quinta-feira, abril 29

Insustentável leveza

«A Alta Comissária para a Saúde, Maria do Céu Machado, disse hoje que "a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde [SNS] é um problema complicado", sublinhando que "neste momento o SNS português está praticamente insustentável".» link

A acreditar na transcrição do JP, gostaria de saber o que é que a senhora comissária entende por “praticamente insustentável”.
A insustentável leveza do saber e rigor em todo o seu esplendor.

joão pedro

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terça-feira, junho 2

Avaliação do PIO

1ª Consulta em Oftalmologia, LIC e Média TE Oftalmológica no SNS
Está disponível, a partir de hoje, no Portal da Saúde, a "Avaliação do primeiro semestre do Programa de Intervenção em Oftalmologia" link

Segundo os dados publicados, poder-se-à concluir que os tempos de espera em oftalmologia melhoraram imenso ...
Mas esperar, em média, cerca de oito meses por uma consulta, ou 2,23 meses por uma cirurgia, continua a ser desumano. É bárbaro. É de país atrasado...
Quantos dos nossos utentes não cegam entretanto.

Como é que países da EU (Bélgica, por exemplo) conseguem não ter listas de espera em oftalmologia?
joãopedro

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quinta-feira, maio 7

EUA, gastos da Saúde

Os gastos da Saúde dos EUA passaram de $1.12 biliões em 1997 para $2.24 biliões em 2007. Correspondente a 16.2% do PIB e $7,421 per capita. link link
Idosos. Muita tecnologia. Custos elevados inerentes ao funcionamento da pesada máquina administrativa do sistema de saúde americano.
joão pedro

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sexta-feira, janeiro 16

Sócrates, cool


No último debate quinzenal sobre a Saúde (14.01.09), o primeiro ministro, José Sócrates, confirmou no Parlamento a injecção de 940 milhões de euros para pagamento de “todas as dívidas vencidas e validadas dos hospitais EPE aos fornecedores.” link
Mais 100 milhões para a Rede de Cuidados Continuados Integrados, destinados à criação de mais 4650 camas em 2009 para idosos e dependentes.
Anunciou ainda a contratação de 250 especialistas em medicina geral e familiar e a formação de 281 novos internos da especialidade para alargamento da cobertura dos médicos de família. E a criação do primeiro banco público de células do cordão umbilical para garantir o acesso gratuito e universal às células criopreservadas.
Na cerimónia de assinatura dos protocolos com as misericórdias, realizada no dia seguinte, para a criação de mais 3.138 camas de cuidados continuados, José Sócrates lembrou o trabalho desenvolvido pelo ex-ministro da Saúde Correia de Campos : «O meu querido amigo Correia de Campos sempre batalhou para que existisse esta rede de cuidados continuados»
Tão amigos que Nós éramos.
joão pedro

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sábado, dezembro 6

Demita-se

«Avançar para a tipologia de contratos de outsourcing e PPP é um contributo para a resolução de falhas de mercado e tem também um potencial de dinamização de mercados concorrenciais na Saúde que é um ponto muito importante». link Manuel Teixeira, in TM 08.12.08

Manuel Teixeira, ainda não deu que Correia de Campos já não é ministro da Saúde.
Entretanto, depois da saída de CC, em relação à gestão dos HH, a política de saúde mudou. Dado que o presidente da ACSS ainda não conseguir adaptar-se à nova realidade, tem apenas um caminho a seguir: Arranje coragem e demita-se.

joaopedro

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domingo, novembro 9

Sem vergonha nem esperança

Depois da recente crise que abalou todo o sistema financeiro do planeta, será que ainda vamos continuar a acreditar na fábula da "Mão Invisível" by Adam Smith ?
Portugal, ao que parece, nem categoria teve para figurar na crise internacional:
«A situação do BPN não tem necessariamente a ver com a actual situação dos mercados financeiros, embora ela tenha gerado dificuldades acrescidas para todas as instituições», explicou Teixeira dos Santos, acrescentando que a situação deste banco «tem a ver com perdas acumuladas com operações de legalidade e licitude duvidosa, objecto de inspecção por parte do Banco de Portugal (BdP) e denunciadas à Procuradoria-geral da República (PGR).

Ficou-nos a convicção que a não haver crise mundial, o nosso naive governador do Banco de Portugal, dr. vitor constâcio, teria certamente continuado, impávido e sereno a assobiar para o ar, à espera dos relatórios imaculados dos competentíssimos administradores do BPN.

A história da mão invisível, criada a pretexto da necessidade das forças de mercado actuarem em plena liberdade, mais não é que um artificio para justificar a ausência de regulação e fiscalização do Estado de forma a permitir que toda a espécie de vigarices aconteçam em plena paz do senhor, a bem dos bolsos de uns poucos.
Que esperança podemos ter no futuro?
Apenas como certo a continuidade da mão invisível. A comandar a nossa economia e o nosso destino. Porque o Futuro não é garantia de competência (Milan Kundera).
joaopedro

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quinta-feira, outubro 9

Ainda o Fio Condutor


O livro do ex-ministro da Saúde Correia de Campos circulava ontem de mão em mão entre os deputados. A questão que este levantou sobre a existência de conflitos de interesses entre peritos das comissões de comparticipação dos medicamentos foi também suscitada por Bernardino Soares. Na sua opinião, não deveria bastar o registo de conflito de interesses, devendo haver também regimes de incompatibilidades. O secretário de Estado adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, respondeu que a decisão final em matéria de comparticipações é do Governo e que estas comissões são "cumpridoras das melhores práticas internacionais", afastando a necessidade de mudanças. "O sistema actual satisfaz as necessidades."
JP 08.10.09

Ora aqui está. A resposta bem medida, certeira, eficaz.
Inteiramente de acordo com FR.
Francisco Ramos é a síntese do que há de melhor no ex ministro da Saúde.

joãopedro

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sábado, outubro 4

Fio condutor (3)


Acabei de ler o livro de CC.
Pareceu-me demasiado longo para o que se pretende dizer.

CC à CC só na parte final sobre os meios de comunicação social.
Um desfecho clássico sobre esta matéria.
Todos nos lembramos, uma vez que foi aqui largamente comentado, como CC fez dos meios de comunicação social um instrumento privilegiado da sua governação.
Dizia-se aqui na altura a brincar que CC despachava directamente através do DE.
Neste jogo perigoso do gato e do rato já não é a primeira vez que acontece , o gato (poder político) acabar vítima do rato (meios de comunicação).
Neste ponto, como noutros, CC, por opção sua, deitou tudo a perder...

Para lá do valor incontestável do livro como testemunho de um período em que se pretendeu implementar um conjunto de reformas importantes da saúde, não concordo com a sua publicação nesta altura do campeonato.
O arrastar das repetidas sessões de lançamento por todo o país, com todo o alarido envolvente, parece servir os interesses de muitos intervenientes do processo, a começar por CC e os grupos privados que eventualmente sonham com o seu regresso em breve.
Bem pode CC dizer/escrever, repetidamente, nos órgãos de comunicação social que não comentará “jamais” a actual governação da ministra Ana Jorge. Que respeitará escrupulosamente o seu voto de silêncio.
Não precisa de o fazer.
Para já, bastou-lhe escrever um livro de trezentas páginas.
Uma coisa é certa. Nesta história do "Fio Condutor", os eventuais riscos correm por conta da actual ministra da Saúde, Ana Jorge.
joaopedro

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domingo, agosto 31

Metamorfoses (act II)


Certa manhã, ao acordar de sonhos inquietos, Gregor Samsa viu que estava no hospital. Mais concretamente, deitado de costas sobre uma bancada inox, contígua à entrada da sala n.º 6 do Bloco Operatório.
Em redor nem vivalma.
Tentou mudar de posição rodando sobre a carapaça dura.
Não fazia a menor ideia como fora ali parar.
Pouco depois, entrou na sala um senhor forte, cabelo empastado, seguido por um batalhão de jornalistas.
- "Meus senhores, foi aqui que detectámos o insecto, da família dos coleópteros, ainda não identificado, durante uma análise de rotina e, por isso, decidimos encerrar os BOs por razões de estrita segurança."
O coleóptero devia ser eu.
Seguiram-se breves momentos de agitação.
Pouco depois, terminada a sessão, saíram todos ordeiramente e o senhor que falara bateu a porta depois de apagar a luz.
Deslizei sorrateiramente até ao local onde anteriormente virá uma lista telefónica.
- Cá está: 214210171.
- Está, senhor Kafka? O senhor voltou a trocar o argumento...
- Sim... Por favor, tire-me daqui.
joao pedro

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quinta-feira, maio 8

À procura...


Este pessoal ainda anda a ver o que lhe aconteceu

A ministra da Saúde, Ana Jorge, foi informada da confissão pública que o coordenador nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP), Luís Pisco, fez sobre a sua "incapacidade" em fazer avançar a reforma.
"Numa reunião geral da Missão, realizada no passado dia 7 de Abril, Luís Pisco não só declarou sentir-se incapaz de levar para a frente a tarefa da reconfiguração dos centros de saúde" como especificou, "por culpa própria", não ter "condições para ir ao encontro da implementação dos agrupamentos dos centros de saúde", lê-se nas cartas que os ex-responsáveis pela reforma enviaram a Ana Jorge, onde referem também que "ficou clara a divergência de fundo entre o coordenador e o resto da equipa". Estranham por isso que a ministra não tenha avaliado a importância das informações que lhe chegaram, optando por manter à frente da MCSP o coordenador que publicamente disse ser "incapaz". JP 08.05.08
joaopedro

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quarta-feira, março 19

Bons de pinga


Aqui está!
Cumpra-se o nosso destino .
O vinho Syrah 2005 da Casa Ermelinda Freitas, de Palmela, foi considerado o melhor vinho tinto do mundo pelos enólogos franceses na Vinailes Internacionales 2008.
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joaopedro

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sábado, junho 23

Governo PS

E as Politicas Sociais Quanto a políticas sociais estamos conversados. Este Governo sofre de disfunção eréctil.
joaopedro

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quinta-feira, novembro 9

Perdoai-lhes ...


«Na altura, alguns fazedores de opinião e putativos candidatos a futuras lideranças políticas criticaram com acinte este modelo, sem o conhecerem ou, se o conheceram, foram suficientemente ignorantes para o não perceber.
Perdoai-lhes, Senhor... »
Mário Patinha Antão, O Rationale das Taxas Moderadoras, DE 08.11.06
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Cármen Pignatelli (CP), é um dos visados candidatos a futuras lideranças políticas .

Mas o que terá provocado a ruptura e saída de CP, na altura, foram, ao que parece, as suas declarações sobre o sistema de informação: "A conclusão a que chego é a de que, na saúde, há muitos dados mas pouca informação".

As dificuldades com o sistema de informação mantêm-se, havendo hoje, ao que parece, maior tolerância.
joão pedro

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