitir esta possibilidade de escolha ao cidadão.

Óscar Gaspar frisou que não será posta em causa a decisão do médico e que haverá a possibilidade de os clínicos “trancarem em absoluto” o medicamento de marca.

Para trancar a receita de forma a que o doente não possa escolher a marca do remédio, o médico terá de o justificar.

JP 24.09.10

10:29 da tarde  
Blogger Xico said...

Sopram maus augúrios para os administradores hospitalares, vindos da João Crisóstomo. Agora a Ministra acusa os AH da má gestão dos hospitais e, já agora, porque não, de todo o SNS? Haja vergonha!
Quer agora esta senhora atribuir aos AH os seus erros e incapacidade?
Quem é que nomeou dezenas de pára-quedistas, incluindo alguns oficiais com patente de coronel criminosamente incompetentes, para a gestão de topo de instituições do SNS? Quem tem sido conivente com a entrada de centenas de “boys” e “girls” incompetentes e sem qualquer formação (mas bem apadrinhados), para os quadros dos hospitais EPE, com faustosos ordenados e cargos pomposos? Esses não são AH, por isso está tudo bem…
E quem mantém as equipas de gestão de vários hospitais, apesar dos resultados tenebrosos? Equipas de gestãoque não integram AH, entenda-se. Por isso está tudo bem…
O anterior ministro e um dos secretários de estado, foram AH. Conseguiram os resultados que se conhecem e que dão a CC legitimidade para as críticas que recentemente fez à sua substituta. Talvez ela queira agora retribuir o favor…
Gosto muito de um provérbio africano que se aplica muito bem à actual situação do SNS: o peixe apodrece pela cabeça! E no caso do MS, já vai em estado bastante avançado…

10:37 da tarde  
Blogger Guimaraes said...

Cá vai mais um exemplo:
Para um infeliz hospital da zona centro foi nomeado, pela dr.ª Beleza, um reformado de uma cimenteira, que nem desconfiava do que se passava num hospital. Quando passou a S.A., foi nomeado um senhor que tinha levado uma cooperativa agrícola e mais recentemente uma empresa rodoviária quase à falência. O seu comportamento, se não roçasse o abuso de poder e a corrupção, poderia integrar-se no anedotário que acompanhou os S.A.. Com a passagem a E.P.E. também a experiência não foi muito boa. Nenhum deles tinha o curso de Administração Hospitalar...

11:56 da tarde  
Blogger Tavisto said...

Não li a entrevista mas deduzo que, quando se refere à “carreira”, Ana Jorge se reporte à médica. Ora, perante o total impasse em que estão as negociações com os sindicatos, dizer-se que se está no bom caminho é mesmo de quem avança sem ver o precipício. Aqui o tombo pode ser enorme, uma vez que, na ausência de perspectivas de um acordo que permita relançar a carreira médica, os motivos para o abandono e deserção de médicos do SNS vão permanecer, agora de forma agravada pela descrença numa negociação que ameaça não ter saída.
A par disso, o sector privado vê as velas enfunadas pela decisão recente do Governo relativa à ADSE. Quando, pelas declarações de compromisso e confiança no SNS do Primeiro-Ministro (com fóruns e tudo!), e pelas extremas dificuldades orçamentais que se conhecem, se esperava que o subsistema fosse extinto, afinal o que se fez foi por as entidades públicas a contribuir para a sustentabilidade do sistema de saúde dos funcionários públicos.
Ao som da música deste governo o SNS vai-se afundando. Não por culpas das “policies”, mas de uns desqualificados administradores de carreira que teimam em permanecer nos hospitais embora sob o comando esclarecido dos boys de nomeação governamental.

12:27 da manhã  
Blogger xavier said...

Coloquei no início do post o link com a entrevista da ministra da saúde.

1:40 da tarde  
Blogger ochoa said...

Ana Jorge parece-se com as beatas sempre a bater no peito pelo SNS.
Quando este filme de terror terminar vamos poder fazer o balanço do mal que a ministra da saúde causou ao SNS.

Quanto a esta entrevista, nada de novo. A senhora ministra limita-se a repetir uma série chavões recomendados pelos seus assessores de imagem.

4:11 da tarde  
Blogger DrFeelGood said...

"Ordoliberalismo"

Não sei se sou o "melhor representante do ordoliberalismo" entre nós, como insiste em dizer João Rodrigues, link sendo certo que me revejo essencialmente na ideia de uma economia de mercado ordenada -- baseada um sistema de concorrência efectiva (incluindo o controlo das concentrações), na regulação pública das "falhas de mercado" e na estabilidade dos preços assegurada por um banco central independente --, como condição essencial do crescimento económico e do emprego. Sem bom desempenho económico não há condições para manter nem muito menos desenvolver as políticas sociais que estão na base do "modelo social europeu".
O que contesto, por não ter nenhum fundamento histórico nem ideológico, é a associação do ordoliberalismo -- nascido na Alemanha e na Áustria nos anos 30 e 40 do século passado como reacção liberal ao "capitalismo de Estado" e à "economia administrativa" que o nazismo e o fascismo instituíram -- com o neoliberalismo contemporâneo, patrocinado nos anos 80 do século passado por Reagan e Thatcher, em reacção ao modelo de capitalismo regulado dominante desde o após guerra.
Por um lado, a economia de mercado "ordenada" do "ordoliberalismo" é essencialmente distinta do capitalismo "laissez-faire" do moderno neoliberalismo, desde logo quanto ao papel incontornável conferido ao Estado na regulação económica (a "mão visível" contra a "mão invisível"). Não por acaso, um dos principais autores do ordoliberalismo, Alexander Ruestow, escreveu mesmo um requisitório contra o laissez-faire e o liberalismo económico clássico (O Fracasso do Liberalismo Económico, 1950). Por outro lado, ao contrário do moderno neoliberalismo, radicalmente hostil ao Welfare State, o ordoliberalismo sempre cultivou o papel dos sindicatos no domínio das relações laborais e o papel do Estado no domínio social, estando intimamente associado ao conceito alemão de "economia social de mercado" (soziale Markwirtschaft) -- agora também adoptado na ordem económica da UE pelo Tratado de Lisboa --, que presidiu à edificação do Soziastaat alemão, desde a II Guerra Mundial.
Por conseguinte, não existe nenhuma contradição, pelo contrário, na crítica do neoliberalismo desde um ponto de vista "ordoliberal" ou, se se quiser, "liberal-social". Ao contrário dos preconceitos marxistas e neomarxistas contra o liberalismo económico em geral, mesmo quando travestidos de "neokeynesianismo de esquerda", nem todo o liberalismo económico se reconduz ao laissez-faire anti-Estado do neoliberalismo nem tem de implicar o liberalismo social (melhor dito anti-social) que o neoliberalismo propugna.
Em nome da probidade intelectual e política, distinga-se o que não pode ser confundido.

vital moreira, causa nossa

4:21 da tarde  
Blogger e-pá! said...

Simples!

Quando a Ministra da Saúde discorre sobre os HH's é assaltada por raciocinio dicotómico:
...ou é do malho ou do malhadeiro!

Entretanto, a Ministra enquanto Drª. Ana Jorge, tem em relação aos HH´s uma amnésia afectiva.

Ao ser entrevistada misturou as duas facetas.

Na entrevista à GH, são os AH's que estão na liça, amanhã quem serão ...? Insondáveis mistérios de uma serôdia deriva política em marcha contra o vento.

Bem.
Também existe uma questão de justiça retributiva.
Os trojans dos HH's não podem sempre os mesmos, i. e., os médicos.
Algum dia os males teriam de ser divididos pelas aldeias.
E ficarão sempre aí [pelas aldeias] nunca chegando à capital do Império, p. exº., à João Crisostomo!

9:20 da tarde  
Blogger helena said...

Exccelente post.
Quanto à entrevista da senhora ministra é de uma pobreza confrangedora.
O habitual

9:59 da tarde  
Blogger Hermes said...

Conheço há muito o Dr. Meneses Correia e pude, ao longo do tempo em que tive o privilégio de com ele privar, comprovar o porquê de os AH o terem como um exemplo vivo de algumas das qualidades e características que queremos seguir e imitar.

A dignidade e justiça com que trata os outros, independentemente do estatuto e posição, a isenção, empenho e preocupação em contribuir para a melhoria do SNS colocam-no bem acima do comum dos mortais, cidadão exemplar que é.
A inteligência superior e a capacidade de ver longe e profundo são notórias, mas a humildade e disponibilidade para ouvir e aprender não o são menos.
É um exemplo pela rectidão, integridade e honestidade por que pautou a sua actuação como AH, e é reconhecido como um servidor público exemplar que visou a qualidade e a excelência em tudo o que se envolveu. Mostrou frontalidade na defesa das posições que considerou correctas e coragem na forma como agiu, com consistência e lealdade, para evitar decisões erradas ou com funestas consequências futuras.
Há pessoas que falam sempre verdade e que não cedem um milímetro aos valores por que a gestão se deve pautar.

Por tudo isto é um exemplo neste mundo de conduta «contingencial», em que abundam os gestores obcecados com a promoção pessoal ou que tudo fazem para manter o poder a todo o custo.

Bem haja por tudo o que tem dado ao país, ao SNS e à gestão em saúde.

Faça o favor de continuar de boa saúde, com o brilhantismo e sentido de justiça que são seu timbre. Pessoas assim são preciosas e cada vez mais raras.

Hermes

10:48 da tarde  
Blogger Meneses Correia said...

Caro Xavier

Obrigado pelo seu comentário. Aqui lhe deixo a minha admiração pela persistência com que tem mantido o Blog.

Um grande abraço.

10:01 da tarde  
Blogger Meneses Correia said...

Caro Hermes:

Aposto que escreveu o seu texto depois da vitória do Benfica.
É muito diferente do que seria o meu auto-retrato, mesmo desenhado antes do Sporting jogar.
Dos poucos traços comuns fica o registo da minha vontade de aprender.
E o meu agradecimento, pela forma como me tem ajudado a satisfazer essa vontade.

Um grande abraço

10:13 da tarde  
Blogger helena said...

«Gosto muito de um provérbio africano: o peixe apodrece pela cabeça! »

Compreendo agora porque há Conselhos de Administração que tresandam a peixe pobre.

10:41 da tarde  
Blogger Mariana Raposo said...

Excelente post

AHMR

12:27 da tarde  
Blogger Mariana Raposo said...

Perante este tema e porque falamos de um grande ADMINISTRADOR HOSPITALAR, meu quadro de referência, mesmo sem ter sido meu coordenador de estágio (outros igualmente bons o foram, mais a Sul), tive essa feliz oportunidade de o conhecer e aprender com os seus ensinamentos pelo que não posso deixar passar e não comentar este brilhante post. Revejo-me em quase tudo o que disseram o Xico e o Hermes e acrescento ainda que: alguns administradores hospitalares de carreira, com provas dadas ao nível dos conhecimentos e responsabilidade de gestão (os verdadeiros) defensores do SNS, aqueles que o gerem com eficácia e eficiência teimam em querer trabalhar/organizar/gerir nos Hospitais sob o comando do maior "enxame de pretensos defensores do SNS", aqueles políticos locais/gestores, nomeados pela Senhora Ministra da Saúde, verdadeiro caciquismo local, se sociologicamente observado/analisado.
Nos últimos anos, atingiu-se o topo da crescente exponencial do fenómeno e as análises do brilhante ADMINISTRADOR HOSPITALAR, Dr. Meneses Correia,"líder forte, culto e responsável ", tal como os peritos recomendaram recentemente, em documento público, à Senhora Ministra da Saúde, são profundas e oportunas - A coisa certa no momento certo, próprio de um líder.
Nestes anos recentes, conseguiram já destruir, pela incompetência e ausência de valores na gestão da "coisa pública",os nossos bons Hospitais Distritais, onde o "apodrecimento do peixe" é quase total e alguns administradores hospitalares teimam em não desistir(é próprio dos fracos..e desses não reza a História...)e continuam resistentes, até impedidos de trabalhar e opinar pelos gestores dos CA rodeados de uma "panóplia de técnicos-cunha"nunca observada na maioria dos nossos Distritais.
Bem Haja, Dr.Meneses! Continue de Boa Saúde para nosso exemplo profissional e nossa voz! Muitos de nós precisamos de momentos como este para continuar (ão verdadeiras batalhas, difíceis)e os mais novos, sem carreira, precisam de aprender. Hoje, aumentei a minha Resiliência. Muito Obrigado ao Dr. Meneses e ao Xavier!

12:30 da tarde  
Blogger ochoa said...

O "Tempo de Medicina" cita repetidamente trechos da entrevista da MS, publicada na GH n.º 46.
A demonstrar que gostaram da intervenção da senhora ministra, o que não é de estranhar, e que (às escondidas, digo eu) têm por hábito ler o SaudeSA.

9:46 da manhã  

Enviar um comentário

<< Home