sábado, outubro 16

A irresistível tentação da mentira…

foto portal da saúde, orcarzinho, aprendiz...
Ministério da Saúde corta despesas em prémios de gestores

…”Os gestores hospitalares vão deixar de ter prémios variáveis em 2011. A garantia foi dada hoje pelo secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar. Os gestores hospitalares terão, a partir do ano que vem, uma ""remuneração fixa" para impedir os "valores altos" que podem representar os prémios de gestão variáveis, revelou o secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, à margem de uma audiência na Comissão Parlamentar de Saúde, sem contudo adiantar quanto o seu Ministério espera poupar com esta medida.

Quanto à central de compras para a administração da saúde, com a qual a tutela espera poupar 160 milhões de euros anuais, Óscar Gaspar esclareceu que a constituição da mesma só foi homologada em Outubro e os processos de aquisição só agora começaram”…
…
Afinal quem terão sido os gestores / administradores hospitalares que, em Portugal, desde 2005 terão recebido prémios de gestão? O senhor presidente da APAH, (sempre tão solícito no débito de comentários a propósito de tudo ou de nada), não quererá ajudar a esclarecer este mistério?

Será que a famigerada avaliação dos CA’s foi aplicada (clandestinamente) sem que ninguém de tal se tenha apercebido? Será que algum dirigente com responsabilidade, na área hospitalar, pode ter um pingo de confiança nesta “gente política” que não hesita em manipular e mentir, sem qualquer tipo de escrúpulo, apenas com o objectivo de salvar a pele e fingir que toma grandes medidas?

Quanto à central de compras para a administração da saúde deve ser a nota de humor que faltava para animar o triste espectáculo deste MS. Recomenda-se uma pesquisa no Google a partir de 2005 para seguir o rasto da fantasia.

É por estas e por outras que os cidadãos confiam, cada vez menos, nestes aprendizes de feiticeiro.
Venha o FMI…

Zé Esteves

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sábado, julho 3

Exoneração mediática


Fui demitida por motivos políticos link

Após leitura da longa entrevista não se consegue perceber bem porquê. Parece antes alguém incapaz de se ver ao espelho. À boleia do JP. A tentar convencer o Zé povinho que se tratou de sanemento político.
À PREC.
Como se a nossa abelhinha Maia fosse capaz de semelhante ignominia.


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quinta-feira, junho 3

Defender o SNS

Como pode este Governo defender o SNS, se permite situações como as descritas?

"Auditoria do TC arrasa Serviço de Utilização dos Hospitais"
link

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quarta-feira, maio 19

De cabeça perdida

Administração do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais "estupefacta" com nomeação de novo presidente, link
O Conselho de Administração (CA) do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) revelou hoje ter recebido com "estupefacção" a notícia da nomeação de um novo presidente porque "nenhum dos seus elementos renunciou ao cargo" ou foi "destituído". O Ministério da Saúde anunciou hoje que o ainda presidente da administração do hospital Garcia de Orta (Almada), Nelson Baltazar, vai presidir ao SUCH. Em comunicado, o "CA em funções" dos SUCH manifestou a sua "estupefacção" com este anúncio por estar "completo, cumprindo a maioria dos seus membros o segundo mandato, após ter sido reconduzido em 2009 e não tendo nenhum dos seus elementos renunciado ao cargo nem sido destituído".
…

É espantoso o desplante e o desaforo com que as responsáveis pela degradação do SUCH com a acumulação de passivos inenarráveis e actos de gestão da mais duvidosa qualidade se permitem desafiar a tutela e os associados branqueando as consequências dos seus actos. Estupefactos estamos nós sem perceber como foi possível levar tão longe o desmando.
Se houver coragem e autoridade política deverá, de imediato, ser pedida uma auditoria externa e independente para, de uma vez por todas, aclarar os factos tornando-os públicos e apurando, integralmente, todas as responsabilidades.

Asdrúbal

para recordar: "O poblema foi o arranque" link

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domingo, abril 11

SPMS

A SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, E.P.E., foi recentemente criada pelo Decreto-Lei n.º 19/2010, de 22 de Março. link
O mesmo diploma prevê a transmissão para a SPMS das posições jurídicas dos Agrupamentos Complementares de Empresas (ACE) “Somos Compras”, “Somos Contas” e “Somos Pessoas”. Os termos e condições desta transmissão não são explicitados, sendo indicado que serão estabelecidos em acordo a celebrar entre a SPMS e aquelas entidades. Salienta-se que, nos ACEs em questão, para além do SUCH e de alguns hospitais públicos, participam também consultoras privadas: Deloitte (Somos Compras), Capgemini (Somos Pessoas) e Accenture (Somos Contas).
De acordo com o relatório final “SUCH-SOMOS SPS – Plano de Sustentabilidade 2010-2015” do estudo elaborado pela sociedade de consultores Augusto Mateus & Associados, e cujas conclusões foram transmitidas ao SUCH em Janeiro de 2010, as dívidas dos ACEs supramencionados totalizavam, nessa data, 40 milhões de euros (“Somos Compras” – 18 milhões de euros; “Somos Contas” – 17 milhões de euros; “Somos Contas” – 5 milhões de euros).

A SPMS vem, assim, agora assumir tão elevado passivo. Para este passivo, muito terão contribuído diversas decisões de gestão, de rigor muito duvidoso e sobre as quais este Grupo Parlamentar questionou oportunamente o Ministério da Saúde, sem que, até agora, lhe tenha sido prestado qualquer esclarecimento. A saber: i) a contratação desnecessária de várias dezenas de técnicos e outros profissionais; ii) a aquisição de mais de uma dezena de viaturas topo de gama para uso dos Directores e administradores; iii) a atribuição a alguns dirigentes dos chamados “Prémios de Cobranças”, na ordem de milhares de euros; iv) a alienação de património; v) a existência de uma situação financeira difícil, com recurso a empréstimos bancários; vi) a prestação de serviços aos associados a preços superiores aos que estes, nomeadamente os hospitais, conseguem através de negociação individual; vii) salários superiores a 5.000 euros auferidos por vários membros dos órgãos sociais do SUCH e suas participadas (nalguns casos superiores aos da própria Ministra da Saúde).

O supracitado relatório sobre a sustentabilidade do SUCH no próximo quinquénio, refere ainda que, face aos valores da dívida do “Somos Compras”, do “Somos Contas” e do “Somos Pessoas”, no cenário actual (ou seja, sem adesão obrigatória por parte dos estabelecimentos e serviços do Ministério da Saúde, SNS incluído), não estão reunidas as condições para se assegurar a manutenção e viabilização daqueles serviços partilhados. No entanto, no diploma agora publicado, a adesão obrigatória ao SPMS só está prevista no caso em que os estabelecimentos e serviços do SNS, ou órgãos e serviços do Ministério da Saúde, pretendam recorrer a uma solução de serviços partilhados, ou por eventual despacho da Ministra da Saúde nesse sentido. Não sendo esse o caso, aquelas entidades poderão continuar a gerir elas próprias as suas compras, logística, finanças e/ou recursos humanos.

No Acórdão n.º 171/2009, de 4 de Dezembro, em que foi recusado o visto prévio ao protocolo que articulava a ACSS e o “Somos Compras” para a criação de uma central de compras, o Tribunal de Contas considerou necessário realizar um estudo prévio sobre a necessidade, viabilidade económico-financeira e vantagens da criação de uma central de compras. Desconhece-se no entanto, qualquer outro estudo para além do realizado pela Augusto Mateus & Associados para o SUCH, o qual levanta precisamente diversas questões sobre a viabilidade desta solução.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Saúde, as seguintes perguntas:

1. Como justifica o governo que o elevado passivo dos ACEs «Somos Compras», «Somos Contas» e «Somos Pessoas» seja assumido pela SPMS?

2. Quais serão as compensações a atribuir às entidades que detêm participações no «Somos Compras», «Somos Contas» e «Somos Pessoas», incluindo à Deloitte, à Capgemini e à Accenture, para a transmissão das posições jurídicas daqueles para a SPMS?

3. Realizou o Ministério da Saúde um estudo prévio sobre a necessidade, viabilidade económico-financeira e vantagens da criação da SPMS? Em caso afirmativo, quais as conclusões desse estudo?

4. Irá o Ministério da Saúde determinar, com carácter de generalidade, a utilização dos serviços partilhados disponibilizados pela SPMS? Para a totalidade ou apenas para parte dos serviços e instituições do SNS ou dos órgãos e serviços do Ministério da Saúde?

5. Como irá o Ministério da Saúde responsabilizar a administração do SUCH e dos ACEs (Somos Compras, Somos Contas e Somos Pessoas) pelos erros de gestão cometidos e pela recuperação dos prejuízos?

6. Pode o governo garantir que os erros de gestão cometidos nos ACEs não voltarão a repetir-se na SPMS?

7. Irá o governo nomear para o conselho de administração da SPMS algum dos actuais administradores do SUCH e/ou ACEs?

Palácio de São Bento, 30 de Março de 2010

O deputado, João Semedo

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quarta-feira, março 17

Novo Chumbo

João Semedo enviou recentemente ao MS (08.02.10) um pedido de esclarecimento sobre as Irregularidades na gestão do SUCH, link onde, nomeadamente, se referia: «Através dos ACEs, o SUCH pretendeu assinar contratos por ajuste directo, beneficiando-se a si próprio, às empresas parceiras e a todas as outras por estas seleccionadas como prestadoras, estratagema a que se opôs o Tribunal de Contas.»

O DD noticia hoje novo chumbo
link
«O Tribunal de Contas chumbou os contratos que o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) assinou com as administrações regionais de saúde do Centro e do Norte, argumentando que não podem ser feitos por adjudicação direta.
Nos acórdãos, os juízes argumentam que, apesar de as ARS serem acionistas do SUCH, os contratos não são uma relação de contratação interna, razão pela qual não podem dispensar o procedimento normal de contratação pública.
"O que está em causa é que mediante a criação de entes instrumentais, com a participação de entidades privadas, se vise subtrair a celebração de contratos públicos á observância de princípios e regras de contratação pública, sendo ainda mais grave quando na execução de tais contratos se pretende obter a colaboração, directa ou indirecta, de outras entidades privadas, sem processos concorrenciais", diz o Tribunal de Contas sobre o protocolo estabelecido entre a ARS do Centro e o SUCH .»

Vale o comentário do Tavisto :
«Parece que os responsáveis do MS permitiram que o SUCH se transformasse numa CHUCHA para uns tantos. Depois reagem mal quando o Tribunal de Contas dá pareceres desfavoráveis à formação de centrais de compras. Pelos vistos, sob o pretexto de se conseguir economias de escala, as ditas centrais servem apenas para administradores obterem prémios em escala através da concentração do volume de negócios.»

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sábado, fevereiro 27

A gestão do SUCH

Assunto: Irregularidades na gestão do SUCH
Destinatário: Ministério da Saúde

O Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), é uma pessoa colectiva de utilidade pública administrativa (sem fins lucrativos), que, tal como referido no preâmbulo dos seus Estatutos, tem por missão “promover a redução de custos e o aumento da qualidade e eficiência da prestação de serviços por parte dos seus associados e do Sistema Nacional de Saúde”. O SUCH é tutelado pelo Ministro da Saúde, que tem também a responsabilidade de nomeação do Presidente e do Vice-Presidente do SUCH. Os associados do SUCH incluem hospitais do Serviço Nacional de Saúde, Administrações Regionais de Saúde e Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), os quais financiam o SUCH através das quotas que pagam e dos bens e serviços que adquirem ao próprio SUCH (nomeadamente, manutenção, alimentação, limpeza e tratamento de roupa, gestão de recursos humanos, contabilidade e, mais recentemente, central de compras).

O SUCH, entretanto, constituiu diversos agrupamentos complementares de empresa (ACE), entre os quais a Somos Compras, a Somos Pessoas e a Somos Contas, com a Deloitte, a Capgemini e a Accenture, respectivamente. Participam ainda na Somos Compras os Centros Hospitalares de Lisboa Central e Ocidental e o Hospital de Santa Maria. Através dos ACEs, o SUCH pretendeu assinar contratos por ajuste directo, beneficiando-se a si próprio, às empresas parceiras e a todas as outras por estas seleccionadas como prestadoras, estratagema a que se opôs o Tribunal de Contas. Alguns dos gestores destes ACEs são os membros do Conselho de Administração do SUCH (que, por exemplo, no ano de 2008, se auto-remuneraram com o pagamento de senhas de presença) e outros são indicados pelas empresas parceiras.

O Tribunal de Contas proferiu três Acórdãos (n.ºs 143/2009, 159/2009 e 167/009) no âmbito dos quais foram recusados vistos prévios a protocolos estabelecidos entre o SUCH e três dos seus associados (Hospital de Faro, E.P.E, Administração Regional de Saúde do Norte, I.P., e Hospital do Litoral Alentejano). A recusa do visto prévio baseou-se no facto de os referidos protocolos terem sido considerados contratos públicos de aquisição de serviços (fornecimento e lavagem de roupa, processamento de salários e instalação/manutenção ar condicionado, respectivamente) os quais deveriam ter sido precedidos, obrigatoriamente, do respectivo concurso. Não tendo sido realizado esse procedimento, resulta que os contratos/protocolos não podiam ter sido celebrados, o que, por sua vez, determina a nulidade dos mesmos.

Está em curso uma auditoria do Tribunal de Contas ao SUCH. Sobre a gestão do SUCH têm vindo a público diversas informações que, a confirmarem-se questionam a legitimidade e a regularidade de algumas decisões da administração: i) a contratação desnecessária de várias dezenas de técnicos e outros profissionais; ii) a aquisição de mais de uma dezena de viaturas topo de gama para uso dos Directores e administradores; iii) a atribuição a alguns dirigentes dos chamados “Prémios de Cobranças”, na ordem de milhares de euros; iv) a alienação de património; v) a existência de uma situação financeira difícil, com recurso a empréstimos bancários; vi) a prestação de serviços aos associados a preços superiores aos que estes, nomeadamente os hospitais, conseguem através de negociação individual;
Acresce ainda o facto de entre os membros dos órgãos sociais do SUCH e suas participadas (Somos Contas, Somos Pessoas), se encontrarem vários dirigentes oriundos do aparelho do Ministério da Saúde e de organismos por este tutelados que auferem vencimentos claramente excessivos, atingindo os 8 mil euros num dos casos, e muito superiores à sua categoria na administração pública e até ao vencimento da própria ministra. Para além disso, vários destes elementos, descontam para a Caixa Geral de Aposentações, apenas sobre o vencimento que auferiam anteriormente como Técnicos Superiores na Função Pública, não sendo tributado o suplemento de função que recebem e que, em muitos casos, é superior ao vencimento base. No entanto, o desconto para a ADSE e para o IRS é feito com base na remuneração total (base + suplemento de função). Vários membros dos órgãos sociais do SUCH ocupam também pelouros diversos nas participadas do SUCH, numa lógica tentacular e pondo em causa o desempenho cabal das funções para que foram nomeados.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Saúde, as seguintes perguntas:
1. Tem o Ministério da Saúde conhecimento de situações, como a aquisição de viaturas topo de gama, as admissões desnecessárias de pessoal, o pagamento de prémios de milhares de euros e a alienação de património?
2. Qual a actual situação financeira do SUCH? Qual o valor dos empréstimos bancários contraídos pelo SUCH?
3. Qual o valor total das remunerações (remuneração base + suplemento de função) auferidas pelos membros dos órgãos sociais do SUCH? Sobre que valor incidem os descontos para a Caixa Geral de Aposentações (CGA), ADSE e IRS da Presidente e da Vice-presidente do SUCH?
Aquelas remunerações foram decididas pela Comissão de Vencimentos do SUCH, conforme determinam os respectivos Estatutos? Essas deliberações estão registadas em acta? Qual o fundamento legal para as remunerações atribuídas aos membros dos órgãos sociais do SUCH e respectivos descontos para a CGA, ADSE e IRS?

Palácio de São Bento, 08 de Fevereiro de 2010.
O Deputado

João Semedo

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domingo, janeiro 3

2009 um Ano para Esquecer ...

Caros Amigos chegamos ao fim de 2009 num quadro de completa desilusão. Muitos de nós acreditaram, em 2005, num projecto mobilizador de transformação da sociedade e de modernização do país. Parecia evidente que o PS sob a direcção de JS tinha condições para fazer o país avançar libertando-se da teia dos interesses e rompendo com as capturas corporativas.
Também na Saúde tal pareceu possível. Puro engano.
O primeiro sinal foi-nos dado pela saída intempestiva de ACC. A partir daí foi ganhando espaço o tacticismo puro. Chegou-se ao ponto de desbaratar uma maioria absoluta em nome da determinação e do afrontamento aos interesses corporativos dos professores. Não escondendo o temor pela perda potencial do poder JS, entretanto enredado em sucessivos e insuportáveis casos, foi recuando até se fechar, isolado do país e das pessoas, na redoma protectora do seu núcleo duro. Este por sua vez há muito que perdeu a noção do país real. Há demasiado tempo que se acolitaram no aconchego dos gabinetes tendo perdido o contacto com o povo.
O “novo” governo espelha a agonia de um líder que há muito perdeu o país e começa a perder o partido. JS convenceu-se que era inesgotável o filão do faz-de-conta e das manobras de diversão tendo optado por substituir a estratégia e a determinação pelo jogo político dos “esquemas” e das aparências. Convenceu-se que podia dominar o país através do seu núcleo duro e desistiu da acção política nos diferentes ministérios. Intuiu que o efeito AJ, pré-pandémico, poderia ter réplicas de sucesso noutros ministérios.
O resultado está à vista na confrangedora maneira como Isabel Alçada tenta desempenhar o papel de secretária particular de JS para os assuntos de Educação (tal como já tinha sido ensaiado com AJ) e na perturbadora inconsistência política da equipa ministerial.
Quanto à Saúde nada de novo. Confirma-se o desastre.
Buraco orçamental como nunca visto. Avaliação dos CA´s nem pensar. FR nunca o quis aplicar porque iria tocar muita gente que lhe é próxima. É mais fácil queimar dinheiro em despesa corrente que deveria antes ser utilizado em reestruturação e em investimento. Com o desplante de se fazer passar a ideia de que 70 milhões representam alguma coisa em 1000 milhões. Curiosamente são aqueles que nunca quiseram avaliação que são agora brindados com este prémio de (mau) desempenho.
Os próximos meses acentuarão a deriva da política de plástico baseada em sucessivas e permanentes manobras de diversão. Na reforma dos HH’s aparecerá um grupo de “peritos” escolhidos a dedo para não levantar ondas nem acabar com nenhum tipo de preocupação de AJ. Manter-se-á a pequena política. O primum non nocere dos amigos e dos conhecidos. Fazer umas coisas para dar a crer que se tem uma estratégia. Um PIO aqui outro ali. Uma carrinha de cuidados continuados aqui uma USF acoli. Se a coisa se complicar pode ser sempre anunciada uma nova Faculdade de Medicina no Garcia de Orta para formar duas dúzias de médicos. Se o Tribunal de Contas voltar a pôr o dedo na ferida na “grande bouffe” do SUCH SOMOS as assessorias encarregar-se-ão de espalhar aos quatro ventos que o TC é uma força de bloqueio que faz evitar poupar muitos milhões que comprometem a sustentabilidade do SNS (omitindo o facto de estar há anos apenas e só a derreter milhões).

O ano de 2009 foi um ano da maior desilusão. O país precisa de um ciclo político novo com gente nova, séria e decente.
UM grande 2010 para o Xavier e para todos os amigos do SaúdeSA .

SNS

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sábado, junho 20

O problema foi o arranque...


Paula Nanita, passa a entrevista ao "Jornal de Negócios" link a falar de gestão financeira, escondendo os prejuízos das áreas…
Mas qual é, afinal, a qualificação desta gestora?
Licenciada em POLITICA SOCIAL!! ...Depois vemos que tem um Cv de assessorias de SE e em que áreas? "Planeamento e gestão estratégica e desenvolvimento" (sic) da reforma educativa (?) da cultura (?), da SE administração educativa, do Ministro da educação (?).
A perita em gestão financeira vem reconhecer algumas "boas" decisões. Investiu 25 milhões nos serviços partilhados, tendo já uma dívida elevada e grandes prazos de cobrança, como?
1º Hipótese: Associando um parceiro privado que entrasse com parte do capital?
2º Hipótese: Pedindo aos sócios que se constituíssem em sócios da nova entidade?
3º Hipótese: Vendendo património ou fazendo hipoteca sobre ele?
4º Hipótese: Pedindo ao banco crédito de longo prazo, correspondendo ao tempo de vida do investimento, ainda que tivesse que pedir carta de conforto às finanças?
Nada disso...
Optou, antes, pelas modalidades mais caras e mais precárias: descoberto bancário e factoring.
Com essas decisões conseguiu pagar a mais, num ano, 2 milhões de euros em encargos financeiros e já prevê, para 2009, aumentar esse encargo noutros dois milhões (de 0,8 em 2007 para 2,8 em 2008 e 4,8 em 2009).
Agora, passado muito tempo do investimento enorme e do custo brutal do meio de financiamento escolhido, é que vem defender a venda de edifícios e entrada de capital dos associados...
Muito bem!
Precisou de um mandato inteiro para perceber isto.
E depois vem dizer que o "SUCH tradicional é muito dependente de financiamento bancário"... Mas que dizer dos 25 milhões (novo such)?
E diz: "O que falhou foi o arranque da central de compras (Ministério da Saúde)" -
Como se o responsável fosse o ministério!
Afinal que negócios estão a dar lucro?
Não sabemos, mas provavelmente nenhum.
Tiveram 1,5 milhões de prejuízo operacional e à volta de 2,8 milhões de financeiro o que dá os 4,4 milhões de prejuízo.
Se continuam assim ficam sem os anéis e os dedos, que os três milhões da venda dos edifícios não chegam ao fim do ano, visto que com prejuízo operacional igual e 4,8 de resultados financeiros dá 6,3 e os 3 dão para menos de um semestre. Para esta equipa acumular prejuízos.
Mas atenção, que o futuro dos associados há-de ser risonho (promete poupanças de 400 milhões).
Quando?
Até 2013, quando já lá não estiver….
Promete 80 milhões por ano, mas, noutra entrevista, tinha prometido "redução dos custos de 10 a 20%, cerca de 240 milhões de euros por ano (10% de 2,4 mil milhões de euros, valor anual das compras)"!
Prometia arrancar em 2007, agora diz que em 2008 o que falhou foi o arranque.
O problema só pode ter sido do motor de arranque!

SNS-Trave mestra

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quarta-feira, junho 17

Paula Nanita, reconduzida


O passivo do SUCH (SOMOS), atingiu 57,3 milhões de euros em 2008, mais 54% face a 2005 (ano anterior à entrada da actual equipa de gestão).

Face a este resultado, o Governo o que faz?

Reconduz a presidente do SUCH, Paula Nanita, a qual imputa a responsabilidade dos resultados (miseráveis) aos elevados prazos de pagamento dos hospitais.link

Como este ano os hospitais regularizaram as dívidas (ao contrário de mandatos anteriores), no próximo exercício (2009), o SUCH , deve, então, apresentar resultados excepcionais.
Se assim não for, qual a justificação para esta recondução?

Sobre o SUCH:
link link link link

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quinta-feira, novembro 16

Negociação das Compras Hospitalares

Os IPOs de Lisboa, Porto e Coimbra promoveram a negociação conjunta do preço dos medicamentos mais importantes (mais inovadores e por conseguinte mais caros), através da definição do preço máximo e de um conjunto de condições de fornecimento estabelecidas em função das necessidades de cada hospital. link

Pese embora o êxito de algumas experiências pontuais estamos longe de conseguir pôr a funcionar uma verdadeira Central de Negociação de produtos hospitalares no nosso país.
O SUCH depois de ter ameaçado avançar para uma Central de Compras de produtos (sem medicamentos) e serviços, subitamente, calou-se.

Como refere o semmisericórdia «uma Central de Negociação é uma boa ideia e trará benefícios assinaláveis aos hospitais e ao SNS se simultaneamente:
i. Fizer diferença através de ganhos de preço substanciais obtidos por funcionamento especializado e apurado em moldes de gestão, não meramente administrativo;
ii. Souber priorizar a sua actividade no importante (PF, MCC, equipamentos; focalizando na classe A) e se souber congregar, por escolha livre dos interessados, a maioria das instituições de saúde (em valor de aquisições), pois é sabido que será do poder negocial resultante da dimensão que o resultado referido em “i” poderá surgir;
iii. Acrescentar valor para as entidades envolvidas – por exemplo, no caso dos hospitais pela disponibilização adicional de informação e SI, pelo apoio e formação de quadros.»

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sexta-feira, setembro 1

A Ignorância é atrevida


Tenho grande admiração pelos Políticos com P grande, mas não temos a felicidade de contar com muitos. O que temos em Portugal são aprendizes, mestres da golpada e d´arte de servirem-se da política. Usando a conhecida analogia do nosso PR, eles são a má moeda capaz de destruir os, poucos, bem intencionados.

CC é um político bem intencionado que a má moeda tem a fritar em lume brando preparando-se para, a curto prazo, o fazer saltar. A ingenuidade paga-se caro.

Quem não se recorda da situação de falência do SUCH nos finais da década de 80? E da equipa liderada pelo Professor Nogueira da Rocha, administrador hospitalar, que deitou mão à sua gestão invertendo a situação e conduzindo os seus destinos durante quase duas décadas?

Sob a batuta do Professor Nogueira da Rocha, do seu saber como gestor e da sua afirmação perante os ataques da má moeda, o SUCH apresentava resultados líquidos anuais, nos últimos anos da sua liderança, de cerca de cinco milhões de € .

Mas a sua independência face aos aprendizes saiu-lhe cara. E foi a equipa de CC, no seu último mandato como MS, que lhe preparou o caldinho. Consta que CP nunca lhe perdoou a rejeição dos seus "boys" que pretendia colocar no SUCH.

CP já não teve tempo de substituir o Professor Nogueira da Rocha. Foi ela substituida. Mas o caldinho estava em andamento e deu os seus frutos. Nogueira da Rocha foi substituido por uma equipa de "boys", na altura do PSD, sem qualquer formação ou experiência de gestão capaz de conduzir os destinos do SUCH. Bastou o primeiro exercício económico para malbaratar os resultados posítivos acumulados e passar à situação de prejuízos.

Quis a ironia do destino pôr na mão de CP a possibilidade de colocar finalmente os seus "boys" à frente dos destinos do SUCH, sob a batuta de Paula Nanita. Esta e a sua equipa não são diferentes da equipa anterior. A sua incapacidade de gestão está a espelhar-se nos resultados negativos do SUCH, que são preocupantes como se irá ver nas contas do actual exercício.

Incapazes de gerir o "core business" do SUCH, tentam obter facilidades a conceder pelo MS através de pseudo inovações, actividades, de que nos dá conta as declarações de Paula Nanita que dão dó pela ignorância demonstrada. Como se, para fomentar a alta 'performance' das empresas, bastasse mandar uns bitaites e, já está. O mercado e a sua competetividade crescente, exercida por profissionais aguerridos e experientes, não deixam margem de manobra às intenções de pseudo gestores, ignorantes e incompetentes, que só a lógica de aprendizes de feiticeiro, mestres da golpada e d´arte da pantomina, permitem que ocupem certos cargos.

E como corolário cito o SEMMISERICORDIA quando refere, no seu último trabalho, que – a ignorância é atrevida.
xico do canto

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quarta-feira, agosto 30

USP


Todos sabemos que o ponto forte deste Governo é o marketing. O título do DE não faz a coisa por menos: "Lisboa gerida pelo SUCH" link

A notícia diz respeito ao projecto-piloto de criação de uma Unidade de Serviços Partilhados (USP) - frota automóvel e compras (sem medicamentos) - que o SUCH pretende fazer arrancar a partir de 2007.
link

Segundo a presidente do conselho de administração do SUCH, Paula Nanita, com a implementação deste projecto pretende-se obter uma redução dos custos de 10 a 20%, cerca de 240 milhões de euros por ano (10% de 2,4 mil milhões de euros, valor anual das compras).

Sobre a criação da Unidade de Serviços Partilhados (USP) do SUCH volto a postar o comentário oportuno do semmisericórdia:
a) Na preparação da central de negociação misturam-se artigos com importância muito díspar;
b) O SUCH pretende receber “delegação” (?) das “áreas não clínicas” dos hospitais: “… criação de condições para que os hospitais delegassem nesta entidade a responsabilidade de gerir os serviços fora da área clínica que pudessem ser partilhados com outros hospitais”.

Comentarei apenas o primeiro ponto (definir prioridades e focalizar a Central de Negociação). Uma Central de Negociação é uma boa ideia e trará benefícios assinaláveis aos hospitais e ao SNS se simultaneamente:
i. Fizer diferença através de ganhos de preço substanciais obtidos por funcionamento especializado e apurado em moldes de gestão, não meramente administrativo;
ii. Souber priorizar a sua actividade no importante (PF, MCC, equipamentos; focalizando na classe A) e se souber congregar, por escolha livre dos interessados, a maioria das instituições de saúde (em valor de aquisições), pois é sabido que será do poder negocial resultante da dimensão que o resultado referido em “i” poderá surgir;
iii. Acrescentar valor para as entidades envolvidas – por exemplo, no caso dos hospitais pela disponibilização adicional de informação e SI, pelo apoio e formação de quadros.

A dispersão referida nada de bom augura mas mais preocupante seria se a Central se dedicasse, e passo a citar, “… para além dos medicamentos…, o catering, a segurança, a lavandaria, a manutenção dos edifícios e a gestão das frotas de automóveis … “ ou, noutra versão, “a frota automóvel e o transporte de doentes, a hotelaria alimentar, a segurança, a manutenção de jardins”. E porquê? Pela confusão de papéis e pelas consequências para a concorrência.

Porque as actividades não clínicas citadas são áreas actuais do SUCH ou não o sendo constituirão, porventura, áreas para sua expansão futura. Assim o SUCH constituir-se-ia numa entidade dupla:
– Como na rábula seria “Maria Patroa” contrataria e escolheria os concorrentes aos procedimentos que lançasse (acede a informação privilegiada, escolhe e actua como cliente dos fornecedores existentes no mercado);
– Concorreria simultaneamente aos concursos que lançou como “Maria Empregada”, como fornecedor e nas áreas que lhe interessassem (lavandaria, resíduos, manutenção, etc.).
(esta confusão de papeis na mesma entidade com conflito de interesses é impossível num país da EU, penso eu).
A concorrência é boa para as empresas, para a população e para competitividade do País, pelo que só podemos fazer a sua defesa, não a sua limitação ou oclusão. Gera benefícios em eficiência, em qualidade e responsividade que são repartidas por todos: própria empresa que inovou; seus clientes e consumidores; seus concorrentes – não tardam a adoptar/adaptar as inovações e responder com outras melhorias; o Estado e outros interessados pelos ganhos gerais (produtividade e menor desperdício de recursos, sustentabilidade e competitividade,…).
Ora o SUCH não pode evoluir para entidade isolada da concorrência porque esse isolamento condenar-nos-ia a perdermos aqueles benefícios e provocaria consequências nefastas para a própria entidade e para o mercado. Penso que terá havido algum equívoco ou problema de comunicação na referida notícia.
semmisericórdia

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segunda-feira, julho 17

A Incineradora do Parque, outra vez


«A única incineradora de resíduos hospitalares perigosos de Portugal, localizada no Parque de Saúde de Lisboa, nos terrenos do Hospital Júlio de Matos, explodiu na quinta-feira passada, provocando o pânico nos trabalhadores. Desde então, o processo de tratamento de resíduos hospitalares está suspenso naquela unidade. link
O Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), empresa responsável pela incineração, confirma o incidente e garante que já foi aberto um inquérito para apurar as causas.
Lurdes Hill, do conselho de administração do SUCH, instalado na Avenida do Brasil, em Lisboa, explica ao CM que "este tipo de situações por vezes acontecem quando algum material é colocado incorrectamente nos contentores depois recolhidos pela empresa". "Suspeitamos que tenha sido essa a causa deste problema. Ainda não sabemos se terá sido exactamente isso, mas já foi aberto um inquérito para apurar a origem", acrescentou, tranquilizando: "Não houve feridos. Foi mais o barulho do que os danos provocados."
A situação não deixou, porém, de preocupar os trabalhadores. Como é do conhecimento geral que a incineradora só trata os resíduos do 'Grupo Quatro', considerados os mais perigosos, o enorme estrondo provocou inquietação. No entanto, Isabel Santiago, do gabinete de comunicação do SUCH sossega, dizendo que não há qualquer risco para a saúde pública.
Neste momento, a incineradora do Parque de Saúde de Lisboa não está em funcionamento, uma situação que obriga à exportação dos resíduos para o estrangeiro - Bélgica e Espanha são, em regra, o destino. A responsabilidade do transporte dos resíduos hospitalares é do SUCH.»
correio da manhã, 29 junho 2006
Esta notícia do CM levanta um conjunto de questões:
a) Como é que a senhora Isabel Santiago pode garantir, após o rebentamento da incineradora, que não houve prejuízo para a Saúde Pública;
b) "Não houve feridos. Foi mais barulho..." . Talvez um barulhinho... Com explicações destas, pouco se adianta;
c) - Houve ou não houve uma explosão e danos graves na incineradora ? Houve ou não houve libertação de materiais perigosos? ;
d) Como é que os media (com excepção do CM) não passaram esta notícia do máximo interesse para o opinião pública?;
e) E a Quercus ? A que se deve o silêncio da Quercus ?;
f) O que leva o senhor ministro da saúde a teimar na manutenção deste equipamento em plena cidade de Lisboa, colado a bairros residenciais, com iminente perigo para a saúde da população ?

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sexta-feira, junho 2

Central de Negociação e SUCH

Parabéns ao Xavier pelo excelente comentário e por ter trazido este assunto à discussão, dada a importância inquestionável que reveste. Li as notícias em causa :
  • SUCH prepara gestão dos serviços partilhados dos hospitais
    e concluí que:
    a) Na preparação da central de negociação se misturam artigos com importância muito díspar;
    b) Que o SUCH pretende receber “delegação” (?) das “áreas não clínicas” dos hospitais: “… criação de condições para que os hospitais delegassem nesta entidade a responsabilidade de gerir os serviços fora da área clínica que pudessem ser partilhados com outros hospitais”.

    Comentarei apenas o primeiro ponto (definir prioridades e focalizar a Central de Negociação). Uma Central de Negociação é uma boa ideia e trará benefícios assinaláveis aos hospitais e ao SNS se simultaneamente:
    i. Fizer diferença através de ganhos de preço substanciais obtidos por funcionamento especializado e apurado em moldes de gestão, não meramente administrativo;
    ii. Souber priorizar a sua actividade no importante (PF, MCC, equipamentos; focalizando na classe A) e se souber congregar, por escolha livre dos interessados, a maioria das instituições de saúde (em valor de aquisições), pois é sabido que será do poder negocial resultante da dimensão que o resultado referido em “i” poderá surgir;
    iii. Acrescentar valor para as entidades envolvidas – por exemplo, no caso dos hospitais pela disponibilização adicional de informação e SI, pelo apoio e formação de quadros.

    A dispersão referida nada de bom augura mas mais preocupante seria se a Central se dedicasse, e passo a citar, “… para além dos medicamentos…, o catering, a segurança, a lavandaria, a manutenção dos edifícios e a gestão das frotas de automóveis … “ ou, noutra versão, “a frota automóvel e o transporte de doentes, a hotelaria alimentar, a segurança, a manutenção de jardins”. E porquê? Pela confusão de papéis e pelas consequências para a concorrência.

    Porque as actividades não clínicas citadas são áreas actuais do SUCH ou não o sendo constituirão, porventura, áreas para sua expansão futura. Assim o SUCH constituir-se-ia numa entidade dupla:
    –
    Como na rábula seria “Maria Patroa” contrataria e escolheria os concorrentes aos procedimentos que lançasse (acede a informação privilegiada, escolhe e actua como cliente dos fornecedores existentes no mercado);
    – Concorreria simultaneamente aos concursos que lançou como “Maria Empregada”, como fornecedor e nas áreas que lhe interessassem (lavandaria, resíduos, manutenção, etc.).
    (esta confusão de papeis na mesma entidade com conflito de interesses é impossível num país da EU, penso eu).
    A concorrência é boa para as empresas, para a população e para competitividade do País, pelo que só podemos fazer a sua defesa, não a sua limitação ou oclusão. Gera benefícios em eficiência, em qualidade e responsividade que são repartidas por todos: própria empresa que inovou; seus clientes e consumidores; seus concorrentes – não tardam a adoptar/adaptar as inovações e responder com outras melhorias; o Estado e outros interessados pelos ganhos gerais (produtividade e menor desperdício de recursos, sustentabilidade e competitividade,…).
    Ora o SUCH não pode evoluir para entidade isolada da concorrência porque esse isolamento condenar-nos-ia a perdermos aqueles benefícios e provocaria consequências nefastas para a própria entidade e para o mercado. Penso que terá havido algum equívoco ou problema de comunicação na referida notícia.
    Semmisericordia
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    quinta-feira, junho 1

    Central de Negociação: sempre a inventar

    No início deste ano, CC anunciou a intenção de criar uma plataforma de compras electrónica para negociação das aquisições do SNS, ficando o planeamento deste serviço comum de logistica e a forma de os hospitais o partilharem a cargo do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH).

    Recentemente, o DE (25.05.06) noticiou a intenção de oito hospitais da zona de Lisboa em se unirem para negociar a compra em conjunto de medicamentos e serviços não clínicos : frota automóvel, transporte de doentes, hotelaria, segurança e manutenção de jardins
    link

    Mais uma vez, parece-me, teimamos em não acertar.
    Se queremos obter poupanças significativas, o que é prioritário e urgente fazer é a criação de uma central para negociação dos preços de aquisição dos medicamentos e material de consumo clínico dos hospitais do SNS.
    Deixemos a negociação da frota automóvel, transporte de doentes e manutenção de jardins para depois.
    Outra situação que me parece pouco clara neste projecto é o papel que se prevê para o Such .
    Segundo Paula Nanita, em entrevista ao DE, os hospitais vão passar a delegar nesta entidade a responsabilidade de gerir os serviços fora da área clínica que puderem ser partilhados com outros hospitais.
    Quer dizer, retira-se aos hospitais a autonomia, a capacidade de negociar, delegando-a no SUCH, promovido a entidade intermediária no circuito de comercialização de prestação de serviços.
    Será que, assim, os hospitais vão conseguir custos mais baixos ?
    Parece-me que, mais uma vez, andamos a fazer um esforço inglório para criar algo que há muito foi inventado e testado.

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    quarta-feira, novembro 30

    A Incineradora do Parque

    A Quercus quer a incineradora de resíduos hospitalares a funcionar no Parque da Saúde encerrada por emitir poluentes acima dos valores limite de acordo com um estudo de impacte ambiental (EIA) que demonstra uma ultrapassagem muito significativa das emissões de compostos carcinogénicos (dioxinas) .

    Incineradora do Parque da Saúde- Lisboa.
    O Decreto-Lei nº 85/2005, publicado no DR de 28.04.05, transpõe para a legislação nacional a directiva europeia sobre a incineração de resíduos domésticos e industriais.
    Este diploma estabelece novos requisitos para a instalação de centrais de incineração ou de co-incineração. As normas aplicam-se desde já às novas unidades. Quanto às unidades em exploração têm até 28 de Dezembro para se adaptarem às novas regras.
    O incinerador instalado no Parque da Saúde de Lisboa não está licenciado. O SUCH entidade responsável pela sua exploração, enviou há alguns meses para aprovação da entidade competente o estudo de avaliação de impacte ambiental.
    Quanto às emissões atmosféricas, este incinerador possui tratamento dos gases, mas os dados sobre essas emissões não são públicos, pelo que se desconhece se cumpre a legislação (directivas nº 97/11/CE -Avaliação de Impacte Ambiental- e nº 2000/76/CE - Incineração de Resíduos).

    Nos dias de atmosfera baixa, o ar do Parque da Saúde tresanda pestilento. Os contentores com resíduos perigosos, que aguardam processamento, amontoam-se a céu aberto junto à incineradora, ao sol e à chuva.
    Para Paulina Martins, administradora do SUCH com o pelouro dos resíduos, os níveis de emissões da incineradora instalada no Parque da Saúde, que queima cerca de 6,2 toneladas de resíduos hospitalares perigosos por dia, provenientes de todas as unidades de saúde do país, "chegam a ter valores semelhantes aos das zonas rurais".
    Aconselho a Administração do Parque da Saúde a aproveitar as zonas do parque junto à incineradora para colocar vacas malhadinhas, a pastar por entre os contentores amarelos e laranjas, etiquetados de caveiras e "dangers", a fim de dar mais autenticidade à ruralidade da paisagem.

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    quarta-feira, abril 13

    A brisa da Incineradora


    1. - Relativamente à incineradora instalada no Parque da Saúde, que queima cerca de 6,2 toneladas de resíduos hospitalares perigosos por dia, provenientes de todas as unidades de saúde do país, Paulina Martins do Such considera que "Os níveis de emissões chegam a ter valores semelhantes aos das zonas rurais". (link)
    2. - Nos dias de atmosfera baixa, o cheiro por todo o Parque da Saúde tresanda pestilento, asfixiando quem ali trabalha. Os contentores com resíduos perigosos, que aguardam processamento, amontoam-se no espaço circundante à incineradora, esventrados a derramar liquidos nauseabundos.
    Se eu fosse ao SUCH comprava umas vacas leiteiras malhadinhas e punha-as a pastar por entre os contentores amarelos e laranjas, etiquetados de caveiras e "dangers", para dar mais autencidade à ruralidade da paisagem.
    Se eu fosse médico pneumologista montava consultório nas imediações do Parque.

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    quarta-feira, abril 6

    Incineração de Resíduos Hospitalares

    Referimos aqui no SaudeSA que o Incinerador instalado no Parque da Saúde que queima resíduos hospitalares perigosos de todo o país, não estava legalizado por falta de estudo de impacto ambiental, previsto na lei para o licenciamento destas unidades (link)
    Pois bem, o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), entidade responsável pela exploração da unidade de queima instalada no Parque da Saúde, entregou finalmente o estudo de impacte ambiental no Instituto do Ambiente, que irá dar o seu parecer na próxima semana (link)

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    sexta-feira, fevereiro 4

    Resíduos Hospitalares (RH)


    Incinerador do Parque da Saúde. Contentores com resíduos contaminados perigosos provenientes dos hospitais de todo o país amontoam-se às centenas a céu aberto a escassas centenas de metros do Bairro de Alvalade.
    1.- A gestão de Resíduos Hospitalares (RH), envolve um conjunto de operações de recolha, transporte, tratamento, valorização e eliminação dos resíduos, incluindo a monitorização dos locais de descarga após o encerramento das respectivas instalações, bem como o planeamento dessas operações, sendo atribuída a responsabilidade dessa gestão aos produtores, ou seja, às unidades de saúde do SNS.
    O Despacho nº 242/96, classifica e define as condições de triagem, acondicionamento e armazenamento dos resíduos hospitalares (RH) dentro das unidades de saúde.
    2. – A Inspecção-Geral do Ambiente (IGA), detectou infracções em 80 % das unidades inspeccionadas. A maioria das infracções referem-se à gestão dos resíduos líquidos traduzidas em descargas de resíduos não tratados para a rede de saneamento pública. Os efluentes hospitalares, são, assim, susceptíveis de transportar inúmeros vírus e bactérias, com elevado grau de resistência, e produtos químicos: solventes orgânicos (álcool, acetona, formol), ácidos, líquidos de risco biológico (reagentes contaminados), compostos metálicos, com mercúrio ou banhos usados na revelação de películas radiográficas.
    3. - Outro tipo de infracções detectadas pela IGA diz respeito à gestão dos resíduos sólidos. A prova de que há unidades prestadoras de cuidados de saúde que não possuem práticas de triagem e tratamento de resíduos é o seu aparecimento junto dos lixos domésticos.
    Os resíduos hospitalares são classificados em quatro grupos:
    Grupo I – Resíduos equiparados a urbanos - não apresentam exigências especiais no seu tratamento
    Grupo II – Resíduos hospitalares não perigosos - não estão sujeitos a tratamentos específicos, podendo ser equiparados a urbanos
    Grupo III - Resíduos hospitalares de risco biológico - resíduos contaminados ou suspeitos de contaminação, susceptíveis de incineração ou de outro pré-tratamento eficaz, permitindo posterior eliminação como resíduo urbano
    Grupo IV – Resíduos hospitalares específicos - resíduos de vários tipos de incineração obrigatória.
    Estima-se que cada doente internado em Portugal produza cerca 1 kg de RH contaminados/dia.
    4. - A lei obriga a incinerar todos os resíduos do grupo IV, mas actualmente em Portugal existe apenas uma unidade incineradora a funcionar no Parque da Saúde.
    O incinerador do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) é responsável pela queima de todos os resíduos do grupo IV produzidos em Portugal mas está a funcionar sem licença da Direcção-Geral de Saúde (DGS). A legalização do Incinerador do SUCH, ainda não foi efectuada devido à dificuldade em obter um estudo de impacto ambiental. Efectivamente, instalado em plena cidade de Lisboa - Parque da Saúde - onde diariamente chegam camiões porta contentores com os resíduos contaminados perigosos dos hospitais de todo o país, com abundantes emissões de fumo pestilento para a atmosfera, qual será a entidade que arrisca emitir um estudo de impacto ambiental favorável para semelhante incinerador. Consideramos que a manutenção em funcionamento do incinerador da SUCH no Parque da Saúde constitui um grave atentado à Saúde Pública e uma das ilegalidades mais bem protegidas (calada) do nosso país.

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